<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521</id><updated>2012-02-16T08:01:22.097-03:00</updated><title type='text'>Cadernos de Hinário</title><subtitle type='html'>ESTE É UM TRABALHO CO-AUTORAL EM PROL DA CULTURA DAIMISTA. PARTICIPE!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4275405256014788483</id><published>2011-10-26T15:08:00.008-03:00</published><updated>2011-11-12T15:12:40.458-03:00</updated><title type='text'>Daniel Arcelino Serra (1937-2011)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(3, 61, 61);font-family:verdana,helvetica,sans-serif;" &gt;DANIEL SERRA,&lt;br /&gt;UM JARDINEIRO DO MESTRE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(3, 61, 61);font-family:verdana,helvetica,sans-serif;" &gt;homenagem por  Eduardo Bayer Neto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-family:verdana,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/--FXzIhCXvU8/TqhMtdrTQUI/AAAAAAAAASs/dsCsCujbwoY/s1600/2898134049_d2d43b1fe2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--FXzIhCXvU8/TqhMtdrTQUI/AAAAAAAAASs/dsCsCujbwoY/s400/2898134049_d2d43b1fe2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667864474989838658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Daniel Serra e o Mestre, em foto de Lou Gold : &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/visionshare/sets/72157607569123184/detail/"&gt;Daime Diverse&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O conheci primeiro pelas fotos que o meu padrinho guardava do velório do Mestre, o Daniel Serra sobrinho do Mestre Irineu, ainda jovem pai de família em 1971 aos vinte e oito anos de idade. Eu residia na Colônia Cinco Mil e trabalhava na cidade, e numa dessas vindas ao centro da capital, quando descíamos de braço dado, eu e o padrinho Wilson Carneiro, a rua do Palácio das Secretarias, foi que eu o vi pessoalmente pela primeira vez, de modo inesperado: um negro muito distinto, de olhos amendoados, com um semblante que lembrava muito o Mestre Irineu. Tratou muito bem o "Seu Wilson", apesar da profunda separação entre o Alto Santo e o Cefluris, e, como fazia pouco tempo do falecimento do padrinho Sebastião Mota, seu Daniel fez questão de relembrar a última vez em que haviam estado juntos, em 1988, quando o padrinho Sebastião passava por Rio Branco retornando do Rio de Janeiro (mesma época em que gravamos o documentário "São João na Terra") e ao reve-lo veio lhe dar um forte abraço e caiu em lágrimas, demonstrando o apreço e a saudade que tinha pelo sobrinho do Mestre a cujo lado dera seus primeiros passos no bailado do salão. Foi assim então que eu o conheci de passagem naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, eu em minhas atividades de pesquisa, recebi o fotógrafo Luiz Veiga para uma mostra de vídeos ecológicos em Rio Branco, e como este quisesse registrar os centros aiauasqueiros, levei-o num 6 de julho ao Alto Santo. Após a missa no túmulo, quisemos ir ao centro do Alto Santo, onde nunca antes eu estivera, e depois de passar a porteira e adentrar o terreiro, quem foi ao nosso encontro para receber-nos foi ele, o próprio Daniel Serra, então comandante da ala masculina do salão da viúva do Mestre Irineu. Sério, mas muito gentil, explicou-nos que por não haver solicitado previamente, não poderíamos fotografar nem comungar o Daime, apenas assistir a celebração. No ano seguinte, Centenário do Mestre, o reencontrei levando a mãe, Dona Cota, fardada, para visitar o grande galpão onde foi realizado aquele festival, e se dizia comovido pela celebração promovida por seu compadre Luiz Mendes ao lamentar que tal festejo não fosse realizado na sede da madrinha Peregrina. Acredito hoje que esse grande gesto diplomático seu teve iniciativa em parte a partir da leitura da reportagem que publiquei na ocasião sobre a terra natal do Mestre, São Vicente Férrer, evidenciando que coubera a um seguidor do padrinho Sebastião a proeza de em pouco tempo e com poucos recursos encontrar e registrar a casa onde Raimundo Irineu Serra nascera, cem anos antes, bem como os seus familiares que tinham mais lembranças da convivência com o Mestre quando do seu retorno ao Maranhão no final dos anos 50, memorável viagem esta da qual trouxera Daniel e dois de seus primos para viver no Acre. Para ele passei a ser um "herói" desde então, e ficamos mais amigos, o que me proporcionou oportunidade de visitá-lo amiúde para longas e tranquilas conversas instrutivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vejam como eu sou humilde... E sou bonzinho de coração... Eu falo com todos vós... E a todos eu presto atenção...&lt;/span&gt;", eram os versos do hinário do padrinho Sebastião que Daniel Serra jamais esquecera. Apesar de ter chegado a ser indicado por seu tio a ficar como comandante depois de sua passagem (*), o que ele declinou em razão de ser ainda muito jovem em 1971, ele foi um dos fundadores em 1975 do Centro Eclético da Fluente Luz Universal "Raimundo Irineu Serra", o Cefluris, o que demonstra que a liderança do presidente Leôncio Gomes à frente do Alto Santo era discutível dentro do próprio "estado maior" da Doutrina, e que a liderança do padrinho Sebastião Mota, era considerada natural para pessoas do círculo familiar do Mestre Irineu. A infância do Cefluris, entretanto, durou pouco naqueles anos 70: logo a ela chegaram os livre-pensadores hippies, com eles a Santa-Maria, e quando o assunto veio à baila entre os fundadores mais antigos, a decisão deles foi de retornar ao comando do presidente Leôncio Gomes. Chegou logo a adolescência e suas mutações, motivos de grandes aflições e destemperos, e depois do Rio do Ouro e a criação de novas comunidades no sudeste brasileiro, pode-se dizer que o Cefluris fundado no Mapiá é que chegou à fase adulta enfrentando suas consequencias e recebendo cada vez maiores responsabilidades. Daniel Serra, que gostava muito de lembrar de uma de suas primeiras mirações quando vira uma grande régua igualando a todos pois perante a Deus todos eram do mesmo tamanho,  e que também acreditava na palavra cristã de "quem não nascer de novo, não verá o reino dos céus", não fazia acepção entre pessoas, espelhando-se no Mestre que lhe ensinara a tratar a todos por igual, e foi assim que, depois de ter deixado o seu comando no Alto Santo resolveu se dedicar a conhecer os seguidores de seu tio espalhados pelo Brasil afora e assim colaborar com a apresentação da Doutrina e sua história em conformidade com os preceitos fundamentais e fundamentadores deixados pelo Mestre Irineu, o que a partir do ano 2001 encontrou condições de realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde pequeno eu já ouvia falar do meu tio Irineu, porque quando era pequeno morava com sua mãe, minha tia avó Joana Serra. Ela sempre falava dele, pois esperava que um dia ele voltasse. Fazia até bolo para ele e ninguém podia comer. Cansei de ver sapatos e roupas dele lá na casa dela. Além de mim, havia outros primos morando com ela, tudo da mesma idade. Toda noite ela colocava a gente para rezar, todo mundo ajoelhado em frente a Santa. Ela rezava na frente e a gente repetia até cansar, tinha uns que dormia ali mesmo ajoelhado, aí ela mandava dormir. O mais engraçado é quando ela brigava com um de nós que não estava prestando atenção na reza, aí a gente também repetia. 'Presta atenção, menino!, aí a gente repetia 'Presta atenção, menino!&lt;/span&gt;'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em depoimentos como este de Daniel Serra, recolhido por Mivan Gedeon, vislumbramos um pouco dos aspectos da religiosidade familiar do Mestre Irineu. E foram muitos os depoimentos que ele deu sobre a história do Mestre, em toda parte onde andou, que puderam iluminar uma multidão de corações. Ele, com toda sua autoridade fez todo esse trajeto missionário como um jardineiro do Mestre, mesmo não aprovando o uso da Santa-Maria, pois reclamava do pessoal da Cinco Mil ter inventado uma "lenda rural" sobre um certo Cabo Moraes que, sendo usuário de maconha, afirmara ter um dia provido o próprio Mestre, já ancião, daquele fumo. Daniel Serra, assim como o Mestre, certamente observou o uso do "pito-de-diamba" no Maranhão quando jovenzinho, mas nunca quisera experimentá-la, e não tinha problemas em contar que o Cabo Moraes era um dos frequentadores do Alto Santo em tempo do Mestre, e que um dia ao passar por casa deste chegou a ser-lhe proposto um cigarro da planta, prontamente rejeitado. A base que dava para sua atitude era a de que foi o uso desregrado da planta é que corrompera a Doutrina em alguns centros, embaçando o processo terapêutico do Daime e conduzindo muitos seguidores a processos autodestrutivos em decorrência da irresponsabilidade por ela acentuada nos indivíduos. Sua mãe, Dona Cota, da tradição afromaranhense conhecia e utilizara a diamba como chá para perturbações menstruais, mas para Daniel Serra a planta era coisa que não lhe dizia respeito, segundo ele o Daime lhe dava tudo do que ele necessitava, seu compromisso era com o Daime e esta a sua escolha - o seu ecletismo evolutivo (**).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante era que Daniel Serra não fazia discriminações, e procurava aceitar a cada um de acordo com a sua própria natureza, sem deixar entretanto de apresentar seu conselho de prudência. Tinha, é claro, algumas pessoas com quem tinha ou tivera problemas de convivência, como o Tetéo, Francisco Fernando Filho, de quem contava havia se engrandecido com os dons que o Mestre lhe dera, mas nem por isso menosprezava os hinos do Tetéo ou de quem quer que seja. Ao abrir sua igreja em São Luís do Maranhão, alguns pensavam que ele, por incorporar aos trabalhos de concentração o canto dos chamados "hinos de oração do padrinho Sebastião", este deveria pedir algum tipo de autorização aos dirigentes do Mapiá e estar vinculado a eles, o que demonstrava certamente tamanho desconhecimento da Doutrina que o "padrinho Daniel" apenas fazia sorrir consigo mesmo. O Centro de Iluminação Cristã Estrela Brilhante, CICEBRIS, que Daniel junto a sua esposa Dona Otília e a família de sua filha única, Maria do Carmo, fizeram erguer na Grande São Luís, foi marco dessa autonomia e dessa independência constituída pela personalidade de um ariano forte, de muita boa vontade e dedicação à Doutrina deixada por seu tio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muita esperança de que a irmandade maranhense conduzida pelo padrinho Daniel possa prestar agora suas homenagens ao nosso querido amigo, conservando sua obra e organizando sua casa para representar dignamente a obra de Raimundo Irineu Serra, personalidade histórica acreana, em sua terra natal, o Maranhão. Para isso, o &lt;a href="http://www.youtube.com/user/EstrelaBrilhante2?ob="&gt;CICEBRIS&lt;/a&gt; já dispõe de sessenta hectáreas de terra em São Vicente Férrer, doadas por um irmão paulista, justamente as terras que pertenceram à mãe do Mestre, onde Irineu e Daniel vivenciaram, cada um a seu tempo, a aurora de suas vidas, e onde muitos familiares do Mestre Irineu ainda vivem de modo muito humilde e autêntico e oxalá possam ainda serem apoiados por seguidores da Doutrina da Rainha da Floresta a formar sua escola, sua comunidade e sua "Casa Santa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá onde chegou, agora que se aposentou do fardo material, Daniel Serra teve à sua espera muitos luminares e muitas respostas importantes da Doutrina. E lá, seguramente, Maria Serra, sua mãe, Dona Cota, está a cantar na sua cadeira de balanço o seu barquinho azul, descortinando-nos novos primores a serem alcançados. Sobre toda a humanidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Para conhecer os cinco hinos que compõem o caderno de hinário de Daniel Serra, cliquem em: &lt;a href="http://soundcloud.com/lucasserramar"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Lucas Serra - Soundcloud&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;* Vejam a Ata de 1971 em &lt;a href="http://afamiliajuramidam.org/comunidade/documentos/ata.html"&gt;http://afamiliajuramidam.org/comunidade/documentos/ata.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** No século XIX, a filosofia de Victor Cousin, se autodenominou espiritualismo eclético, emprestando a esta tendência características de conciliação e moderação próprias de uma vertente do pensamento neste século. O pensamento de Cousin se autodenomina eclético porque pretende descobrir e afirmar a parcela de verdade contida em todos os sistemas filosóficos.&lt;br /&gt;Cousin realiza vários estudos concernentes à história da filosofia, e termina por compreendê-la como a sucessão de quatro correntes principais: sensualismo, idealismo, ceticismo e misticismo. A cada uma destas doutrinas, é preciso reconhecer seu valor e, simultaneamente, apontar seu caráter de parcialidade. O sensualismo descobre a experiência sensível como fundamento da realidade; contudo, ela pretende reduzir todo real a esta única dimensão.&lt;br /&gt;O idealismo aponta para o sujeito como fonte da realidade; ao indicar esta nova dimensão, porém, ele renega a experiência sensível, incorrendo, assim, no mesmo erro cometido pela primeira corrente analisada. Por sua vez, o ceticismo refuta as posições anteriores como dogmáticas; mas, não compreendendo a verdade parcial contida nestas posições, acaba por negá-las integralmente, incorrendo, deste modo, igualmente, em dogmatismo.&lt;br /&gt;O misticismo consiste no escape aos erros precedentes, por situar-se aquém de toda análise; o que este pretende é consagrar-se como expressão da espontaneidade. Estas quatro doutrinas constituem quatro modalidades de apresentação do espírito. Contudo, este se realiza na história ao modo de retornos cíclicos. A verdade se apresenta, na história, disseminada por tais formas de pensamento, como um percurso necessário, que se repete indefinidamente.&lt;br /&gt;Saibam mais sobre o ESPIRITUALISMO ECLÉTICO em &lt;a href="http://www.coladaweb.com/filosofia/ecletismo-espiritualista"&gt;http://www.coladaweb.com/filosofia/ecletismo-espiritualista&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4275405256014788483?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/user/EstrelaBrilhante2?ob=' title='Daniel Arcelino Serra (1937-2011)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4275405256014788483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4275405256014788483&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4275405256014788483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4275405256014788483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2011/10/daniel-arcelino-serra-1943-2011.html' title='Daniel Arcelino Serra (1937-2011)'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--FXzIhCXvU8/TqhMtdrTQUI/AAAAAAAAASs/dsCsCujbwoY/s72-c/2898134049_d2d43b1fe2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5448824316258464392</id><published>2011-01-30T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-01-31T00:49:58.039-03:00</updated><title type='text'>A Alvorada, de Ana de Souza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/TUYh3AJn49I/AAAAAAAAASM/uCDLZJt_Hgo/s1600/ayahuasca_vision.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 331px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/TUYh3AJn49I/AAAAAAAAASM/uCDLZJt_Hgo/s400/ayahuasca_vision.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568175218107081682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos um grande prazer de multiplicar para a irmandade daimista o hinário da irmã Ana de Souza. Dona Ana era casada com o Senhor Elias Brito, fazendo parte do grupo de seguidores que o Mestre Irineu trouxe para morar no Alto Santo. Deixou estes 27 hinos que se destacam por sua mensagem, um pequeno caderno de hinário de força e transformação, que podemos até comparar com outros pequenos hinários recebidos por mulheres, como o da irmã Maria Damião ou da Madrinha Rita, que parecem mais curtos, concentrados, para assim elevarem o nível do trabalho. Ana de Souza, mãe da Madrinha Riselda, esposa do Padrinho Luiz Mendes, já partiu para o lado do Mestre, mas apresenta aqui, através da voz de sua filha e de seus descendentes, todo o vigor das filhas diletas da Rainha da Floresta. Apreciem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar este hinário, cliquem nos links abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/bpIpkpAR/Hinrio_Ana_de_Souza_01-14.html"&gt;Hinário de Ana de Souza 01-14.zip&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;+&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/YmBDAPDp/Hinrio_Ana_de_Souza_15-27.html"&gt;Hinário de Ana de Souza 15-27.zip&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom trabalho!  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/TUYh3VtSbkI/AAAAAAAAASU/MnYnHRLYIpU/s1600/3291145406_90be339012_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 375px; height: 374px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/TUYh3VtSbkI/AAAAAAAAASU/MnYnHRLYIpU/s400/3291145406_90be339012_o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568175223893814850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nota: &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Este nosso blog inicia o ano de 2011 com o propósito de resgatar os links perdidos das publicações anteriores, e para tal agradecemos de coração todo aquele irmão que nos puder auxiliar nesta tarefa, disponibilizando novos uploads e links para locais para armazenamento de arquivos, já que até aqui viemos dependendo quase que exclusivamente de sites como o 4shared, que infelizmente aceita um número limitado de downloads. Aguardamos sua comunicação conosco diretamente no endereço &lt;a href="http://www.blogger.com/paula.animanet@gmail.com"&gt;paula.animanet@gmail.com&lt;/a&gt;, aos cuidados de Paula Gasparini. Em breve, aqui no Cadernos de Hinário, novas publicações!...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5448824316258464392?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5448824316258464392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5448824316258464392&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5448824316258464392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5448824316258464392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2011/01/alvorada-de-ana-de-souza.html' title='A Alvorada, de Ana de Souza'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/TUYh3AJn49I/AAAAAAAAASM/uCDLZJt_Hgo/s72-c/ayahuasca_vision.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8602724562893986854</id><published>2010-07-07T18:54:00.000-03:00</published><updated>2010-07-07T18:54:44.864-03:00</updated><title type='text'>TERRA, presença de Cristina Tati</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i2.ytimg.com/vi/yxIE5S_dSuI/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yxIE5S_dSuI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yxIE5S_dSuI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8602724562893986854?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8602724562893986854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8602724562893986854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8602724562893986854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8602724562893986854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2010/07/terra-presenca-de-cristina-tati.html' title='TERRA, presença de Cristina Tati'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4655891359800434796</id><published>2010-04-12T17:04:00.003-03:00</published><updated>2010-04-12T17:15:23.331-03:00</updated><title type='text'>A Santa Fé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S8N-yXQRivI/AAAAAAAAAR4/n1Be4FQNErk/s1600/DB_Hidden_Lily_Palestine_Gardens_web.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 241px; height: 322px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S8N-yXQRivI/AAAAAAAAAR4/n1Be4FQNErk/s400/DB_Hidden_Lily_Palestine_Gardens_web.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459346577004006130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;lírio selvagem da Palestina&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DAIME, A SANTA FÉ E AS IDEOLOGIAS SEM NOVAS IDEIAS&lt;br /&gt;por Eduardo Bayer Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);font-size:85%;" &gt;"A música, os estados de felicidade, a mitologia, os rostos trabalhados pelo tempo, certos crepúsculos e certos lugares querem dizer-nos alguma coisa, ou alguma coisa disseram que não deveríamos ter perdido, ou estão prestes a dizer-nos alguma coisa; esta iminência de uma revelação,&lt;br /&gt;que não se produz, é, talvez, o fato estético".&lt;br /&gt;(Jorge Luis Borges)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Há ideologias sem ideal que se renove, e talvez sejam mesmo a maioria delas no mundo de hoje. É quando mais importantes que novas ideias são os ideais estabelecidos, e portanto os ideários, e assim qualquer nova ideia passa a ser vista como suspeita, potencialmente uma fonte de desordem ou uma nota desarmonizadora na melodia fechada. Fosse sempre assim e já não haveria civilização, pois o alento da humanidade é o fato de geração após geração poder reinventar-se a si própria e melhorar as formas de convívio. Para uma ideologia estar aberta a novas ideias despontadas em seu bojo é preciso que seja como um bom vinho, sempre em processo de amadurecimento, sempre a melhorar suas notas e seu encorpamento, assim facultando que melhor saboreio dele possa ser proporcionado. Chegamos assim a um símbolo cristão: e há que ser amor para transformar pura água em vinho, e ter amor para que o vinho siga aperfeiçoando-se em vinho, e não desista de sê-lo para transformar-se em vinagre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Já que tocamos em símbolos, e mistérios cristãos, podemos seguir nesse âmbito e definir o que seria uma Santa Fé. No aspecto das palavras, Santa Fé pode ser compreendido como "crença sadia", acreditar em instruções que tenham substância, sustança, suporte e amparo. A Santa Bíblia diz que devemos confiar apenas em Deus, e não em outro homem. Porque o homem nada é se não espelhar a essência divina, se não expressar em sua vida aspectos incorruptíveis que provenham de sua origem mais pura e fundamental, que era o estado de harmonia que possuíamos no seio de Deus. A vida material porcerto nos oxida, a todos, nos corrompe e nos contamina, e cabe ao homem empreender o eterno retorno às suas fontes imateriais, em eterno reciclar-se, sem perder sua conexão com suas origens nem com seus propósitos - é daí que vem a palavra "religião", o religar-se, não perder-se de si mesmo para não adulterar-se, para não trair sua própria essência (evoluir sim, mas sem deixar de ser "vinho" jamais).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;É o homem, o ser humano, um contraditório por si próprio: este é o preço do livre-arbítrio, o pecado original pelo qual respondemos coletivamente enquanto quisemos nós ser responsáveis em fazer nossas próprias opções, decidir entre o bem e o mal por nós mesmos, e não estar sujeitos a uma obediência cega a um Criador que nos ordenava apenas o que podíamos e o que não podíamos fazer. Ansiamos por responder individualmente a nossas próprias decisões, e pagamos por essa liberdade nessa dimensão material onde há tanto a vida quanto a morte, e onde para nos defender precisamos organizar-nos em sociedade, onde, portanto assumindo o contraditório, temos sempre uma liberdade controlada, sujeita ao controle de grupo, de modo que, por não querermos obedecer cegamente a um Pai-Mãe Criador, nos vimos obrigados a obedecer (muitas vezes iludidos ou iludindo-nos) a outros homens, a eles reverenciando sua autoridade à frente de nossas forças, de nosso suor e de nosso sangue. É por isso que penamos neste mundo, porque as formas de poder que criamos sempre favorecem uns em desfavor de outros, e assim caminha a humanidade sobre tantas desumanidades: pois em vez de obedecer à imparcialidade que existia perfeitamente por parte de Deus-Todo, passamos a obedecer às parcialidades que agem imperfeitamente da parte do homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Em quem confiamos? A lei é para todos, dizemos nós, mas as leis feitas pelo homem até ontem sempre estiveram sujeitas ao valor das autoridades. Em nome de preservar a autoridade de instituições humanas como o Estado, a Igreja, o Sistema Acadêmico, o Sistema Financeiro, o Congresso, etc., a lei não é aplicada muitas vezes a pessoas em posição de autoridade. Torne-se autoridade e a lei favorecerá os privilégios de sua posição, até o ponto de omitir-se na impunidade, pois mais importante que os homens são consideradas as instituições, e em nome do "bem-estar comum", muitos crimes deixam de ser punidos: são acobertados, mascarados, protegidos, em muitos casos por suas próprias vítimas. Não precisamos nem dar exemplos, o leitor poderá por si próprio lembrá-los, pois a História está repleta deles, e a grande esperança das novas gerações é de que os avanços tecnológicos da velocidade e volume de informação venham a favorecer a transparência das instituições e a isenção e não-omissão do sistema judiciário. Sim, as leis humanas são falhas e também dependem de interpretações calcadas por hábitos e padrões culturais vigentes, como o pensador francês Montaigne há cinco séculos atrás já elucidava em sua leitura do mundo em transformação na época dos "grandes descobrimentos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;A lei divina, entretanto, existe, e é justa. Podemos compreende-la inclusive como uma lei da Física, uma lei de Harmonia Universal. Toda força empreendida em um sentido recebe uma força equitativa em sentido contrário. A Física pode ser incapaz ainda de quantificar certas energias, como as forças do pensamento e as do inconsciente, mas a milênios isso vem sendo exercitado no campo da Filosofia e traduzido inclusive em artes marciais do Extremo Oriente. O que sabemos grosseiramente no Ocidente é que a violência de um murro contra uma parede se reflete em igual agressão contra o punho de quem golpeou: o que seria mais elaborado de compreender é que, quando Cristo fala nos evangelhos canônicos que, se te golpeiam numa face, podes oferecer a outra, é que, se não exerces o direito de resposta (não te deixas mover pelo reflexo de revidar a agressão sofrida) já há uma resposta natural do agressor, que à sua injustiça recebe a devida justiça de retorno. Faça o bem, deseje o bem, e receberás em dobro; faça o mal, deseje o mal, e o receberás de volta, sem que por isso precise atuar a vontade do outro - a lei de equilíbrio universal é uma lei de perfeita compensação. Ninguém é capaz de construir sua felicidade a custo da infelicidade alheia, e isto não é uma força moral (normatizada por convenções) e sim uma potência ética (capacitada por injunções). Simplificando: a cada um, o peso da própria cruz, mas unidos somos mais fortes, podemos tornar mais leve o rigor da caminhada. A lei divina, universal, é perfeita: a lei humana, parcial, falha. Confiemos mais em Deus, portanto, e não apenas no juízo dos homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Voltamos assim à Santa Fé. E agora faz-se o momento de abordar a fé no Daime. Reza esta Doutrina religiosa amazônica que a comunhão de uma bebida miraculosa nos serve de veículo para obter de Deus aquilo de que necessitamos: "Dai-me fé", "Dai-me amor", "Dai-me segurança"... - são muitos os pedidos, e quem se esforçar por merecer é por Deus recompensado. Irineu Serra, que em sua visão da Rainha da Floresta como Mãe Criadora, Mãe Celestial, Senhora da Conceição e todos os epítetos da Virgem Maria do catolicismo popular, predicou tal Doutrina e não rotulou o nome de seu vinho sob qualquer substantivo ou adjetivo, apenas o categorizou como veículo de invocação dos seres divinos do plano espiritual, afirmando em sua prática ritualística um método seguro de convivência das dimensões material e espiritual para seu consumo; jamais também colocou como propósito de sua doutrina o proselitismo evangelizador, a criação de uma organização religiosa ou sectária. Sabia ele das imperfeições humanas que seriam obstáculo constante a semelhantes pretensões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Doutrinar o mundo inteiro sem a nada temer, para esse Mestre navegador dos planos superiores, podia ser realizado no singelo âmbito de seu salão de estudos, apenas comungando da seiva florestal e concentrando-se no Cristo interior. Recebendo a força daquela poção amazônica, o ritual facultava a aprender manejá-la para direcionar sua luz a benefício dos mais necessitados. Apenas isso, na simplicidade de um compromisso escolar de querer aprender e ter bom comportamento sendo obediente às regras de convívio, e isso se refletiria não apenas na comunidade, não apenas no bairro, não apenas na cidade, na província, no país, mas no mundo inteiro, em toda a humanidade. A fé não move montanhas? Se os membros de sua casa fossem fiéis à Doutrina (não ao homem que a transmitiu sob ordens da Rainha que lhe era a professora, pois isso seria apenas a consequência, não o objetivo), fiéis ao ensinamento ali proporcionado tendo como veículo (e não como combustível) aquela bebida milagrosa, aí sim, se acenderiam na humanidade toda as luzes do aperfeiçoamento do ser humano, resultando assim em paz, em benesses do amor e da caridade, verdadeiros ensinamentos cristãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Esta a Santa Fé, a "crença sadia". Não uma doutrinação de almas que dependesse de uma presença material, de uma instituição humana multiplicada em diferentes fronts culturais nos cinco continentes, pois isto seria incompatível com a simplicidade e a humildade requeridos para o serviço espiritual. Já ali, no microcosmo do território acreano, quinhão ocidfental brasileiro, mostrava-se ser difícil estar regulado pelas opiniões alheias, pelas normas jurídicas e convenções sociais das autoridades e suas correspondentes instituições pautadas no "mundo de ilusão"; como poderia ser, se isto necessitasse abarcar não só a própria região berço das plantas componentes da bebida, mas também o resto do mundo onde isso se revestiria de um caráter de "exotismo", precisando ser traduzido e portanto estando sujeito a interpretações pessoais ainda mais distantes da realidade? Irineu Serra não apregoou ter uma bebida que fosse uma panacéia universal, um remédio para todos os males da humanidade, uma cura única para todas as doenças: não mentiu, não enganou, não iludiu, e sempre procurou ser fiel para com os ensinamentos a ele transmitidos diretamente pela Rainha da Floresta ou através de seus companheiros de serviço. Foi um homem coerente consigo mesmo, compreendeu seu carma e transformou-se para obter seu darma. Avatarizou-se, assim, por seus próprios méritos, unificando-seà bebida que um dia conheceu como comunhão indígena com a floresta e à qual por seu trabalho espiritual ao longo de sua vida teve a alquimia de prescrever como comunhão cristã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;A humildade e simplicidade do Mestre presente em matéria fez com que, entretanto, em seus últimos anos de vida Irineu Serra visse com naturalidade a ingenuidade de muitos de seus seguidores em quererem arvorar-se como autoridades da nova Doutrina. De antemão sabia os que, depois de sua morte, por qualidades naturais de liderança, pretenderiam demonstrar tal autoridade em posições de chefia e poder. Em um de seus últimos hinos, disse que para estar junto ao Poder da Virgem da Conceição era preciso ter fé e amor, e não esquecer de dar sempre valor aos seus irmãos. Isso ele, o Mestre, fez: deu valor a todos que o acompanhavam, "na esperança de um dia" eles compreenderem o que lhes havia sido ensinado. Assim ele fez suas despedidas, deixando a matéria pesada pelas contingências da experiência da vida humana, e transcendeu, no sentido literal da palavra, as dimensões humanas, realizando as promessas que por muitos anos lhe foram entregues pela Mãe Divina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Os que ficaram como seus continuadores, presos às limitações de seus aspectos humanos, viram-se às voltas com enigmas encerrados no cerne da Doutrina e que não teriam capacidade de explicar: o trono do Mestre não aceitou substitutos, e todos que ousaram pretender saber de tudo e quiseram alterar uma vírgula do que ele deixou disposto, todos estes foram penalizados, fossem boas ou más suas intenções, pois o critério fundamental de seguir semelhante Doutrina é ter fé. A Santa Fé. Ainda hoje procuramos elucidar, esclarecer alguns pontos como, por exemplo, o fato do salão de estudos do Mestre aceitar apenas os rituais por ele prescritos, sendo que todos os demais estudos religiosos que queiram ser realizados com sua presença, isto é, a comunhão do "Dai-me", são acompanhados por ele apenas se efetivados em outro ambiente pertinaz. Aos tropeços, e sob rebeldias, expandiu-se o leque dos admiradores da obra do Mestre Irineu Serra em todo o mundo, o que não deixa de possuir grande mérito, sem dúvida, mas que não condiz com sua Doutrina verdadeiramente se não estiver identificado com as normas rituais de preparo e consumo da ayahuasca por ele ensinadas, e, principalmente, com os padrões de conduta humilde e despretensiosa por ele observados. No âmbito da Fé, podemos confiar que nada nos falta, Deus obra por nós: é a leitura do evangelho de Mateus, capítulo 6 (vv. 25-34):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Portanto, eis que eu vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso  corpo, nem pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais do que as vestes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Olhai as aves do céu: não semeiam, nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só segundo à duração de sua vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;A estas palavras de Jesus Cristo, acrescenta-se no evangelho de Lucas, capítulo 12, essa lembrança:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Não cabe a nós engradecer-nos, mas sim à vontade do Pai, à bondade da Mãe. A quem muito foi dado, muito lhe será exigido. Quem se satisfaz com o que tem, a este nada irá faltar. Assim é a Santa Fé. Não tem auto-indulgência nem indolência, não tem medo nem a nada cobiça, segue simplesmente com amor o que lhe foi entregue. Irineu Serra como Mestre da Doutrina da Rainha da Floresta deixou bem claro o que queria e o que seria o compromisso de seus companheiros. Ninguém é perfeito, mas ninguém pode deixar de querer aperfeiçoar-se. Isto é o mesmo que dizer que ninguém sabe tudo, mas ninguém pode deixar de querer aprender. A fé, mesmo que seja do tamanho do menor dos grãos, é capaz de realizar milagres. O que a Doutrina professa é a mesma verdade do Cristo: é isso que viemos repetindo o tempo todo, e tudo o mais é desnecessário dizer. O que é preciso é entender, ajustar a ótica que foi distorcida por reflexos do mundo de ilusão. Se enxergarmos corretamente o tesouro que nos foi entregue, será o mundo externo que terá que ajustar seu enfoque. Assim surgirá um novo mundo, do qual estamos muitos à espera. Cabe a cada um decidir agora em que tipo de mundo almeja viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4655891359800434796?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4655891359800434796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4655891359800434796&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4655891359800434796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4655891359800434796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2010/04/santa-fe.html' title='A Santa Fé'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S8N-yXQRivI/AAAAAAAAAR4/n1Be4FQNErk/s72-c/DB_Hidden_Lily_Palestine_Gardens_web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8518735590289978407</id><published>2010-03-01T14:18:00.005-03:00</published><updated>2010-03-01T15:03:10.815-03:00</updated><title type='text'>"O Caderno" do irmão José Mota</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S4v3LHgjflI/AAAAAAAAARg/TluVjEaOnMU/s1600-h/2zemota.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443716344973590098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 392px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S4v3LHgjflI/AAAAAAAAARg/TluVjEaOnMU/s400/2zemota.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;José Mota é o filho homem mais novo do Padrinho Sebastião Mota de Melo. Começou a receber seu caderno de hinário ainda nos tempos em que o Cefluris se mudou para o Seringal Rio do Ouro, e o título do mesmo está relacionado com um de seus hinos que dizia que se devia cuidar para o caderno não cair no chão. Genro do Padrinho Wilson Carneiro, tem três filhos com Gecila Teixeira: Moisés, Joseana e Miracy. Foi um dos fundadores da Vila Céu do Mapiá, no Amazonas, e continua residindo lá na proximidade da família, em especial de sua mãe a Madrinha Rita a quem dedica seus cuidados. Feitor de Daime e músico, é também uma das principais vozes em defesa da manutenção da obra de seu pai como seguidor da tradição do Mestre Irineu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para baixar os hinos de "O Caderno" juntamente com o texto pronto para impressão, acessem:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/232292901/71049eb4/o_caderno_-_jos_mota.html"&gt;"O Caderno" de José Mota&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8518735590289978407?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8518735590289978407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8518735590289978407&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8518735590289978407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8518735590289978407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2010/03/o-caderno-do-irmao-jose-mota.html' title='&quot;O Caderno&quot; do irmão José Mota'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S4v3LHgjflI/AAAAAAAAARg/TluVjEaOnMU/s72-c/2zemota.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4063066208801993151</id><published>2010-01-31T23:45:00.005-03:00</published><updated>2010-01-31T23:57:20.710-03:00</updated><title type='text'>Regina della Pace</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S2ZCmcQ9WDI/AAAAAAAAARY/wnayScjl9vw/s1600-h/Medjugorje+Madonna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S2ZCmcQ9WDI/AAAAAAAAARY/wnayScjl9vw/s400/Medjugorje+Madonna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433103228658866226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Madonna de Medjugorje, de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.timdarnell.com/pages/chip_spiritual.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tim Darnell&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I beg you, dear children, beginning today, &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;     start to love.  With a burning love, &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;     the love with which I love you&lt;/span&gt;." (Our Lady of Medjugorje to visionaries, May 29, 1986).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hinos do Caderno da Casa Rainha da Paz, na cidade italiana de Assis, do gravador de Francesca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Download formato wma: &lt;a href="http://www.4shared.com/file/212710945/9a948a2d/REGINA_DELLA_PACE.html"&gt;Casa Rainha da Paz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4063066208801993151?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4063066208801993151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4063066208801993151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4063066208801993151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4063066208801993151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2010/01/regina-della-pace.html' title='Regina della Pace'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S2ZCmcQ9WDI/AAAAAAAAARY/wnayScjl9vw/s72-c/Medjugorje+Madonna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8408650689931972711</id><published>2010-01-17T12:00:00.000-03:00</published><updated>2010-01-17T12:05:30.438-03:00</updated><title type='text'>O Semeador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S1Mm94yDBLI/AAAAAAAAAQ4/G5qHGJtw64M/s1600-h/matutu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 354px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S1Mm94yDBLI/AAAAAAAAAQ4/G5qHGJtw64M/s400/matutu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427724820567753906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Busto do Padrinho Mota na Casa de Feitio do Céu do Matutu - foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/visionshare/sets/72157607786966193/"&gt;Visionshare&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;CARTA ABERTA AO PADRINHO SEBASTIÃO MOTA&lt;br /&gt; POR OCASIÃO DO VIGÉSIMO ANIVERSÁRIO DE SEU FALECIMENTO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rio Branco – Acre, 20 de janeiro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido padrinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está fazendo vinte anos que o senhor se mudou deixando o nosso convívio, e como vinha passando um chasque que poderia levar uma cartinha até aí eu resolvi escrever essas linhas, vamos ver se vai dar certo. Recordo que, uma das últimas vezes que conversamos, lá no Anajás, o senhor me disse que nunca tinha feito mal a ninguém e eu olhei dentro dos seus olhos assim bem de pertinho, porque eu mesmo estava talvez duvidando, e reparei então o azul da velhice ladeando as suas vistas, e quero dizer que agora entendo seu sofrimento, em conduzir adiante uma cristandade que em dois mil anos de existência tantos tropeços contra as palavras do Cristo veio cometendo, reencarnação após reencarnação, e ainda com a tamanha oportunidade de conhecermos a nós mesmos como a luz do Santo Daime nos dá, se faz de desconhecida e em vez de se restaurar faz é repetir as mesmas vaidades, as mesmas ilusões e os mesmos enganos. Sei, padrinho, que o senhor se sentia cansado, que lhe faltavam forças para erguer sua voz como o senhor queria e a mão já abandonara o rebenque do chiquerador por entregar a Deus que fizesse sua justiça, mas o senhor saiu desse mundo fazendo muita falta especialmente pros mais jovens e pras crianças que iam enfrentar muitas transformações no modo de viver de nossa gente, e com certeza continua nos faltando para colocar os pingos nos is e ensinar o povo que chegou, e continua chegando, a separar o joio do trigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o senhor tivesse em sua despedida com o padrinho Wilson Carneiro aceitado o ponto de vista do seu grande amigo e deixado claro que, quanto mais a Doutrina no centro voltasse a ser praticada nos moldes do Mestre Irineu mais estaríamos fazendo gosto ao Mestre, não foi isso o que aconteceu. A própria família de vocês parece ter esquecido como foi instruído o trabalho de Estrela, que a igreja devia ser lugar apenas dos rituais do Mestre e que outros serviços deviam ser realizados em local próprio – o povo aceitou desconsiderar isso e considerar outras novidades de acordo com o topete de cada um, talvez porque tenham passado muitas privações e por isso depois passaram a sofrer de ganância descontrolada, mas faltou juízo e por isso faltou responsabilidade para com o cuidado que cada um antes recebia com tanto carinho e dedicação dos nossos padrinhos e das nossas madrinhas que buscavam ser um exemplo para os mais novos. Como disse o Frei Damião, esse tempo de “muito chapéu para poucas cabeças” chegou, são poucos que pensam no que é bom e sabem viver com alegria, muitos em vez de se sentirem libertos pelos ensinamentos da Doutrina se sentem é acorrentados a aparências e dependências, como se nosso bom Mestre quisesse por acaso ser um senhor de escravos, como se o senhor por acaso tivesse vocação para carrasco. É tanta coisa, padrinho, tanta confusão, o roto falando do esfarrapado e muita pouca gente disposta a se despir das ilusões para receber a armadura da salvação. Pedimos e rogamos mas não sabemos alcançar, até seu nome deixam enlamear com calúnias por faltar coragem e brio para assumir as próprias mazelas e equívocos. Entre tantas cinzas porcerto hão de surgir os diamantes, é certo o que dizia o vô Corrente que o importante é que alguns conseguissem triunfar, e aos que fazem esse esforço eu peço a vocês em nome de Jesus que os fortaleçam e iluminem, protegendo-os de tanta intempérie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, meu padrinho, eu queria me dizer sebastianista, que sou um dos que levantam sua bandeira da paz, não que espere o antigo Rei Sebastião ressurgir das areias do deserto mas porque sou um dos que querem ver suas instruções e seus últimos pedidos considerados e obedecidos como se o senhor estivesse mesmo em carne e osso entre nós abrindo sua voz para nos alertar de cada toco de mato a desviar, de cada espinho a evitar, de cada resvalo a ter que saltar nessa trilha cotidiana que nos conduz à vida eterna. Queria, e quero: sou sebastianista, mais um filho de papai Sebastião, mais um neto, mais um sonhador a acreditar na verdade de sua fé e em tudo que ele aprendeu para ensinar. Tenho saudade, meu grande amigo, mas espero um dia chegar onde o senhor está para lhe agradecer por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo coração, -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8408650689931972711?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8408650689931972711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8408650689931972711&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8408650689931972711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8408650689931972711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2010/01/o-semeador.html' title='O Semeador'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S1Mm94yDBLI/AAAAAAAAAQ4/G5qHGJtw64M/s72-c/matutu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-9027591511169962545</id><published>2009-09-14T11:00:00.002-03:00</published><updated>2010-03-24T17:53:53.632-03:00</updated><title type='text'>Ensaio de "O Aprendiz"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S6p7vw0R6MI/AAAAAAAAARw/Q90ZCjwmf3U/s1600/cipocomMestre.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452306359373654210" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S6p7vw0R6MI/AAAAAAAAARw/Q90ZCjwmf3U/s400/cipocomMestre.gif" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S2YTp3VehiI/AAAAAAAAARA/ZZmiotRolvs/s1600-h/desenhoc2.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No dia 13 de novembro de 1987 cheguei na Colônia Cinco Mil, na época dirigida pelos padrinhos Wilson Carneiro e Francisco Corrente. Foi com eles que tomei o meu primeiro Daime, num aniversário na colônia do Sargento Hermínio na Estrada de Porto Acre, onde na época o tio Chiquinho fazia plantios do Projeto Daime Eterno. Foi com eles que recebi meus primeiros hinos, e com eles que fui nomeado celebrante de um casamento embora nem tivesse na época estrela ou fardamento oficial. Com eles apresentei meu hinário em várias oportunidades em ensaios dominicais da Cinco Mil, sendo que em 1989 tive a presença de passar meu caderno a limpo, em uma choupana no Seringal Anajás, aos padrinhos Sebastião e Alfredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este meu caderno, intitulado "O Pascoal", já em 1992 passava de cem hinos, e após muito estudo e depuração veio a ser concluído em 1999, excluindo alguns e acrescentando outros novos. Dedicado a ser cantado na Páscoa, no Domingo da Ressurreição em 1990, na capela da Fazenda São Sebastião, na Boca do Mapiá, recebi a instrução para que a abertura fosse com o hino 143 do Padrinho Sebastião, o que me foi devidamente autorizado pela Madrinha Rita, de modo que nas poucas vezes que tive chance de ensaiá-lo no Mapiá, foi sempre aberto com esse hino: "&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu te dei uma casa que não falta ninguém...&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994 eu deixei o Cefluris, mas continuei abrindo o hinário com esse hino do Padrinho Sebastião, como em um aniversário em que pude cantá-lo na casa do Senhor Valsírio, filho do Mestre, com a ilustre presença de Dona Cecília Gomes, sua esposa, e de Daniel Serra, Heloísa Gomes e Altina Serra. E são muitas as boas lembranças, desdobradas até a versão final cantada na Páscoa de 2004 em Cusco com o meu amigo Antarki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo caderno de hinos foi aberto por mim em 2003, e intitulado "O Aprendiz". Coloco-o na categoria de "hinos percebidos" pois alguns deles só sobreviveram por terem sido memorizados através de gravações, o que contraria o preceito que me foi passado desde os primeiros tempos através dos ensinos dos padrinhos Wilson e Nonato: todo hino autêntico tem que ser puxado da memória por seu receptor, dentro da força do Daime, para comprovar sua efetividade. Como me ensinou a Madrinha Percília, lembrando o hino "Mensageiro", de Maria Damião, todos nós vamos um dia se apresentar ao Mestre e os trabalhos a ele mostrar, por isso precisamos estar preparados para essa apresentação e ter em nosso buquê apenas flores verdadeiras, pois as artificiais podem resultar num estorvo e num esforço inglório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresento portanto aos amigos leitores deste blog esses meus hinos (agora em gravação melhorada com o violão de George Washington e os trinares de Francisquinha), com sua abertura sendo o hino "Arco de Flores" da Madrinha Chiquinha do CECLU (Porto Velho) e seu encerramento o hino "Curumim" do "Nova Redenção" da Francisquinha que esperamos em breve publicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar as wma desses hinos, cliquem em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/212697961/c9348c6b/APRENDIZ.html"&gt;"O Aprendiz" - completo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RxZlTYxU3_I/AAAAAAAAAIQ/WZ4cQmOSHNM/s1600-h/padweeu.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122393009921777650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RxZlTYxU3_I/AAAAAAAAAIQ/WZ4cQmOSHNM/s400/padweeu.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1988, na Colônia Santa Maria, Padrinho Wilson com seu secretário Eduardo Bayer&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-9027591511169962545?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/9027591511169962545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=9027591511169962545&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/9027591511169962545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/9027591511169962545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/10/um-pequeno-estudo-de-eduardo-bayer.html' title='Ensaio de &quot;O Aprendiz&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/S6p7vw0R6MI/AAAAAAAAARw/Q90ZCjwmf3U/s72-c/cipocomMestre.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5347624080845002782</id><published>2008-05-13T15:18:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:00.066-03:00</updated><title type='text'>"Firmado na Luz" de Sonia Palhares  (recarregado)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_H1AEyGpmivA/R_FkSH8wngI/AAAAAAAAAEA/dDX8YL5qBZY/s1600-h/Assumption_of_Mary_Magdalene_Antolinez+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184034908614467074" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_H1AEyGpmivA/R_FkSH8wngI/AAAAAAAAAEA/dDX8YL5qBZY/s320/Assumption_of_Mary_Magdalene_Antolinez+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Ascenção de Santa Maria Madalena - José Antolinez (1635-1675)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Sonia Maria Palhares de Alverga nasceu no Rio de Janeiro, no dia 04 de outubro de 1949, dia de São Francisco de Assis. É casada com Alex Polari de Alverga com quem tem três filhos: Thiago, Paula e Davi, além de Joana, sua filha mais velha, fruto da sua primeira união. É avó do João, que tem agora quase dois anos, filho de Thiago e de Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonia é Bacharel em Literatura Brasileira pela UFRJ, Licenciada pela Faculdade de Educação da UFRJ e Pós-Graduada em Teoria da Literatura pela PUC-Rio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Sonia conheceu o Santo Daime em junho de 1982. Sentia-se incompleta na vida, mas não tinha ligação com nenhuma tradição ou prática espiritual. Nesta época foi à Colônia 5000 – nos arredores de Rio Branco - fazer um vídeo sobre o Daime, que já despertava interesse para além das fronteiras da região norte. O Feminino Sagrado, a feminilidade, a mulher, o ventre, a terra, a fertilidade, todos estes mistérios que envolvem o tema se apresentaram a ela na sua primeira experiência com a bebida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: italic;"&gt;“Quando entrei na igreja senti uma emoção em ver que ali estava tudo que eu vinha buscando, naquela gente simples. Quando a força do Daime chegou, me vi como nunca - eu estava em cima do planeta Terra. Essa era a consciência. Senti a vida na Terra, útero da mulher, da Mãe Divina. Do gerado, do gestado, do feminino".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro do mesmo ano, Alex foi ao Rio do Ouro, onde o Padrinho morava nesta época, e recebeu a missão de começar um núcleo em Visconde de Mauá. Começaram então a fazer os trabalhos na garagem da própria casa, lá mesmo em Mauá. Em 1984, a igreja ficou pronta e em dezembro de 1985 a família toda se mudou para uma casa mais próxima à sede e aí começou a comunidade Céu da Montanha. Nesta época moravam lá mais ou menos 70 pessoas. Havia escola, uma cozinha comunitária, um centro de pesquisa em fitoterapia, oficina de tecelagem, e um grupo de mulheres muito unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da década, em 1989, Alex visitava o Mapiá quando o Padrinho Sebastião chamou a ele e sua família para irem morar lá. O convite foi aceito, afinal já tinham com ele laços de confiança, afeto e amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: italic;"&gt;“Nós havíamos acabado de construir a nossa casa em Mauá, nem pensávamos nisso, mas respeitamos o chamado e começamos a preparação: ele mandou a gente vir duas vezes com toda a família e na terceira, de vez. Em maio de 1993, finalmente fizemos a mudança. Uma decisão difícil, os filhos adolescentes, entre 9 anos e 20, mas conseguimos boa adaptação. O Padrinho Sebastião morou em nossa casa em Mauá por um mês, isso em 1987. Foi uma experiência maravilhosa. Ele era uma pessoa muito humilde e verdadeira, que conquistava a gente por sua simplicidade e amizade. Foi esse sentimento que nos deu coragem de largar tudo e mudar para o Mapiá”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua ligação com Santa Madalena começou quando leu a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“História de uma alma”&lt;/span&gt;, um manuscrito de Santa Teresinha que além de ser uma autobiografia, tratava do amor de Santa Madalena ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Esposo Divino”&lt;/span&gt;. Depois desta leitura, num trabalho de estrela em 1986, recebeu o hino &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“As Forças Redentoras”&lt;/span&gt;, consagrando sua ligação ao amor devocional de Madalena ao Cristo. Passado algum tempo, o Padrinho Alfredo ofereceu a data de 22 de julho, dia de Santa Madalena, para que cantasse seu hinário, o que ela considera que: &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-style: italic;"&gt;“foi mais uma forma dele me ajudar, pois eu estava num momento difícil do meu trabalho espiritual e eu sou muito grata a ele por isso”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;22-Forças Redentoras &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Madrinha Cristina)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Deus Onipotente&lt;br /&gt;Via essa Santa Doutrina&lt;br /&gt;Viva Santa Madalena&lt;br /&gt;Junto com a Santa Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Santa Madalena&lt;br /&gt;Era santa pecadora&lt;br /&gt;Junto com a Santa Maria&lt;br /&gt;São as forças redentoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra chegar a esse Poder&lt;br /&gt;É preciso estar puro&lt;br /&gt;Pra dispor do aparelho&lt;br /&gt;Os espíritos de cura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu peço aos meus irmãos&lt;br /&gt;Pra nessa casa respeitar&lt;br /&gt;Os espíritos femininos&lt;br /&gt;Que chegam pra se salvar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecadoras arrependidas&lt;br /&gt;Podem já se libertar&lt;br /&gt;Que aos pés de Jesus Cristo&lt;br /&gt;Ninguém pode atormentar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Há algum tempo Sonia vem acompanhando Alex em algumas viagens ao exterior e nos dois últimos foram aos Estados Unidos e ao Canadá, onde achou emocionante ver o esforço das pessoas em seguir a Doutrina, com todas as dificuldades, principalmente a da diferença da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu caderno de hinário - chamado &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Firmado na Luz”&lt;/span&gt; – é composto de uma primeira parte com 39 hinos; a partir daí abre-se &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“A Estrela do Oriente”&lt;/span&gt; com mais 17 hinos e há ainda uma parte final, com os hinos oferecidos por ela a partir de 1987, atualmente são 11 hinos. Além da exaltação ao Feminino Sagrado, seus hinos nos trazem o entendimento do poder da conversão ao Amor Divinal que vem senão pelo Cristo e nos lembram da importância da Firmeza e da Fé para seguir nesta batalha aqui na Terra e no Astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mensagem para toda a irmandade é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;“Ter um coração simples e seguir a Doutrina sem esmorecer, pois o tempo está forte em todo o mundo e só o amor crístico - que o Daime traz- pode nos ligar com nosso verdadeiro eu”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hinário "Firmado na Luz", (título que veio do nome do hino 134 a ela presenteado no "O Cruzeirinho" do Padrinho Alfredo Gregório de Mello), é cantado todo 22 de julho no Céu do Mapiá, dia de Santa Maria Madalena. Para realizar o download deste Hinário gravado em estúdio, com a participação, entre outros, da Joana e da Tininha Cotrim, numa colaboração preciosa de Caio Lemos, clique em: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?djhx9my51gi"&gt;&lt;span style="margin-top: 20px;"&gt;Sonia Palhares 1 - (001 a 11) - com caderninho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?atddoomno19"&gt;&lt;span style="margin-top: 20px;"&gt;Sonia Palhares 2 - (12 a 29)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?qkc01ygtjya"&gt;&lt;span style="margin-top: 20px;"&gt;Sônia Palhares 3 - (30 a 49)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?3my4ggvsagd"&gt;&lt;span style="margin-top: 20px;"&gt;Sônia Palhares 4 - (50 a 55 e "Oferecidos"de 1 a 9)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?ttg9lmwnyuz"&gt;Sônia Palhares 5 - ("Oferecidos" 10 a 11)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recarregado agora com as mp3 dos 2 últimos hinos da parte intitulada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Oferecidos”&lt;/span&gt;, respectivamente os números &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"10-Proteção"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"11-Bem Precioso&lt;/span&gt;". Enviados pela irmã Daniella Villalta, colaboradora e co-autora deste nosso &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. Agradecimentos carinhosos e especiais a Sonia Palhares!...&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5347624080845002782?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5347624080845002782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5347624080845002782&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5347624080845002782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5347624080845002782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2008/03/sonia-palhares-e-suas-foras-redentoras.html' title='&quot;Firmado na Luz&quot; de Sonia Palhares  (recarregado)'/><author><name>Paula Gasparini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09646680411122815483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H1AEyGpmivA/R_FkSH8wngI/AAAAAAAAAEA/dDX8YL5qBZY/s72-c/Assumption_of_Mary_Magdalene_Antolinez+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8487842226863880617</id><published>2008-01-27T00:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:00.190-03:00</updated><title type='text'>"O Convite", da Madrinha Júlia Gregório</title><content type='html'>&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/R5vsFVUg6iI/AAAAAAAAAKQ/qcscfeitKz4/s1600-h/madrinhajuliagregorio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/R5vsFVUg6iI/AAAAAAAAAKQ/qcscfeitKz4/s400/madrinhajuliagregorio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159977374449723938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Júlia Gregório da Silva nasceu em Açu, no Rio Grande do Norte, em 29 de dezembro de 1933. É a irmã mais nova da Madrinha Rita Gregório de Melo, e mãe de seis filhos: Maria de Fátima (Dodô), João Batista,  João Evangelista (Vanja), Maria José, Antonio José e Rita Maria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a idade de oito anos partiu para o Acre com a família. Viveu durante sete anos no Juruá, Amazonas, de onde seguiu para Rio Branco, no Acre, sendo uma das primeiras moradoras da Colônia 5.000. Iniciou-se na Doutrina do Santo Daime após a passagem de seu marido, Francisco Gregório Bezerra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje a Madrinha Júlia mora na Vila Céu do Mapiá. Herdou de outra irmã, Tetê, já falecida, o gosto de ser zeladora e responsável pela Oração e pelos trabalhos da Igreja de um modo geral. Batalhadora incansável da pontualidade e da disciplina nos trabalhos espirituais, é sempre a primeira a chegar e abrir os trabalhos nas datas oficiais. É responsável pela padronização e acatamento das normas rituais da Doutrina. Viaja pelo mundo levando a todo Cefluris seu exemplo de humildade e disciplina, sempre trabalhando na Verdade e no Amor da mensagem do Padrinho Sebastião Mota. Seu hinário é um convite permanente à entrega, à confiança e à fé, requisitos indispensáveis à espiritualidade:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;"O barco chegou&lt;br /&gt;E eu vou viajar&lt;br /&gt;Feliz é aquele&lt;br /&gt;Que me acompanhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minha vida é de Deus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eu vou me firmar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segure o balanço&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E vamos balançar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu Pai me chamou&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eu aqui estou&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segure o balanço&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que somos vencedores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dou viva ao Sol&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dou viva à Lua&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;À Estrela do Oriente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que é o meu Jesus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele vem balançando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E vai balançar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os que estiverem firmes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estes vão ficar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A presente gravação foi realizada pelo Padrinho José Ricardo, da Igreja &lt;a href="http://www.ceudodedodedeus.com/"&gt;Céu do Dedo de Deus&lt;/a&gt;, em Teresópolis - Rio de Janeiro, e inclui os hinos ofertados à dona do hinário. Para obter o download das mp3, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?82ozlbisi3r"&gt;Madrinha Júlia - Hinos 01 a 25&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?7rnaj21m3jb"&gt;Madrinha Júlia - Hinos 26 a 46&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?5vnzy1bvzqn"&gt;Madrinha Júlia - Hinos 47 a 61 (com caderno)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Colaboração: Jaime Wanner e Patrícia Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8487842226863880617?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8487842226863880617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8487842226863880617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8487842226863880617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8487842226863880617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2008/01/o-convite-da-madrinha-jlia-gregrio.html' title='&quot;O Convite&quot;, da Madrinha Júlia Gregório'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/R5vsFVUg6iI/AAAAAAAAAKQ/qcscfeitKz4/s72-c/madrinhajuliagregorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8379979376000008488</id><published>2007-12-02T17:00:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:00.425-03:00</updated><title type='text'>"A Instrução", de Lúcio Mortimer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/R08HCBQB7jI/AAAAAAAAAJ4/KInqax1JFCk/s1600-h/padrinho_lucio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138333431129828914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/R08HCBQB7jI/AAAAAAAAAJ4/KInqax1JFCk/s400/padrinho_lucio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lúcio Otávio Mortimer foi um dos primeiros mochileiros e hippies que conheceram o Daime e resolveram morar com o Padrinho no tempo da Colônia Cinco Mil, ainda na década de 70. Chegou à Colônia Cinco Mil, em 1975, pouco antes da ida do Padrinho Sebastião ao Rio do Ouro. Era considerado o Padre da comunidade, porque, tendo sido seminarista, era ele quem celebrava os casamentos e batizava as crianças no Cefluris, em substituição ao antigo secretário (que se tornou evangélico), o senhor Reinaldo Bento. Solteiro permaneceu ele por muito tempo, até o encontro com a Maria Eugênia, fardada do Céu da Montanha, com quem já no final da vida se uniu em &lt;a href="http://www.santodaime.org/comunidade/noticias/22_04lucio.htm"&gt;matrimônio&lt;/a&gt; na igreja Flor de Jagube. Lúcio fez parte do grupo pioneiro do Céu do Mapiá, e durante muitos anos foi o responsável pela venda da borracha e a compra da feira que abastecia a comunidade. Muito ativo e participativo na &lt;a href="http://www.ceudasantamaria.org/homepage/santo%20daime/lucio/lucio.htm"&gt;comunidade mapiense&lt;/a&gt;, criou a &lt;a href="http://www.radiojagube.org/content/view/26/1/"&gt;Rádio Jagube&lt;/a&gt;, foi membro do Conselho Doutrinário e presidente da Associação dos Moradores da Vila Céu do Mapiá, em dois mandatos. Lúcio fez sua passagem em 11 de junho de 2002, deixando a todos muitas &lt;a href="http://www.santodaime.org/comunidade/noticias/lucio_mensagens.htm"&gt;saudades&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Edward MacRae, no ensaio “Santo Daime e Santa Maria – usos religiosos de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas”, em “&lt;a href="http://www.neip.info/resenha_planta.htm"&gt;O uso ritual das plantas de poder&lt;/a&gt;”, conta que, logo quando de sua chegada à Cinco Mil em 1975, “&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(...) Lúcio Mortimer, um dos jovens usuários de cannabis, foi tomado de uma necessidade irrefreável de confessar o seu segredo, tendo até de sair do salão ‘para respirar’. De acordo com seu próprio relato, no dia seguinte procurou o Padrinho Sebastião e contou-lhe tudo, mostrando-lhe também um caixote onde havia mudas de Cannabis plantadas. Mas este, longe de se zangar, disse-lhe ter tido, algum tempo antes, um sonho no qual um estranho cavaleiro, cavalgando uma montaria branca e usando uma capa preta, anunciara que brevemente ele iria mudar para outra linha espiritual. Quando Padrinho Sebastião perguntou-lhe ‘Que linha?’, a resposta foi que ele descobriria por si mesmo. Padrinho Sebastião continuou a caminhar, chegando a um roçado que era cuidado por um homem moreno vestido de branco, o qual lhe entregou um galho de uma planta, dizendo ‘esta é para curar’. Padrinho Sebastião disse que ao receber a oferta acordou, mas que ao ver a plantinha que Lúcio lhe mostrava, lembrou do sonho e ficara com vontade de cultivá-la para fazer a comparação (...) Como entre os hippies havia três chilenos que costumavam chamar a planta de marihuana, e provavelmente, segundo os costumes dos falantes de espanhol, mais simplesmente de ‘Maria’, esta passou a ser conhecida por Santa Maria” e, com o correr do tempo, a parecer ter papel específico na doutrina daimista, já que o tinha na dissidência, e com destaque, à busca de legitimação do seu uso ritual.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Havendo sido testemunha histórica dos primórdios do Cefluris, Lúcio se tornou um referencial importante para os novos irmãos que começaram a acorrer de outras partes do Brasil para o culto do Santo Daime no Acre, propiciando através de sua formação intelectual clássica uma necessária interface entre o "modus vivendi" acreano e o "modus vivendi" dos "sulistas", onde explicava a uns e aos outros a melhor conduta para esse contato intercultural. Nesse sentido, sempre manifestou apoio à proposta de ritualização da Santa-Maria, mesmo quando o próprio Padrinho Sebastião categorizou isso como utopia social e manifestou abrir mão dessa bandeira devido à falta de obediência de seus seguidores em relação ao procedimento por ele idealizado quanto ao uso da planta. Citando depoimentos de Mortimer em "&lt;a href="http://www.neip.info/downloads/t_san2.pdf"&gt;A construção de fronteiras religiosas através do consumo de um psicoativo: as religiões da ayahuasca e o tema das drogas&lt;/a&gt;", Sandra Lúcia Goulart explica o uso idealizado da chamada Santa-Maria enquanto acréscimo à Doutrina do Daime:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Concebida como uma planta divina, ela foi associada à própria Virgem cristã, passando a ser designada, pelos adeptos deste grupo, como Santa Maria. Portanto, a adoção desta nova substância no conjunto ritual das igrejas do CEFLURIS, trouxe também importantes inovações à cosmologia original da linha daimista. Assim, nesta última o chá do daime é relacionado à energia espiritual de Cristo, enquanto nos grupos do CEFLURIS a associação Daime-Cristo combina-se à associação, quase tão relevante quanto a primeira, Erva de Santa Maria-Virgem Maria. (...) Assim, embora um grupo possa considerar-se mais autêntico, mais ordenado ou mais evoluído porque não utiliza a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cannabis sativa&lt;/span&gt;, outro grupo que fez ou defende o uso da Cannabis pode entender que suas crenças e práticas rituais são mais evoluídas exatamente devido a este uso. Enquanto alguns grupos procuram evitar ser associados a um contexto de uso de drogas profanas e ilícitas ao recusarem o consumo da Cannabis sativa, outros tentam eliminar esta associação ao sacralizarem esta planta. No CEFLURIS, a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cannabis sativa&lt;/span&gt; passou a ser Santa Maria e o usuário desta substância não era um “maconheiro” e muito menos um “drogado”, mas um “mariano”, em referência à ordem católica da Virgem Maria. De qualquer modo, num caso e no outro, o que percebemos é que o consumo (ou não) da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cannabis sativa&lt;/span&gt; transforma-se numa espécie de mecanismo capaz de reelaborar crenças, concepções doutrinárias e práticas rituais. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio supervisionou muitas das igrejas e núcleos do Daime surgidos em outras partes do Brasil, no decorrer dos anos 80 e especialmente depois do falecimento do Padrinho Sebastião de quem sempre fora companheiro para toda obra. Tardiamente é que Lúcio Mortimer veio a lançar dois livros sobre a obra de Sebastião Mota de Melo e do Mestre Irineu: "Bença, Padrinho" (São Paulo, Edição: Céu de Maria, 2000), e "Nosso Senhor Aparecido na Floresta", (São Paulo, Edição:Céu de Maria, 2001). Quando da criação do IDA-Cefluris, Lúcio Mortimer ao tornar-se o primeiro presidente da instituição &lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/Lua/SubLua1185897462It002"&gt;declarou&lt;/a&gt; os princípios éticos que herdou do Padrinho Mota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vivendo harmoniosamente se pode usufruir o que a floresta oferece à sobrevivência. Pode-se derrubar uma árvore e preservar todo o ecossistema. Esta deve ser a nossa realidade: saber conviver com a riqueza que Deus nos oferece. Nunca ser uma pessoa nociva, gananciosa, destruidora. "Bem-aventurado os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os mansos porque herdarão a Terra". Assim disse Jesus. Confio nesta irmandade e vejo que tem muita gente que merece este título. São os que buscam viver na grande harmonia universal, não perseguindo nem prejudicando a seus semelhantes, não poluindo nem maltratando a natureza."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Maria Eugênia, Lúcio em seus últimos momentos apresentava uma aura santificada - pedia que ela o olhasse bem, que o tocassse, pois ali diante dela estava alguém que tinha alcançado o triunfo maior, nome do seu hino de despedida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;TRIUNFO MAIOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso cantar alegrias da vida&lt;br /&gt;A certeza de ser um filho estimado&lt;br /&gt;Agradeço a São João, meu mestre querido&lt;br /&gt;Que bom ter ouvido o seu chamado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo contente, Jesus vai comigo&lt;br /&gt;Do meu coração é o melhor amigo&lt;br /&gt;Sou filho da terra, nela pequei&lt;br /&gt;Na Santa doutrina me iluminei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo louvor na Soberania&lt;br /&gt;Que a nossa Rainha é quem nos guia&lt;br /&gt;Triunfo maior vai no coração&lt;br /&gt;De quem quer ouvir e seguir a Instrução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;O hinário "A Instrução", de Lúcio Mortimer (título que veio do nome do hino a ele presenteado na "Nova Jerusalém" do Padrinho), costumava abrir os trabalhos da Festa de São Miguel, antecedendo o "Caboclo Guerreiro". Para se obter o download deste hinário, numa colaboração de Paula Gasparini, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?5xmdsuwvybc"&gt;Hinário de Lúcio Mortimer - hinos 01 a 14&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2n6yt2qotgm"&gt;Hinário de Lúcio Mortimer - hinos 15 a 27&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?0dmfm110mmu"&gt;Hinário de Lúcio Mortimer - hinos 28 a 37&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;PARA ASSISTIR: &lt;a href="http://videolog.uol.com.ar/video?174577"&gt;Vila Mapiá&lt;/a&gt; - Série de 12 videos streams contendo cenas e depoimentos de Lúcio Mortimer sobre a Doutrina do Santo Daime e ao Céu do Mapiá. Imagens: Oswaldo Carvalho / Edição: &lt;a href="http://videolog.uol.com.ar/Pedrocolis"&gt;Pedro Marques&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8379979376000008488?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8379979376000008488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8379979376000008488&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8379979376000008488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8379979376000008488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/12/instruo-de-lcio-mortimer.html' title='&quot;A Instrução&quot;, de Lúcio Mortimer'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/R08HCBQB7jI/AAAAAAAAAJ4/KInqax1JFCk/s72-c/padrinho_lucio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-2023107927620254410</id><published>2007-11-28T00:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:00.609-03:00</updated><title type='text'>"Lua Branca" (recarregado)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rqu_VayJ-jI/AAAAAAAAAFM/bBhg74nDM7U/s1600-h/IMG_4310_edited.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rqu_VayJ-jI/AAAAAAAAAFM/bBhg74nDM7U/s400/IMG_4310_edited.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092374178360326706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Madrinha Rita na varanda de sua casa na Vila Céu do Mapiá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em junho de 2005, por ocasião dos festejos dos 80 anos da Madrinha Rita, viúva do Padrinho Sebastião Mota, foi lançada a Revista Virtual "Arca da União" com a devida homenagem realizada por seu conterrâneo potiguar &lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=6&amp;amp;idArtigo=30"&gt;Francisco Nóbrega&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"(...) Madrinha Rita Gregório nasceu em 25 de junho de 1925, filha de Idalino Gregório e Maria Francisca das Chagas, num sítio da Várzea do Açu, no Estado do Rio Grande do Norte. Lá também nasceram os seus irmãos Francisco Gregório, Joana, Manuel, Luísa, Teresa, Júlia e João Batista.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os anos 20 e 40 do séc.XX, esses Antunes Gregório moravam numa propriedade dos Camilos, donos da famosa Fazenda Alemão na Várzea do Açu. Igual a grande maioria dos nordestinos desse tempo, eles não tinham terra própria, nem gado, nem destaque de vaqueiro.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como padrinhos da primogênita Rita, os pais tomam o casal Julião Camilo e esposa. Já o filho Manuel tomou como padrinho Manuelzinho Montenegro, uma das maiores lideranças.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Várzea do Açu é hoje muito diferente do tempo em que nasceu e cresceu a família de Rita Gregório, na primeira metade do séc. XX. Naquele tempo não havia a barragem no Rio Açu, uma das maiores do Nordeste brasileiro, inaugurada em 1983, no último governo militar, onde hoje se desenvolve a agroindústria frutífera de exportação, a indústria cerâmica (telha e tijolo), ambas com grande impacto ambiental e menos no desenvolvimento social. Além disso, assim como a Várzea do Açu, o território norte-rio-grandense se tornou uma das maiores bases de extração petrolífera continental da Petrobrás.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Rio Açu, antes da inauguração da barragem, não era só bonança de fertilidade de solo. Provocava enchentes, destruições, inundando lavouras, afugentando as populações ribeirinhas, rebanhos, soterrando povoados. Em meados dos anos 20, quando nasceu Rita Gregório, a pecuária bovina ainda tinha forte presença naquela várzea. Os ricos fazendeiros e vaqueiros eram os personagens varzeanos mais destacados.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A carnaúba (&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Copernica cerifera&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, Mart.) também tinha grande importância econômica nesse tempo. Palmeira nativa do Nordeste, chamada a “árvore da vida”, sua cera tinha largo uso industrial, a palha e talo serviam para fazer a casa, o mobiliário e utensílios da casa do sertanejo. Ainda serve para fazer esteira, bolsa, chapéu, urupema, vassoura e outros utensílios. A sua madeira serve à construção civil, de móveis, currais, cercados, pontes, tubos e bomba d’água.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seu Idalino Gregório arrendava o carnaubal miúdo. Saía cortando, estendendo a palha para secar, tirava o pó, fazia a cera. Os seus filhos e filhas, inclusive a Rita, também ajudavam nesse serviço de coleta. Atualmente, sem mais prestígio econômico, a carnaubeira está sendo ameaçada de desmatamento total na Várzea do Açu, para dar lugar as novas frentes agrícolas, principalmente a fruticultura de exportação.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem chovia, plantavam-se roçados de feijão, milho, jerimum, melancia, a safra dividida, de “meia”, com o patrão, os Camilos. Seu Idalino colhia os seus roçados e ainda trabalhava “alugado” apanhando a safra nos roçado dos vizinhos. Safras de castanha de caju, de algodão, no corte da palha de carnaúba e até na salina na salina, onde o seu filho Manuel trabalhou de cuca (cozinheiro) na salina. Eles também pescavam nas camboas e no mar, e caçavam com cachorro pelos tabuleiros caatinga adentro a pegarem preá, punaré, tejo, peba, marical.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros anos da década de 40, os últimos anos que a família de seu Idalino e Maria Francisca das Chagas viveu na Várzea do Açu, foram anos de secas brabas, o que mais motivou a migração nordestina para o “Amazona”.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na década de 30 aconteceram alguns fatos políticos marcantes no Rio Grande do Norte e no Brasil, dos quais certamente o povo de seu Idalino Antunes Gregório e dona Maria Francisca das Chagas, os pais da mocinha Rita Gregório, ouviram falar muito: o assassinato do presidente (governador) paraibano João Pessoa, a ascensão de Getúlio Vargas, o movimento comunista da tomada de Natal, a morte de Lampião e a 2ª Grande Guerra Mundial. Com a guerra houve a perda dos seringais da Malásia, que supriam de borracha os aliados, e a única fonte de abastecimento situava-se na Amazônia.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tais fatos iriam mudar a vida desses Gregórios para sempre, e a de dezenas de milhares de nordestinos, que iriam para a Amazônia, convocados para a “batalha da borracha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos sertões afora só se ouvia falar de quanto se enricava na borracha.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De abril a agosto de 1943, mais de 4 mil nordestinos entraram em Manaus. Muitos não iam para o interior, desencantados no fracasso da “batalha da borracha”, ficavam ali mesmo iniciando o processo de favelização da capital amazonense, e popularizando o imigrante nordestino chamado “arigó”, que a crônica policial mais ajudou a espalhar a sua má fama.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em 1944 apareceu um agenciador de imigrantes na Várzea do Açu, onde morava a jovem Rita Gregório, seus pais e irmãos. O homem ganhava por cabeça convocando o povo para ir para a borracha.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conta-se que a jovem Rita, então com dezenove anos de idade, era uma alegria só com a decisão familiar de ir para a Amazônia: “&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Vamos s’embora minha gente, lá é que é a terra para se ganhar dinheiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partiram do sítio Saco, num caminhão tipo pau-de-arara, às onze horas do dia 28 de abril de 1944. É natural que tenha havido lágrima de despedida, mas é certo que houve maior euforia dessa família de seu Idalino Gregório amontoada em bancos atravessados à carroceria do caminhão, coberto de lona, chamado pau-de-arara.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem marítima de Fortaleza a Manaus, previa-se durar quatro dias. O navio a vapor singrou as águas atlânticas em procura de Manaus, apinhado de imigrantes “soldados da borracha”, muitos deles levando suas famílias. O navio ia sendo comboiado por outros militares, pois havia o perigo de torpedeamento nazista.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de Belém, o navio seguiu viagem no grande Amazonas. Quando desembarcaram em Manaus, fazia três dias que tinha saído um navio “gaiola” para Rio Branco, no Acre, para onde seu Idalino pensara ir.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um irmão menor de Rita, chamado João Batista, enfermo, fraco, debilitado da viagem de semanas, não resiste, morrendo ali mesmo em Manaus. A mãe Maria Francisca das Chagas, aflita, depois que sepultou o filho disse que não ficaria mais um dia sequer na cidade. Foi então que chegou um seringalista do Alto Juruá, atrás de cinco famílias para levar para lá. Os filhos de seu Idalino combinaram com o velho, e transferiram o projeto de viagem, que era de ir para Rio Branco, para o Rio Juruá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saíram de Manaus em julho e chegaram em agosto de 1944 no destino final da viagem: Eirunepé. O jovem Sebastião Mota de Melo morava num seringal vizinho ao local onde a família de seu Idalino se instalou. Quando o rapaz viu aquela imigrante nordestina de rosto redondo e alegre, não teve dúvida. Era ela a moça para se casar que ele tinha visto em sonho.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sebastião e Rita casaram-se no final dos anos 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período de sete anos que essa família viveu no Juruá, nasceram os primeiros filhos do casal: Waldete, o primogênito, e Walfredo (hoje o Padrinho Alfredo, sucessor de seu pai no comando do CEFLURIS). Em 1951, o velho Idalino mudou-se para Rio Branco, Acre, com a esposa e filhos, entre os quais Rita e seu esposo Sebastião com os filhos (além dos dois mais velhos, tiveram também Maria das Neves, Iracema, Pedro, Ivanildo, Isabel, José, Raimunda Nonata e Marlene). Estabelecendo-se na Colônia Santa Maria, parte da chamada “Colônia Cinco Mil”, próxima a Estrada de Porto Acre, viviam todos como vizinhos, dedicados à lavoura e à pecuária, mas também trabalhando espiritualmente.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos 60, Sebastião Mota de Mello conheceu o Santo Daime sendo curado pelo Mestre Raimundo Irineu Serra. Começou então a sua iniciação e de sua família na Doutrina do Santo Daime, e Sebastião Mota tornou-se “feitor” (preparador da bebida), dando seqüência a seus trabalhos de cura: em 1974, fundou-se o CEFLURIS sob a liderança natural do Padrinho Sebastião, e desse modo os Gregório de Mello vieram a constituir o verdadeiro clã daimista que temos hoje. (...)"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O hinário da Madrinha Rita foi intitulado "Lua Branca" por conta de um dos seus mais belos hinos, e esse bonito título fez jus à simbiose efetivada entre a mulher Madrinha, sua figura de Grande Mãe e Matriarca, representante da Rainha da Floresta à frente da Divisão Cefluris, e a Lua Branca que sinalizou a presença divina da professora do Mestre Irineu no advento da Doutrina. Conta-se que a Madrinha, quando era mais conhecida como "Dona Rita", nos tempos da Cinco Mil, sempre foi tão humilde e tinha uma presença tão discreta ao lado do Padrinho Sebastião que poucos se davam conta de seu valor espiritual. Foi a partir da criação dos núcleos daimistas no sudeste brasileiro que sua pessoa começou a ser mais reverenciada, e quando o "Céu da Montanha", em Visconde de Mauá, Rio de Janeiro, a nomeou como patrona,  já era conhecida por todos como a doce "Madrinha Rita". Após o falecimento de seu amado esposo, ela assumiu a responsabilidade de representar o pensamento do Padrinho, passou a ter um cargo honorário na presidência do Cefluris, e certamente apenas com sua generosa presença ajudou a fortalecer o seguimento do Centro sob o comando de seus filhos os padrinhos Alfredo e Waldete, reinvidicando sempre uma maior união da irmandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu caderno de hinário resume-se a 25 hinos por ela recebidos, todos de muita força, o último dos quais nos primeiros tempos do &lt;a href="http://www2.uol.com.br/pagina20/1janeiro20003/site/19012003/especial.htm"&gt;Mapiá&lt;/a&gt;. Além destes, vários hinos a ela dedicados por seus admiradores compõem um adendo que nos proporciona uma bela visão da trajetória  desse Povo de Juramidam liderado por Sebastião Mota Brasil afora. Ela não tem mais querido incluir novos presentes neste caderno para não criar um trabalho a mais para as cantoras do Centro, e como no Dia das Mães seu hinário é cantado oficialmente no Cefluris seguido dos hinários de sua irmã Júlia e de sua cunhada Cristina, estes "presentes da Madrinha" se encontram pouco conhecidos ou "cultivados".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?ddtmtyvatxc"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tivemos problemas com alguns de nossos links, devido ao host gratuito bloquear arquivos muito requisitados, e contamos com a paciência de nossos leitores para que esses links obsoletos venham a ser repostos. Republicamos este post para veicular agora a gravação do "Lua Branca" realizada na &lt;a href="http://www.radiojagube.org/"&gt;Rádio Jagube&lt;/a&gt; a 20 de agosto de 2006,  com o Padrinho Alfredo e equipe (Rutilene, Gecila, Maria Alice, Roberval, Francisco e Irineu):  uma gentileza de Paula Gasparini. Anexamos os hinos presenteados, numerando-os na seqüência do "Lua Branca" pois eventualmente podem ser cantados assim conjuntamente, mas ainda nos faltam no momento letras e cifras destes, e nestes arquivos indicamos apenas cada respectiva autoria. A gravação dos presentes foi realizada no salão da Igreja-Matriz do Céu do Mapiá, havendo nos sido enviada pelo amigo Jaime Wanner.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?8ieyzte12yb"&gt;Lua Branca - Madrinha Rita (hinos do 01 ao 13)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?135pamtlrky"&gt;Lua Branca - Madrinha Rita (hinos do 14 ao 25) &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?6gicvdyx0bm"&gt;Presentes da Madrinha Rita (hinos do 26 ao 50)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?ddtmtyvatxc"&gt;Presentes da Madrinha Rita (hinos  do 51 ao 68)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-2023107927620254410?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/2023107927620254410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=2023107927620254410&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2023107927620254410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2023107927620254410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/madrinha-rita-e-os-presentes-da-lua.html' title='&quot;Lua Branca&quot; (recarregado)'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rqu_VayJ-jI/AAAAAAAAAFM/bBhg74nDM7U/s72-c/IMG_4310_edited.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8517356136343277938</id><published>2007-11-14T09:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:00.995-03:00</updated><title type='text'>"Os Chamados"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rzrqv3kVWPI/AAAAAAAAAJw/Q2ifWtf6Z-c/s1600-h/conselheiro_05.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rzrqv3kVWPI/AAAAAAAAAJw/Q2ifWtf6Z-c/s400/conselheiro_05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132672833433196786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Eu não me envergonho, pelo contrário, muito me honro de dizer aqui, na presença de qualquer autoridade, na presença de qualquer público, que eu devo ao Mestre Irineu, aos seus ensinamentos, a esta casa, tudo, até a própria existência. A razão de hoje eu ainda viver, eu devo a ele. Tenho certeza absoluta que se ele não tivesse tido compaixão e não tivesse me encaminhado para encontrar uma coisa dessa, eu já teria morrido há muito tempo. (...) [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mestre era&lt;/span&gt;] Também uma pessoa com uma facilidade extrema de comunicação, de fazer amizade: porque era muito educado, o nosso Mestre... Com a mesma atenção que ele dispensava à mais alta autoridade, era com essa mesma atenção que ele tratava o mais humilde também. O Mestre era formado assim dessa natureza. E conversava muito. Às vezes ele estava até assim um tanto fechado, mas ele só queria que alguém por ali contasse qualquer assunto, que ele tomava conta e conversava tardes inteiras. Às vezes a gente se esquecia até de que tinha casa, e quando se lembrava: "Valha-me Deus, tenho que ir para casa." Já horas tantas da noite, ouvindo o Mestre conversar. Ele conversava muito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao aperfeiçoamento propriamente dito dessa doutrina, este se deve única e exclusivamente a ele. Ele pegou essa bebida, como a gente já falou, lá na sua origem, tida como uma coisa grosseira, de qualquer jeito, sabe-se lá como, e tinha até a forma como eles usavam. Aí foi quando ele prometeu que se fosse uma coisa boa ele traria para o Brasil. Trouxe e foi aperfeiçoar, até dar esta denominação: Santo Daime, ou Daime simplesmente. Foi o nosso Mestre quem batizou. O cipó, que tinha diversas denominações, ele batizou como jagube; a folha, que também recebe outras denominações, ele batizou como rainha – que coisa bela! E finalmente foi o responsável assim diretamente para que isso se aperfeiçoasse ao ponto de justamente chegar no que estamos chegando, até cheios de gratidão por realmente ele ter deixado nas nossas mãos um trabalho, uma bebida que tem respaldo nas leis dos homens, desde quando ela foi liberada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar da gente ainda sofrer muita discriminação – e isso talvez não vá ter a condição de faltar nunca, essa discriminação, até pela incredulidade do mundo profano – a gente já não tem tanto subterfúgio. Eu não sei se mais gente está até procurando esconder, eu não tenho em particular o que esconder. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você toma Daime?&lt;/span&gt;" "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tomo&lt;/span&gt;." "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas rapaz, e finalmente qual é o sentido?&lt;/span&gt; "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rapaz, é tão difícil de explicar, mas é tão difícil que por mais que eu queira explicar, no final tu não vai acreditar mesmo... Assim tu tem que tomar.&lt;/span&gt;" É a saída, não tem outra saída a não ser assim. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por mais que eu vá tentar dar uma explicação, não tendo nem essa explicação diante de tanto mistério, mas por mais que eu tente, você não vai acreditar. Ao contrário você pode até ir desdenhar. Então vai, rapaz, está lá. Convidar ninguém convida. Não vai esperar que você vai ser convidado. Agora, se procurar tem, vai lá, rapaz, vai lá&lt;/span&gt;." É como a gente se sai, não é? Porque o Mestre é que se portava assim dessa maneira. Alguém podia morar há cem, duzentos anos com outra pessoa, dividindo a mesma cama, comendo no mesmo prato e até com a mesma colher, mas caducava, ficava velho e não chegava ao ponto de convidá-la. Convidam-se sim para uma determinada festa seus amigos, seus parentes etc. e tal, mas apenas para participar das festividades. Na hora de ingerir aí é livre e espontâneo."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esse depoimento do Padrinho Luiz Mendes, disponível no site do &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/luiz.htm"&gt;Ciclumig&lt;/a&gt;, ilustra bem a sua filosofia de vida e a postura fidedigna que se espera dos verdadeiros discípulos do Mestre Irineu. Recomendamos a visita também ao site do &lt;a href="http://www.luizmendes.org/luiz.htm"&gt;Cefli&lt;/a&gt;, onde os leitores poderão conhecer um pouco mais sobre a vida e obra do Mestre-Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hinos que temos agora a felicidade de poder disponibilizar aqui compõem o caderno de Trabalho de Cura do Padrinho Luiz Mendes, intitulado "Os Chamados". Assim como o Padrinho Sebastião Mota tinha seu caderno próprio de hinos de cura e o Padrinho Wilson Carneiro o seu, o Padrinho Luiz Mendes desde os tempos em que presidia o Ciclu no bairro Irineu Serra possuía um caderno próprio, ao qual com o tempo acrescentou outros hinos até chegar a este formato. O trabalho de cura "Os Chamados" faz inclusive parte da programação do "Encontro para o Novo Horizonte" que anualmente é realizado na virada do ano no Seringal Fortaleza, em Vila Capixaba - Acre, sede do Cefli, aproveitando a ocasião do Ano Novo e da festa de aniversário do Padrinho Luiz que, sendo a 4 de janeiro, antecede o festejo dos Santos Reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito pode-se ler o artigo "&lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=15&amp;amp;idArtigo=202"&gt;Ciberativismo Transnacional: o Santo Daime e a Preservação da Amazônia&lt;/a&gt;", de Débora de Carvalho Pereira Gabrich, e também "&lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=9&amp;amp;idArtigo=47"&gt;Luiz Mendes: Porta-Voz do Mestre e Embaixador da União&lt;/a&gt;", de Marcelo Bolshaw Gomes, publicados na revista A Arca da União. O Cefli promete em breve estar disponibilizando a programação do próximo Encontro, e agradecemos aos irmãos de Santa Luzia (MG) a possibilidade de veicularmos essas gravações mp3 cujos originais foram registrados em estúdio, e fazem parte dos cds à venda no site do &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/"&gt;Ciclumig&lt;/a&gt;, como os hinários "O Centenário" e "Novo Horizonte" do Padrinho Luiz Mendes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzrqvnkVWOI/AAAAAAAAAJo/4W5-SAVS39M/s1600-h/conselheiromesa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzrqvnkVWOI/AAAAAAAAAJo/4W5-SAVS39M/s400/conselheiromesa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132672829138229474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para obter o download dos arquivos zip contendo as mp3 deste trabalho de cura, cliquem em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.uniaoestrelaguia.com.br/chamados_1.zip"&gt;http://www.uniaoestrelaguia.com.br/chamados_1.zip&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.uniaoestrelaguia.com.br/chamados_2.zip"&gt;http://www.uniaoestrelaguia.com.br/chamados_2.zip&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Colaboração: Marcus Mantovanelli&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8517356136343277938?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8517356136343277938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8517356136343277938&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8517356136343277938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8517356136343277938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/11/os-chamados.html' title='&quot;Os Chamados&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rzrqv3kVWPI/AAAAAAAAAJw/Q2ifWtf6Z-c/s72-c/conselheiro_05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-188052143277722448</id><published>2007-11-07T12:43:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:01.284-03:00</updated><title type='text'>Hinário da Irmã Isabela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzIJ7wdSqII/AAAAAAAAAJg/ih0_nJ99PIE/s1600-h/Nossa+Senhora+da+Conceicao+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 212px; height: 458px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzIJ7wdSqII/AAAAAAAAAJg/ih0_nJ99PIE/s400/Nossa+Senhora+da+Conceicao+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130173847753107586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu estava lá no Céu do Mar, quando fizeram um bolo pro Padrinho Paulo Roberto e pra Madrinha Nonata, na véspera de sua viagem onde pela primeira vez levavam o Daime para os Estados Unidos da América, e quem assumiu o comando da igreja era o casal Paulo e Isabela Coutinho. Também presenciei o momento histórico quando da morte de Chico Mendes os ativistas foram se manifestar diante da Assembléia na Cinelândia, e Paulo e Isabela puxaram uns hinos da floresta representando ali no Rio de Janeiro a Doutrina do Santo Daime, nós estávamos com o Sidney Harz e o Danilo, de farda azul, e foi bonito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era muito tocante e bonito o engajamento também ecológico dos primeiros irmãos que se somaram ali na Estrada das Canoas, pois isso ressaltava muito os aspectos fraternos inerentes à Doutrina cristã do Mestre Irineu. Eu passei um tempo muito bom lá nessa época de 1988 e por isso sempre fiquei considerando o Céu do Mar como "meu quartel" no Rio. Mas cada irmão tomou seu caminho, chegando-se mais pras montanhas do Rio de Janeiro, como no Céu do Dedo de Deus, onde a Madrinha Júlia tem uma base forte e também a Madrinha Isabela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O hinário da Madrinha Isabela faz parte da "caixinha de música" de todas as madrinhas do Mapiá, de quem é filha estimosa e muito amada. Para  obter o download das mp3 , clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?0xm2zgo4y2y"&gt;Hinário da Madrinha Isabela - Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?8mz2sjyo9nd"&gt;Hinário da Madrinha Isabela - Parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O depoimento é do Bayer e a colaboração é de Caio Lemos &amp;amp; Paula Gasparini, sempre sempre esmerosos com nossos Cadernos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzH9PAdSqHI/AAAAAAAAAJY/aF1BCvkm70I/s1600-h/SGabriell.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzH9PAdSqHI/AAAAAAAAAJY/aF1BCvkm70I/s400/SGabriell.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130159884814428274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-188052143277722448?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/188052143277722448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=188052143277722448&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/188052143277722448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/188052143277722448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/11/hinrio-da-irm-isabela.html' title='Hinário da Irmã Isabela'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzIJ7wdSqII/AAAAAAAAAJg/ih0_nJ99PIE/s72-c/Nossa+Senhora+da+Conceicao+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-829845314599049298</id><published>2007-11-06T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:01.593-03:00</updated><title type='text'>Madrinha Cristina e "A Mensagem"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzCrLax2BmI/AAAAAAAAAJA/UkFpB8D2TMk/s1600-h/Madr_india_Cristina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzCrLax2BmI/AAAAAAAAAJA/UkFpB8D2TMk/s400/Madr_india_Cristina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129788188230288994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cristina Raulino da Silva, a Madrinha Cristina, era casada com o Padrinho Manoel Gregório (Nel), irmão da Madrinha Rita, com quem teve catorze filhos, e foi uma das primeiras a enxergar a estatura espiritual de  Sebastião Mota de Melo, seu concunhado, que lhe curou de uma grave doença e lhe desenvolveu mediunicamente no trabalho espírita de mesa que  realizava antes mesmo de conhecer o Santo Daime. Nascida em Rio Branco, Acre, a 9 de janeiro de 1938, essa irmã, que foi uma das primeiras seguidoras do Padrinho Sebastião, décadas depois foi nomeada Madrinha do Céu da Santa Maria, na Holanda, que em sua homenagem  foi batizado como Ceflucristi, "Centro da Fluente Luz Universal Cristina Raulino da Silva". Fez sua passagem no dia 26 de janeiro de 2005, deixando muita saudades para todos os seus familiares e afilhados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lúcio Mortimer conta em  "&lt;a href="http://www.santodaime.org/arquivos/padrinho/cap5.htm"&gt;Bença Padrinho - História de Um Homem da Floresta&lt;/a&gt;", da participação fundamental do casal Cristina e Nel no surgimento da futura Colônia Santa Maria, primeira sede do Cefluris:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A localidade que ocupavam era conhecida por "Cinco Mil", constituída por colônias de doze e meio hectares, desmembrados do "Seringal Empresa". Como já foi dito, o baixo custo da borracha determinara o fim dos seringais, principalmente dos que rodeavam Rio Branco. A atividade dos trabalhadores se voltara para a terra. Agora todos queriam derrubar um pedaço da mata para fazer lavoura, criar gado e ter produtos agrícolas negociáveis na cidade. O exótico nome "Cinco Mil" era devido ao preço de cada um destes lotes de doze e meio hectares. Custavam cinco mil "contos de réis", quantia modesta que hoje significaria de quinhentos a setecentos reais, aproximadamente.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naturalmente foi com grande sacrifício e determinação que os Gregórios levantaram os recursos para ali se estabelecerem. Estavam assim repartidos: Manoel (Nel) e Cristina com vinte e cinco hectares, Julia casada com Chico Gregório, doze e meio hectares. Seu Idalino e Dona Maria que viviam com Teresa, única filha solteira, construíram a casa no terreno do Nel. Tinham comprado uma colônia mas a guardavam para presentear a Rita e Sebastião&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela própria relata um pouco da história de sua iniciação no Daime na impactante entrevista prestada a Adelise Noal Monteiro, médica e parteira, publicada no site da &lt;a href="http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=219&amp;amp;Itemid=70"&gt;ONG Amigas do Parto&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Madrinha Rita casou com o Padrinho Sebastião, ficaram morando lá&lt;/span&gt; [no Juruá]... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o Nel veio pra Rio Branco com o pai dele. A D. Maria Francisca das Chagas e o pai dele, a Júlia, a Tetê e o Nel. Aí vieram morar lá no Rio Branco, perto da gente. Aí eu conheci eles. E por aí começou tudo! Aí casei com e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;le, com o Nel e fui morar na Colônia Cinco Mil. Aí o Padrinho quis vir aonde estava o seu Idalino com sua família. E veio... Quando ele chegou na Cinco Mil eu tava morando lá. Já tinha a primeira filha que é a Sílvia. Foi &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando eu conheci os dois &lt;/span&gt;[Padrinho Sebastião e Madrinha Rita]. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando ele chegou eu já sofria muito, sofria de muita coisa e ninguém sabia o que era. No fim, quando ele chegou, ele já trabalhava no espiritual, sem Daime mesmo. Porque ele começou sem Daime. Com Daime que ele recebeu mais coisas. Aí foi pra minha casa e lá ele viu e começou a me tratar. Fazer aqueles trabalhos e tal... Então, eu senti que fui melhorando daquelas coisas que me perseguiam. A gente quando é espírita, às vezes nem dá fé, chegam aquelas coisas... leva pancada, leva dor, e grita, e... Às vezes são os espíritos... Daí pra cá ele foi me desenvolvendo e tal. Aí fui melhorando e me agarrei com ele, segura mesmo e tô aqui. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Sofrendo mas sou feliz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Porque tenho ele no meu coração, entreguei meu amor a ele. Embaixo de Deus, de Jesus e ele na terra que me ensinou. Através de Jesus, mandaram tirar eu daquela escuridão que é coisa ruim. Aí fiquei com ele. Depois ele entrou no Daime, botou nós e eu tô feliz de tomar este líquido. &lt;/span&gt;Quem não provou, venha provar, esta bebida que aqui está.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No site &lt;a href="http://www.daime.org/site/pages/cristina/cristinaset.htm"&gt;Daime&lt;/a&gt; foi publicada uma gravação de "A Mensagem" realizada por Roberval Raulino na noite de velório de sua querida mãe no Céu do Mapiá. Estamos disponibilizando aqui uma gravação especial do hinário da Madrinha Cristina na voz apenas de sua filha Rutilene, para estudos, e também os hinos presenteados à Madrinha em gravação realizada na Igreja do Céu do Mar, no Rio de Janeiro. Para obterem os downloads das mp3 com cadernos e cifras cliquem em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?4nv20ynlld1"&gt;Hinário de Cristina Raulino &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a capella&lt;/span&gt; - hinos 01 a 20&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?fdzzwwum1vx"&gt;Hinário de Cristina Raulino &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a capella&lt;/span&gt; - hinos 21 a 41&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.divshare.com/download/2657801-8cc"&gt;Hinos ofertados à Madrinha Cristina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzCrLqx2BnI/AAAAAAAAAJI/vcqGPLVI_yw/s1600-h/Mad+Cristina+e+Mad+Ritac%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzCrLqx2BnI/AAAAAAAAAJI/vcqGPLVI_yw/s400/Mad+Cristina+e+Mad+Ritac%C3%B3pia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129788192525256306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Madrinha Cristina e Madrinha Rita na Igreja da Cinco Mil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-829845314599049298?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/829845314599049298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=829845314599049298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/829845314599049298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/829845314599049298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/11/madrinha-cristina-e-mensagem.html' title='Madrinha Cristina e &quot;A Mensagem&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RzCrLax2BmI/AAAAAAAAAJA/UkFpB8D2TMk/s72-c/Madr_india_Cristina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-7085847898520227259</id><published>2007-10-30T14:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:02.546-03:00</updated><title type='text'>Preleção do Padrinho Sebastião Mota</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RydheDu82SI/AAAAAAAAAI4/dMHQi5VsM44/s1600-h/Pad_no_Avi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RydheDu82SI/AAAAAAAAAI4/dMHQi5VsM44/s400/Pad_no_Avi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127173869810800930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A preleção é o discurso ou conferência didática. É uma peça oratória que o orador pronuncia para instrução de seus ouvintes. Segundo os jesuítas, "a preleção e a repetição, constituem resgate literal de instrumentos dos Exercícios Espirituais e da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ratio Studiorum&lt;/span&gt;" de São Ignacio de Loyola, fundador da Ordem. A chamada Preleção Inaciana é o instrumento mediante o qual o professor prepara seus alunos para a atividade pessoal que deverão realizar. A preleção pode produzir autênticos conhecimentos e hábitos firmes, além do estímulo e motivação para a aprendizagem. Recupera algo muito jesuítico, sendo útil para contextualizar, motivar, iniciar a experiência, aprender. Já a Repetição inaciana procura retomar o tema que se está estudando recuperando aqueles pontos que produziram maior satisfação ou insatisfação. Em geral, na repetição inaciana se verifica também o que se compreendeu, que pontos devem ser reforçados e de que modo se poderá continuar avançando. Ajuda a esclarecer o momento da aprendizagem que se está vivendo e aprofunda a assimilação do aprendido. (Fonte: "&lt;a href="http://www.pedroarrupe.com.br/upload/pivisao.pdf"&gt;Pedagogia Inaciana, Uma Visão Sintética&lt;/a&gt;").&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"Os objetivos da preleção espírita são dois: ensinar o Evangelho e instruir sobre o Espiritismo",  diz o texto  &lt;a href="http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/oratoria/o-orador-espirita.html"&gt;O Orador Espírita&lt;/a&gt;.  O uso de preleções é comum a várias escolas espirituais, tanto entre o budismo, por exemplo, como na umbanda, em ocasiões determinadas. No caso da Doutrina de Juramidam, o segundo hino de Antônio Gomes foi quem trouxe a primeira preleção cantada, remetendo ao aspecto escolar do aprendizado espiritual na Doutrina de Irineu Serra. Geralmente as preleções aconteciam ao término das sessões de concentração ou no seu ínterim, por parte do dirigente ou alguém por ele indicado, sempre de forma espontânea (sem redação preliminar) e submetido à força do Daime ingerido para que as palavras vibrassem com a força e a autenticidade do Astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma gravação de uma preleção do Mestre Irineu, feita em fita magnética no final dos anos 60, que muito deteriorada foi recuperada no final da década passada, sem muito sucesso, sendo que o cd-master com o resultado foi recolhido ao Acervo do Memorial Irineu Serra, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Rio Branco e do Estado do Acre. Gravações de preleções do Padrinho Sebastião têm sido difundidas, dentre as quais a que aqui apresentamos, com melhor qualidade de audição. Sobre o Padrinho, assim se referiu o dirigente da Igreja Céu do Mar, no Rio de Janeiro, em preleção realizada no fardamento da Noite de São João de 2007 (leiam o texto completo &lt;a href="http://ceudomar.magaweb.com.br/index.php?id=315"&gt;aqui&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Santo da noite de hoje é São João Batista  muito presente na nossa religião, a linha do Padrinho Sebastião nos leva a São João Batista, por tudo que São João representa na palavra do entendimento,  João abre caminho para o Cristo chegar, da mesma forma que o arrependimento abre caminho para o perdão, então São João Batista é o batizador, com o poder de levar cada alma ali no Rio Jordão, ao renascimento, o sentido de renascimento, o renascimento do batismo, o sentido também de lavar os pecados, deixar tudo pra traz e começar tudo de novo, esta é a presença de São João Batista. O Padrinho Sebastião sempre foi um aparelho dele, como está bem claro no hinário do Padrinho Sebastião, então é sobre as bênçãos do Santo de hoje que pra nós tem a mesma importância que tem o Natal, tem o "Feliz Natal" e tem o "Feliz São João", que são dois tempos básicos do ano, os solstícios, onde troca a estação, e feliz da alma encarnada e desencarnada aqui presente que puder se encontrar com o Mestre dentro do hinário dele, quem realmente conseguir assim se abstrair, tirar as sandálias do ego, quem conseguir sair da realidade imediata trazida na miração no hinário do Mestre Irineu, acaba se encontrando com ele, e é dessa comunhão que vem a luz pra nós, vem as curas, vem os ensinamentos, feliz da alma que na noite de São João Batista puder se encontrar com o Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Como colaboração do irmão Eduardo Sampaio, da Igreja Céu do Ceará, apresentamos aqui uma gravação do Padrinho Sebastião com duração de trinta minutos, a qual tem sido utilizada pelo Padrinho Nonato Teixeira em concentrações, e traduz um momento histórico preciso na trajetória do Cefluris. Para obter o download, cliquem em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/27825141/659c051c/Prelecao_Pad_Sebastiao.html"&gt;Preleção do Padrinho Sebastião Mota de Melo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-7085847898520227259?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/7085847898520227259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=7085847898520227259&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7085847898520227259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7085847898520227259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/10/preleo-do-padrinho-sebastio-mota.html' title='Preleção do Padrinho Sebastião Mota'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RydheDu82SI/AAAAAAAAAI4/dMHQi5VsM44/s72-c/Pad_no_Avi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-408518385012895231</id><published>2007-10-29T16:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:02.738-03:00</updated><title type='text'>Maria Gomes e sua filha Adália Grangeiro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyYfsDu82RI/AAAAAAAAAIw/oe3metY7RTs/s1600-h/001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126820067584825618" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyYfsDu82RI/AAAAAAAAAIw/oe3metY7RTs/s400/001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Maria Gomes nasceu no começo do século 20 em um seringal do Acre e se casou com o cearense Antônio Gomes, que chegara do Pará com a família e lá enviuvara ficando com uma penca de filhos para criar. Em 1938 conheceram o Mestre Irineu e seu trabalho, e a família entrou para a Doutrina, como nos relata &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jairo.htm"&gt;Jairo Carioca&lt;/a&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da nova família, além de Antônio Gomes da Silva, o patriarca, os seus filhos Leôncio Gomes, Raimundo Gomes, Adália Gomes, José Gomes e dona Zulmira Gomes também passaram a freqüentar a sessão. Dona Zulmira, casada com o senhor Sebastião Gonçalves, levou à missão seus filhos Raimundo Gonçalves, João Gomes, Benedita Gomes, Heloísa Gomes e Peregrina Gomes. Essa família fortificava a edificação da doutrina, como o próprio Antônio Gomes, que passou a receber um rico e instrutivo hinário, onde relata: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O Mestre trabalhava, se achava quase sozinho, pediu a Jesus Cristo que abrisse o seu caminho"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antônio Gomes faleceu oito anos depois, havendo pedido ao Mestre Irineu que amparasse sua família. O Mestre então assumiu essa responsabilidade, especialmente em relação à viúva e aos filhos menores. Adália, filha caçula de Dona Maria, se casou nos anos 50 com Francisco Grangeiro. Tive a oportunidade de cantar o hinário de Antônio Gomes na residência desse casal, na presença de Dona Maria, então já nonagenária, quando ela tinha até dificuldade de falar, e é uma pena não haver podido entrevistá-la na época para saber mais sobre sua vida na Doutrina. Na década de 60, a presença de Maria Gomes como membro da primeira Comissão de Cura do Mestre é registrada por Jairo Carioca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É das bases do Círculo Esotérico que Mestre Irineu organizou (...) seus trabalhos de cura. Como já vimos, até esta data os trabalhos de cura eram realizados nas quartas-feiras. Sempre que um irmão estava necessitado, Mestre Irineu reunia seus membros e trabalhava a cura da pessoa em trabalhos que poderiam se repetir de três a até nove sessões. Com a organização desses trabalhos, Mestre Irineu criou uma Comissão de Cura - que seria responsável pelo acompanhamento dos irmãos enfermos. Nove pessoas, integrantes do Estado Maior, formavam essa comissão:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1 - Madrinha Peregrina;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;2 - Percília Matos;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;3 - Lourdes Carioca;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;4 - Zulmira Gomes;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;5 - Maria Gomes&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;6 - José das Neves;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;7 - Francisco Martins&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;8 - Francisco Grangeiro; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;9 - Júlio Chaves Carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comentam esses seguidores antigos que os objetivos de Mestre Irineu ao fundamentar essa equipe eram mais amplos. Um dia o Mestre comentou com Júlio Carioca: "Quero, Júlio, concentrar-me aqui (referindo-se ao Alto Santo) para trabalhar em benefício de uma pessoa que esteja doente no Japão", testemunha Júlio Carioca. "Em duas ocasiões chegamos a nos reunir com esse objetivo, acrescenta dona Lourdes Carioca. A primeira foi quando houve um incêndio grande nas matas do Maranhão que ninguém conseguia apagar. O Mestre nos reuniu, tomamos Daime e fomos bater lá. Na miração, via ele na frente e nós com uma porção de vassourinhas ajudando a apagar o fogo; outra vez foi na Segunda Guerra Mundial, naquela época eu não estava ainda na sessão, mas o Mestre me falou que também se concentrou pedindo paz para o mundo todo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Apresentamos aqui uma gravação dos cadernos de hinário de Dona Maria Gomes e de sua filha a Madrinha Adália Grangeiro, conduzida pelo neto Valsírio Grangeiro. Não possuímos o caderno digitado, e no momento apenas disponibilizamos os vinte e seis hinos de ambas, sem poder determinar onde termina um e começa o outro. Entretanto, pela beleza da gravação e a força destes hinos, consideramos indispensável proporcioná-los desde já. Para obter o download do arquivo compactado com as faixas wma, cliquem em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?9zcvcs1zsyy"&gt;Maria Gomes e Adália Grangeiro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Colaboração: Juarez Duarte Bomfim&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-408518385012895231?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/408518385012895231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=408518385012895231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/408518385012895231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/408518385012895231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/10/maria-gomes-e-sua-filha-adlia-grangeiro.html' title='Maria Gomes e sua filha Adália Grangeiro'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyYfsDu82RI/AAAAAAAAAIw/oe3metY7RTs/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-2258874609772722224</id><published>2007-10-25T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:03.197-03:00</updated><title type='text'>Carlos Augusto Strazzer em seu hinário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyDxqoGCx3I/AAAAAAAAAIY/wuEEZFsCA3Y/s1600-h/1585vimacconceiwstjohn.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 232px; height: 475px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyDxqoGCx3I/AAAAAAAAAIY/wuEEZFsCA3Y/s400/1585vimacconceiwstjohn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125362090567190386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pintura de El Greco (1585): A Virgem da Conceição com São João Evangelista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Um abraço dado de bom coração é mais que um abraço, é uma benção". Lembro da canção da Baixinha ao lembrar do abraço fraterno que recebia de Carlos Augusto Strazzer ao término dos hinários na Igreja do Céu do Mar, no Rio de Janeiro. O grande ator ingressou no Santo Daime no final dos anos 80, época em que outras celebridades como Lucélia Santos e Ney Matogrosso se "fardaram" na Doutrina. No Acre daquele tempo, o deputado João Tezza declarava na Assembléia Legislativa que Rio Branco seria invadida por verdadeiras caravanas de aidéticos devido à veiculação no Rio de Janeiro de um boato segundo o qual uma mulher soropositiva teria sido curada na Colônia Cinco Mil (na verdade, uma mulher com diagnóstico soropositivo, vivendo na Colônia, foi mordida por uma cobra venenosa, e após a cura com soroantiofídico, ao refazer seu exame de HIV encontrou que estava soronegativa, e não foram mais confirmadas "curas milagrosas" como a sua). O sensacionalismo do deputado acreano ficou por isso mesmo, e os aidéticos que porventura buscam ou buscaram tratamento com o Daime, tanto no Acre como em outras partes do Brasil e do mundo, tiveram consciência de que para o infectado a bebida colabora fisica, psiquica e espiritualmente, mas não é nenhuma panacéia cura-tudo como alguns se apressaram em querer anunciar a princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Augusto Strazzer (São Caetano do Sul, 4 de agosto de 1946 - Petrópolis, em 19 de fevereiro de 1993) foi um famoso ator brasileiro. Participou de diversas peças teatrais como "Cemitério de automóveis", de Fernando Arrabal, "O Balcão", de Jean Genet, dirigidos por Victor Garcia e produzidos por Ruth Escobar, "A Moratória", de Jorge Andrade, o grandiloqüente musical "Evita", um dos maiores sucessos da cena carioca dos anos 80 e "As ligações perigosas", de Choderlos de Laclos, outro êxito do final daquela década. Ficou conhecido por sua participação na televisão, em muitas telenovelas, como "Éramos Seis" (1977), "O Profeta" (1977/78) e o remake de "O Direito de Nascer" (1978), na antiga TV Tupi, tramas que o projetaram nacionalmente, e "Coração Alado" (1980/81), "Jogo da Vida" (1981/82), "Champagne" (1983/84), "Livre Para Voar" (1984/85), "Mandala" (1987/88) e "Que Rei Sou Eu?" (1989), além das minisséries "Moinhos de Vento" (1983) e "O Sorriso do Lagarto" (1991), todas pela Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era conhecido por interpretar vilões ou personagens misteriosos e místicos, os quais impregnava de elegância e ambigüidade. Infelizmente fez poucos filmes, como "Gaijin – Os caminhos da liberdade" (1980), de Tizuka Yamasaki, "Eles não usam black-tie" (1981), de Leon Hirszman, "Com licença, eu vou à luta" (1986), de Lui Farias e "O Mistério do Colégio Brasil" (1988), de José Frazão, além de participações especiais na produção internacional "Moon over Parador" (1987), dirigida por Paul Mazursky e no documentário "Interprete mais, ganhe mais", dirigido por Andrea Tonacci, que trata do cotidiano do grupo teatral de Ruth Escobar e que ficou embargado na Justiça por vinte anos. Faleceu em 1993, aos 47 anos incompletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista publicada na Revista Veja em maio de 1992, intitulada "&lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/oscar_cabral/reportagens/carlos.html"&gt;A opção pela vida&lt;/a&gt;", Strazzer admitiu publicamente estar com Aids, e falou um pouco sobre sua visão espiritual sobre o processo da doença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA - A Aids mudou a sua maneira de encarar a morte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer- Sempre fui fascinado pela morte. Eu sempre fui um especulador das ciências ocultas, um estudioso do espiritismo cristão, de religiões que tentassem explicar a morte de uma forma menos ingênua que a cristã tradicional. Desde adolescente, eu reflito sobre o que poderá acontecer após a morte. Quando a Aids veio, achei que minha hora havia chegado. Pensei em morrer educada e dignamente. Não podia decepcionar a galera. Afinal, por tudo o que eu havia lido, ter Aids significava ficar com aquela figura cadavérica publicada pelos jornais e morrer. Até que eu percebi que havia uma possibilidade de não ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA - Como surgiu essa possibilidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer - Não foi um médico quem me deu isso. Veio de foro íntimo, de esforços consideráveis para compreender o que estava acontecendo e não me entregar. Eu tenho um poder dentro de mim, que é um poder decisório, uma vontade. Tenho que ter vontade de viver e descobri motivações verdadeiras para continuar vivo. Essas motivações estão ligadas às pouquíssimas pessoas, que atravessaram comigo o vale da sombra da morte, inesquecíveis amigos que conseguiram imprimir na minha alma e no meu coração uma vontade de estar com eles ainda mais um tempo. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA- O senhor teve vontade de morrer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer - Não exatamente. Eu achei que a agonia era uma coisa muito sem graça. Será que não existia outra forma de morrer, na qual eu não tivesse que passar por aquela dor, aquela porta estreita, aquele buraco de agulha? Mas tive vivências muito particulares nesses momentos. Foi bom analisar quem era eu e qual era a minha historinha. E minha historinha era quase medíocre, mas gostei dela. Não fui um grande sujeito, nem um grande ator, mas era um cara legal, bom caráter, tinha vivido bem, cercado de bons amigos, com três lindos filhos e uma ex-mulher maravilhosa. Comecei a montar a minha biografia: Carlos Augusto Strazzer nasceu assim, foi um adolescente, em adulto fez uma porção de coisas; aí pegou uma doença terrível e morreu. Que morte boba! Será que não dava para mudar o script? Que final piegas e melodramático... Tive, então, vontade de mudar o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA - Aconteceu alguma coisa que propiciou essa virada?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer - Eu estava muito mal e não agüentava mais sentir tanta dor física. Comecei a rezar, mas me senti meio ridículo, beato, e questionei se Deus existia mesmo. Mas a dor era tanta que a revolta passou e eu rezei o pai-nosso mantricamente, ou seja, pensando em cada frase. Quando cheguei no "seja feita a Tua vontade", não consegui continuar. Se eu acreditava que Deus estava em mim e não era um velhinho de barbas brancas inacessível, mas um estado de consciência interna, então eu tinha de entrar em contato comigo mesmo. "Seja feita a Tua vontade" não significava a vontade de alguém de fora em relação a mim. Abriu-se um telão azul deslumbrante e uma voz, muito parecida com a minha, só que em dolby-stereo, me perguntou se eu queria a cura ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA - Qual foi sua resposta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer - Meu primeiro instinto foi dizer "sim”. Mas será que era isso mesmo? O outro lado era tão maravilhoso... Por que eu iria ficar nesta Terra tão complicada? Aí, a voz me disse que eu precisava querer alguma coisa, que eu devia usar a vontade correta. Eu precisava de uma motivação para viver, senão minha vontade não seria legitima. (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA - E a esperança de cura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer- Já pensei muito nisso. Faz um tempo que não penso mais. Às vezes, acho que estou indo embora. A cura não é mais um núcleo de ansiedade e reflexão da minha parte. (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VEJA - O senhor pretende voltar a atuar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Strazzer - Gostaria de montar um espetáculo no qual eu recitasse alguns poetas místicos, como os persas Rumi e Attar e os espanhóis São João da Cruz e Teresa d'Avila. Seria uma encenação com uma bailarina, um instrumento, uma coisa simples de meia hora de duração. São poemas belos, que falam sobre a noite escura: &lt;/span&gt;Vivo sem viver em mim e tão alta a vida espero que morro e por que não morro?&lt;span style="font-style: italic;"&gt; É um universo que eu conheço, de delicadeza sobre a morte e a espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyDxq4GCx4I/AAAAAAAAAIg/y1xl4I0qwj4/s1600-h/Strazzer.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyDxq4GCx4I/AAAAAAAAAIg/y1xl4I0qwj4/s400/Strazzer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125362094862157698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Os dezoito hinos recebidos (ou "percebidos") por Strazzer passaram a fazer parte, na época, de alguns trabalhos no Centro Eclético da Fluente Luz Universal Sebastião Mota de Melo - &lt;a href="http://www.ceudomar.org/"&gt;Ceflusmme&lt;/a&gt;, onde também os três filhos do ator eram fardados, e assim foram conservados. Para obter o download das mp3 desse hinário, clique em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?bn35t11yjdn"&gt;Hinário de Carlos Augusto Strazzer (com caderno)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Colaboração: Jaime Wanner.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-2258874609772722224?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/2258874609772722224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=2258874609772722224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2258874609772722224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2258874609772722224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/10/carlos-augusto-strazzer-em-seu-hinrio.html' title='Carlos Augusto Strazzer em seu hinário'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RyDxqoGCx3I/AAAAAAAAAIY/wuEEZFsCA3Y/s72-c/1585vimacconceiwstjohn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5987129478086640228</id><published>2007-09-24T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:03.434-03:00</updated><title type='text'>Ciris Midam e os hinos da Madrinha Percília</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RvgXzjWbVmI/AAAAAAAAAH8/e5VeBj7y7DY/s1600-h/MadPercilia+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RvgXzjWbVmI/AAAAAAAAAH8/e5VeBj7y7DY/s400/MadPercilia+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113863551309272674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percília Matos da Silva, zeladora da obra do Mestre Irineu e gerente-geral dos hinários de sua Doutrina, começou a tomar Daime ainda muito criança,  e se lembrava até do primeiro festejo de São João:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era 23 de junho de 1935, o Mestre organizou duas frentes de trabalho. Os homens foram tirar lenha para fogueira, as mulheres, preparar a ornamentação e uma grande ceia que o Mestre pediu para fazer no intervalo. Quando foi lá pelas seis horas da tarde, na Casa de dona Maria Damião, nós nos reunimos, rezamos um terço, tomamos Daime e fomos cantar até meia noite. Só tinha oito hinos! Um de Germano Guilherme, quatro do Mestre, dois de João Pereira e um de Maria Damião. Eram repetidos nessa mesma ordem por toda a noite. Quando foi meia noite ele deu um intervalo, já estava preparada a ceia numa grande mesa, quando ele mandou que nós cantássemos por três vezes aquele hino&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Papai do Céu do Coração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que hoje neste dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi quem deu o nosso pão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Graças a mamãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mamãe do Céu do coração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que hoje neste dia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi quem deu o nosso pão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Louvado Seja Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse hino foi cantado de forma tão bonita, que nunca mais me esqueci... até hoje... chora emocionada dona Percília Matos. Foi depois disso que Irineu Serra, seguindo orientações de sua professora Clara, ordenou as datas para a realização dos hinários, formando o primeiro calendário de hinários oficiais da doutrina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além dessas datas de festejo oficial, era normal a realização das sessões de concentração aos sábados e das sessões de cura nas quartas-feiras. As datas evidenciavam os primeiros traços do cristianismo na Missão de Irineu Serra, segundo &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jairo.htm"&gt;Jairo Carioca&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como responsável que foi em dar forma escrita aos hinos formadores da Doutrina, ela se tornou a gerente-geral dos hinários, e assim tinha o encargo de passar a limpo os hinos recebidos, ou seja, corrigi-los.  Hoje em dia  pode ser difícil diferenciar os hinos  "recebidos do Astral" dos hinos ditos "inventados",  considerando-se talvez esses cânticos rituais mais como ferramentas humanas  e menos como instruções divinas, mas até isso evidencia o quanto uma Doutrina originária do Mestre tem sofrido alterações por parte dos que declaram ser seus seguidores. Eu pessoalmente tive oportunidade de "passar a limpo" meu próprio caderno de hinário com a Madrinha Percília, e além de algumas palavras que ela modificou, recebi a explicação de que os hinos de um hinário devem guardar entre si uma relação progressiva de aprendizagem pessoal, uma ordem ascendente, e portanto hinos que repassam abordagens anteriores da própria pessoa (entendimento este muito subliminar, talvez) devem ser descartados, ou esquecidos, não-cultivados. E ela mencionou que o próprio João Pereira, cujo hinário é um dos principais do Mestre, teve trinta hinos suprimidos por este quando passados a limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hinário da Madrinha Percília se resume a quinze hinos, o que nos faz lembrar que o da Madrinha Rita são apenas vinte e cinco, o da Madrinha Peregrina são onze, e nem por isso são hinários desimportantes ou pouco fundamentais.  Em termos de conteúdo, quanto aos hinários, às vezes "menos" hinos falam "mais", ou proporcionam melhor resultado prático, do que ser responsável por um conjunto de muitos hinos. Essa economia da expressão, entretanto, parece ser pouco observada na atualidade, quando sabemos há  indivíduos que  possuem várias centenas de hinos (às vezes até subdivididos em vários cadernos). No tempo do Mestre, e isso não quer dizer que em um "tempo atrasado" ou uma "época de vacas magras", receber um hino era não apenas uma responsabilidade espiritual mas também uma prova, e os que se diziam donos de hinos eram provados no Daime, sendo chamados pelo Mestre para puxarem e bailarem seus respectivos hinários "na força" dessa comunhão, sem cadernos de apoio, tirando apenas do âmago de sua alma a memória, a harmonia e o ritmo dos hinos, o que não dava margem à permanência de hinos "inventados" na irmandade. Quanto alguém passava pelo "vexame" de não conseguir apresentar devidamente a letra de um hino que declarara haver recebido, essa "linha da verdade" mostrava o quanto o desprendimento e a humildade são requisitos naturais do aprendizado espiritual, e atitudes de avidez, orgulho ou auto-promoção através dos hinos são pouco recomendáveis por induzirem (e em muitos casos conduzirem) ao erro ou à falsificação ideológica. O Daime é um misterioso professor que muitas vezes "dá corda para ferrar no anzol", por isso a grande preocupação dos antigos seguidores do Mestre em observar as recomendações que este deixou de viva voz. A própria Dona Percília se auto-questionava quanto aos seus hinos, como demonstra esse trecho de entrevista de Clodomir Monteiro com ela, a respeito do hino que a apresenta como Taio Ciris Midam:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clodomir - Este hino a senhora recebeu dentro da miração?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percília - Dentro da miração...eu estava com uma febre neste dia!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clodomir - E foi uma entidade que dizia para a senhora isto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percília - Eu ouvi, não vi, eu ouvi a música....e quando eu dei de mim eu já estava cantando&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clodomir -  Que a sra. era realmente esta entidade...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percília -  É...Taio Ciris Midam...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clodomir - E todos no Alto Santo reconhecem que a senhora é realmente Ciris Midam...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro - Pois o próprio Mestre registrou... passou a limpo o hino... seu Eu superior...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percília - Sim, o meu Eu superior...então quer dizer que eu sou da mesma família...de Midam...né ?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lodomir - Tá ligado a outra metade dele...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percília - É...é isso aí.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clodomir - É isso aí, um é Jura, outra é Midam, o masculino e o feminino...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Percília -Foi passado a limpo com o Mestre...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Madrinha Percília, ao ficar órfã de pai ainda menina, veio morar como filha do Mestre em sua casa. Estudou, formou-se professora e casou-se com Raimundo Gomes nos anos 40. O casamento não deu certo, e ela voltou a morar na casa do Mestre até que encontrou um novo companheiro na pessoa do Senhor Pedro. Após o falecimento do Mestre, apoiou o Padrinho Sebastião quando da criação do Cefluris, e realizou naquela igreja modificações do fardamento (gravatas azuis e sapatos brancos para a farda masculina) que antes o Mestre manifestara vontade de fazer. Três anos depois ela deixou o Cefluris, juntamente com Daniel Serra, Luiz Mendes e outros, que não aceitaram outras modificações rituais. Apesar de eventualmente participar, seja na igreja do Padrinho Tetéo, seja no Pronto-Socorro do Senhor Raimundo Lorêdo, nunca voltou a ocupar a condução dos trabalhos como antes. Foi em uma rara oportunidade que a presenciei na igreja do Senhor Luiz Mendes acompanhando um trabalho de 6 de julho onde o hinário do Mestre foi cantado sem bailado, integralmente (todos os hinos, mesmo os especiais), na mesma formação de filas em pé na velação do ataúde que foi feita em 1971. Ela declarava o que sabia e o que pensava com toda sua veemência (leia o texto completo &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/percilia.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém pense que aprendeu. Quem quiser aprender, se dedique ao Daime. Se prepare e tome. Não vou dizer que todos possam alcançar porque "&lt;/span&gt;nem todos estão na graça&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", como diz aquele hino do Seu Sebastião Mota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mestre aprendeu e doutrinou o mundo inteiro. Por isso eu digo: todos têm vontade de alcançar, mas nem todos estão na graça... É preciso se conformar com o tanto que Deus lhe deu. Aqueles que tiverem o espírito evoluído de outras encarnações estão mais próximos. Se dedique ao Daime, que lá ele está. Chame o Mestre com amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espiritualmente, o Mestre é uma santidade que comanda o mundo inteiro. Ele tem todo poder. E hoje, 21 anos depois, é a mesma coisa. É como se ele estivesse aqui no nosso meio. Não que eu esteja vendo, mas, pela intuição, a gente sente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu maior prazer é ver esse trabalho ficar firme, direitinho, como o Mestre quer, não como ele queria, como ele quer, pois eu não considero que o Mestre está ausente. Tudo que nós fizermos dentro desse trabalho tem que ser com ele, tem de pedir licença a ele, porque ele é o dono, ele é o comandante e o chefe geral da missão. Portanto tem que render obediência a ele. Eu não permito é cada um fazendo do seu modo. Foi uma das coisas que ele pediu. No dia 30 de junho de 1971, poucos dias antes do seu passamento, houve uma concentração em benefício dele. Quando terminou, ele disse assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hoje foi que eu recebi a minha cadeira de presidente; cheguei lá no astral, tinha um salão, a mesa posta, e a cadeira da cabeceira estava vazia, a minha mãe chegou e mandou que eu tomasse conta da cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- De hoje em diante, você é o chefe geral desta missão, disse ela. Queira ou não queira, no céu, na terra e no mar, o chefe é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ora, isso depois de quantos e quantos anos de trabalho? E ele disse:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu estou entregando esse trabalho ao Leôncio; ele não é o chefe, fica como representante desse trabalho. Agora uma coisa eu digo, ninguém queira ser chefe, se unam e vão trabalhar.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi nesse dia que ele aprendeu que quando se formar a mesa para abrir um trabalho, é para deixar a cadeira dele vazia, pois chamando, ele viria ensinar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas ninguém queira ser chefe, e não inventem moda dentro desse trabalho, ele falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por isso eu me sinto mal quando eu chego num serviço que não está certo. Eu não me sinto bem de jeito nenhum. Se eu pudesse fazer uma circular a todos esses centros de Daime eu diria: nós não podemos mudar o ritual, nós temos de seguir os ensinos conforme eles mandam. Outro dia eu fui em um trabalho em um centro aqui perto de Rio Branco e não gostei. Já fui mesmo a paisana, porque eu não sabia como estava a organização lá, parece que eu estava adivinhando. As filas desarrumadas, sem um destacamento que fosse responsável pela organização das filas, homens com a camisa para fora da calça, com a mão no bolso, outros com o braço solto, jogando o braço para lá e para cá, e o que é pior: a extinção do maracá. O maracá é que ajuda a marcar o passo do baile. Todo mundo com caderno na mão, nunca vi isso, alguns tocando maracá para cima, sem bater na mão. E o caderno - se estivessem ao menos lendo e cantando, mas tinha muitos que só olhavam e ficavam de boca fechada. Tá fora do ritmo, não é mesmo? E o ritmo do canto, da música? Cada hora era de um jeito, ora acelerando, ora devagar demais, e o ritmo deve ser incessante, firme. Eu perguntei o por quê do pessoal não usar o maracá, me disseram: "&lt;/span&gt;Ah! Porque eles não têm&lt;span style="font-style: italic;"&gt;." "Mas o maracá é uma coisa muito fácil de fazer, todo mundo pode ter." "&lt;/span&gt;Ah! Mas eles não aprendem&lt;span style="font-style: italic;"&gt;." Por que não aprendem? Ora, a criança vai a aula, no começo ela não sabe, depois vai aprendendo, uma semana, duas, faz o primeiro grau, faz o segundo, vai se evoluindo, segue carreira. Então, por que não aprende? Por que não tem um instrutor, uma pessoa que instrua, que ensine como é. Agora deixar cada um chegar e fazer como quiser, não pode. Então, se ele deixou para todo mundo usar o maracá, é para usar maracá, não é? Não é caderno, ele não deixou ninguém usando caderno. Até a saída dele, não existia esse negócio de caderno na mão no hinário, de jeito nenhum, todo mundo aprendia corretamente e na hora já sabia, estudava em casa, mas na hora do trabalho, ninguém levava caderno. Como eu não faço parte da diretoria de lá, não falei nada, mas essa responsabilidade pesa nos meus ombros, pois o Mestre me disse: "&lt;/span&gt;Onde você for que não estiver certo, você tem que corrigir.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" No hinário, cada fila tem de ter o "pelotão", a pessoa responsável pela fila. Quando às vezes uma pessoa passa mal, por um momento, por causa das suas culpas, sei lá, tem que ter o fiscal para amparar, homem para homens, mulher para mulheres. O fardado só tem direito de sair por três hinos, no máximo. O ensaio é muito importante, pois é ali que a pessoa vai aprender, para quando chegar o trabalho oficial, todos estarem sabendo. Nosso trabalho é como um quartel, todos iguais. O principal na atitude do fardado é a obediência, cada um prestar o seu serviço com o máximo de obediência, cada um tem a sua posição, o seu posto de serviço, portanto, tem de assumir com muita dedicação e obediência. Tem muita coisa boa dentro desse hinário do Cruzeiro, é preciso é compreender, muitas pessoas cantam, mas a compreensão fica tão adversa... E não tem esse negócio de mistura de linha não, de atuação, nunca vi o Mestre se alterando em nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compreender essas diferenças de fundamento da experiência religiosa com o Daime, de "sair para o invisível" como configurado pelo Mestre Irineu (cujo trabalho expressava mais uma base na cultura andina, ameríndia) ou de "incorporar entidades" (como nas culturas africanas), é uma tarefa árdua para os seguidores do Mestre Irineu. Eu pessoalmente compreendo que ambos sentidos da jornada (para fora e para dentro) são importantes e não excluem um ao outro, apenas deve-se observar para cada um o entorno ritual respectivo, e respeitar as especificidades dos participantes dentro do trabalho ritual construtor de uma coletividade própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter os arquivos wma do hinário da Madrinha Percília, juntamente com seu caderno para impressão, faça o download clicando em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?etz9p2bcijb"&gt;Hinário de Percília Matos da Silva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5987129478086640228?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5987129478086640228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5987129478086640228&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5987129478086640228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5987129478086640228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/09/ciris-midam-e-os-hinos-da-madrinha.html' title='Ciris Midam e os hinos da Madrinha Percília'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RvgXzjWbVmI/AAAAAAAAAH8/e5VeBj7y7DY/s72-c/MadPercilia+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4224720647548806140</id><published>2007-09-12T17:20:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:03.820-03:00</updated><title type='text'>São Francisco bem louvado na Vila Carneiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgBs3T1UI/AAAAAAAAAHU/zvnKFHDcy_c/s1600-h/St+Francis+and+dove.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109439359591109954" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgBs3T1UI/AAAAAAAAAHU/zvnKFHDcy_c/s400/St+Francis+and+dove.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São Francisco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(hino 06 do Padrinho Nonato, ofertado à sua esposa a Madrinha Graça)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui, estou aqui, estou aqui&lt;br /&gt;Implorando a meu Salvador&lt;br /&gt;Que me dê a santa saúde&lt;br /&gt;Por vosso divino amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Minha Mãe aqui estou em vossos pés&lt;br /&gt;Implorando para me libertar&lt;br /&gt;Para quando chegar o dia&lt;br /&gt;Eu poder me apresentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me apresentar perante a meu Pai&lt;br /&gt;Com firmeza e pureza em minha alma&lt;br /&gt;Pedindo sempre&lt;br /&gt;Vossa divina calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta calma é verdade e harmonia&lt;br /&gt;Que resplandece em nós todo o dia&lt;br /&gt;Para compreendermos que somos filhos&lt;br /&gt;Da Sempre Virgem Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Meu Pai, Oh! Que dor no coração&lt;br /&gt;De ver tanta ingratidão&lt;br /&gt;Dentro deste jardim&lt;br /&gt;Que forma esta união&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou seguindo é com fé e com amor&lt;br /&gt;Na doutrina do meu Salvador&lt;br /&gt;Que dele eu recebi&lt;br /&gt;O meu prêmio de valor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Meu Pai a Vós estou agradecendo&lt;br /&gt;Por tudo isto que estou entendendo&lt;br /&gt;Mas sempre peço a Vós&lt;br /&gt;Para eu ir compreendendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendendo as lições do professor&lt;br /&gt;E seguindo com esperança no Senhor&lt;br /&gt;Que Vós é quem nos livra&lt;br /&gt;De todos esses terrores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto dor, sinto dor, eu sinto dor&lt;br /&gt;Quando lembro deste andor&lt;br /&gt;Que me relembra tudo&lt;br /&gt;Mas vigora o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso se humilhar e consagrar&lt;br /&gt;Para poder enxergar&lt;br /&gt;Essa grande batalha&lt;br /&gt;Que temos que atravessar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! meu Pai aqui estou arrependido&lt;br /&gt;Por ter tanto lhe ofendido&lt;br /&gt;Mas sempre vos imploro&lt;br /&gt;Que eu não seja perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Francisco ele vai se apresentar&lt;br /&gt;Me dando força perante este altar&lt;br /&gt;Me reconciliando e sabendo&lt;br /&gt;Que somos todos iguais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui estou vendo clarear&lt;br /&gt;Sentindo fogo e meu corpo balançar&lt;br /&gt;Ouvindo a voz do céu&lt;br /&gt;Que me faz despertar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raimundo Nonato Teixeira de Souza, filho caçula do Padrinho Wilson Carneiro de Souza e da Madrinha Zilda Teixeira, nasceu em Tarauacá, município do estado do Acre, em 14 de Julho de 1949. Iniciou seus trabalhos no Santo Daime em 1962. No ano de 1990 passou à administração da Colônia Cinco Mil, cargo que ocupou por sete anos, até pouco antes da passagem de seu pai. Hoje, desenvolve seus trabalhos com o Santo Daime na Vila Carneiro, vizinho à Colônia Cinco Mil, zelando pelo Pronto Socorro de Cura Raimundo Irineu Serra e é um grande divulgador dos preceitos doutrinários deixados pelo Mestre Raimundo Irineu Serra e o Padrinho Sebastião Mota de Melo. Atualmente é vice-presidente do Pronto-Socorro dando continuidade aos trabalhos realizados por seu pai Wilson Carneiro de Souza. Contemporâneo que foi do Padrinho Alfredo Gregório desde antes da criação do Cefluris, coube ao Padrinho Nonato, em uma forte concentração nos primeiros anos da igreja da Cinco Mil, a chamá-lo "Salomão": pelos dons da inteligência e justiça que este encarnava. Apesar de haver se retirado do Cefluris por uma questão de autonomia, a "Aliança Estelar" de ambos com certeza continua a refulgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicamos já neste blog uma parte do hinário do Padrinho Nonato (veja &lt;a href="http://hinarios.blogspot.com/2007/08/o-peregrino-na-residncia-do-padrinho.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) falando dessa sua especial devoção a São Francisco, expressa também na realização dos festejos em comemoração do Santo, 4 de Outubro, cantando este hinário. Agora, numa especial cortesia do irmão Eduardo Sampaio, do &lt;a href="http://www.ceudoceara.org/"&gt;Céu do Ceará&lt;/a&gt;, divulgamos este hinário completo, com caderno, gravado em 14 de julho deste ano na inauguração da nova sede do Pronto-Socorro Raimundo Irineu Serra, na chamada Vila Carneiro, na Estrada da Colônia Cinco Mil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgCc3T1VI/AAAAAAAAAHc/mMrPGqzIdkE/s1600-h/Nonato180707.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109439372476011858" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgCc3T1VI/AAAAAAAAAHc/mMrPGqzIdkE/s400/Nonato180707.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar as mp3 do Hinário "O Peregrino", obtenha o download clicando em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?0dnm1djh2kt"&gt;"O Peregrino" - hinos do 1 ao 30&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?3me0m1hk2ho"&gt;"O Peregrino" - hinos do 31 ao 70&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?4mey9ermntl"&gt;"O Peregrino "- hinos do 71 ao 115&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2dwqdx0jwek"&gt;"O Peregrino" - hinos do 116 ao 142 + texto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgCs3T1WI/AAAAAAAAAHk/-uelpH0ZMIo/s1600-h/stfranciswwolf.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109439376770979170" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 278px; cursor: pointer; height: 284px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgCs3T1WI/AAAAAAAAAHk/-uelpH0ZMIo/s400/stfranciswwolf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São Francisco instrui o Lobo (1911, Carl Weidemeyer-Worpswede). Xilogravura. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Die Blümlein des heiligen Franziskus von Assisi&lt;/span&gt;. A compreensão profunda e empática que São Francisco tinha do mundo natural o habilitava a comunicar-se com os animais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4224720647548806140?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4224720647548806140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4224720647548806140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4224720647548806140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4224720647548806140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/09/so-francisco-bem-louvado-na-vila.html' title='São Francisco bem louvado na Vila Carneiro'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RuhgBs3T1UI/AAAAAAAAAHU/zvnKFHDcy_c/s72-c/St+Francis+and+dove.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8483429191015117478</id><published>2007-09-02T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:04.094-03:00</updated><title type='text'>O Grande Estudo de Francisco Corrente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtsBZeBiSjI/AAAAAAAAAHE/zHBrweP7LJo/s1600-h/new-jerusalem-flag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtsBZeBiSjI/AAAAAAAAAHE/zHBrweP7LJo/s400/new-jerusalem-flag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105676139622451762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;New Jerusalem Canopy&lt;/span&gt;", arte de &lt;a href="http://www.jesuspaintings.com/decorative-flag/new_jerusalem_flag.htm"&gt;Spencer Williams&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como é que o Mestre vivia com o povo dele? Era plantando arroz, plantando feijão, plantando macaxeira, plantando cana, plantando banana, para ter a fartura natural. Quer dizer: que essa aqui é a riqueza que o Mestre deixou na nossa mão, foi essa tradição, esse conhecimento de trabalhar uma terra e da terra tirar o pão de cada dia. (...) o Santo Daime, enquanto terapêutica alternativa, se realiza, a olhos vistos, não apenas no decorrer de suas sessões e hinários festejados, mas também no esforço do trabalho com a terra, na enxada, no terçado, no machado, na pá e no aguador, para assim se receber as energias positivas e eliminar positivamente as negativas, regidos pelo movimento do Sol, da Lua e das Estrelas, sendo essa a sabedoria regeneradora para curar os homens das cidades ao reencontrarem sua harmonia profunda com a Mãe Natureza, e assim serem mais felizes. Este é o exemplo do Céu do Mapiá.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas palavras de Francisco Corrente da Silva fazem parte da entrevista que realizei com ele para publicar no Suplemento Especial do jornal acreano "O Rio Branco"  em comemoração ao Centenário do Mestre, na terça-feira 15 de dezembro de 1992, com o título "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Herança do Mestre - Tradição Agrícola convive com Daimistas&lt;/span&gt;". Demonstram  a essência do pensamento de Sebastião Mota com relação à busca de autosubsistência  de seu povo na floresta amazônica, que nos primeiros tempos do Mapiá  era desenvolvida através de trabalhos agrícolas em regime de mutirão que afirmavam a força do relacionamento comunitário. E essa com certeza é uma característica notável na pessoa do "Tio Chiquinho", o qual vinte anos atrás me recebeu na Colônia Cinco Mil, que na época dirigia, e me iniciou no Daime e na Cultura da Ayahuasca em si: até minha primeira calça de farda azul, boca-de-sino, era dele e me foi presenteada. Na mesma reportagem de 1992 eu assim me referi a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo para quem não o conhece, Francisco Corrente é uma personalidade que desperta forte empatia no primeiro contato. Verdadeiro representante da cultura amazônica da ayahuasca, na síntese encontrada entre o xamanismo indígena, as tradições esotéricas dos novos-cristãos que colonizaram o Nordeste brasileiro, e a umbanda, o tio Chiquinho, como lhe chamam seus afilhados, é, aos 44 anos de idade,  um espelho da Doutrina do Santo Daime&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nasceu em Sena Madureira, Estado do Acre, no dia 20 de julho de 1948, filho do piauiense Manoel Corrente e sua esposa Dona Maria. No Dia de Todos os Santos de 1971, em Rio Branco, fardou-se, e se conta que neste dia teve um "&lt;a href="http://blogdasabedoria.blogspot.com/2007/09/amm.html"&gt;passamento&lt;/a&gt;" dos mais formidáveis. Aprimorou-se ajudando nos feitios de Daime de eméritos irmãos da casa como Raimundo Gomes, Francisco Grangeiro e Sebastião Mota, e juntamente com seu pai e o restante da família acompanhou a este último quando da criação da igreja da Colônia Cinco Mil. Aí casou-se com Iolanda Braga, fardada do Mestre e cunhada da filha deste, Marta Serra, e tiveram a filha Janaína. Acompanhou o Padrinho Sebastião no Rio do Ouro e no Mapiá, mas a pedido deste se encarregou da gerência da Cinco Mil enquanto o Padrinho Wilson voltava a ocupar a direção dos trabalhos espirituais da antiga igreja-matriz do Centro. Caboclo guerreiro como seu pai, o Padrinho Corrente, a partir dos anos 90 passou para a Fazenda São Sebastião, na Boca do Mapiá, coordenando vários feitios nas áreas do Rio Purus. Verdadeiro capitão-de-mato da Doutrina, seu hinário pode parecer pequeno comparado com tantos outros, com muitos hinos curtos de apenas duas estrofes que se podem repetir à vontade, mas é exatamente por essa "concentração" energética que resulta em um trabalho de muita força, muita luz, e muito estudo, seja bailado no salão, em batições de jagube nos feitios ou em sessões especiais de cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Signo do Teu Estudo", título do primeiro hino, hoje dá nome ao seu hinário. Talvez seja uma necessidade que as pessoas sentem de que os hinários tenham títulos, quando a princípio apenas alguns hinos possuiam nome específico (por exemplo, o "Unaqui", o "Leão Branco", o "Flor de Jagube" do Mestre Irineu). No caso do caderno de hinário do Padrinho Francisco Corrente, talvez o "signo" ainda não esteja develado, e o nome do caderno ainda virá para ele. O fato é que este seu hinário é mesmo um grande estudo, não apenas para ele próprio que na força do Daime recebeu seus hinos, mas para toda a irmandade ligada ao Padrinho Sebastião. Seu último hino diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqui cheguei, aqui cheguei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqui cheguei e vim me apresentar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqui cheguei, aqui cheguei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqui cheguei, eu vim me matricular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Pai Eterno e a Virgem Mãe&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E os professores que estão a ensinar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que o mistério deste segredo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Está nesta escola para todos estudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gravação que apresentamos é de excelente qualidade, com destaque para o rico instrumental e o timbre particular do dono do hinário. Para baixar os 34 hinos do caderno "O Signo do Teu Estudo", em formato wma, com caderno para impressão e cifras musicais, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?4xcytsygzxw"&gt;Hinário de Francisco Corrente da Silva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtsBZeBiSkI/AAAAAAAAAHM/cryu-ZWBCns/s1600-h/ChicoeWilton.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtsBZeBiSkI/AAAAAAAAAHM/cryu-ZWBCns/s400/ChicoeWilton.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105676139622451778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Wilton George, dirigente do &lt;a href="http://www.chave.org.br/index_v4.htm"&gt;CHAVE de São Pedro&lt;/a&gt;, junto do nosso "Tio Chiquinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8483429191015117478?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8483429191015117478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8483429191015117478&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8483429191015117478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8483429191015117478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/09/o-grande-estudo-de-francisco-corrente.html' title='O Grande Estudo de Francisco Corrente'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtsBZeBiSjI/AAAAAAAAAHE/zHBrweP7LJo/s72-c/new-jerusalem-flag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4487426406699657775</id><published>2007-08-30T12:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:04.288-03:00</updated><title type='text'>O "Caboclo Guerreiro" do Padrinho Corrente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtbRWeBiSiI/AAAAAAAAAG8/hXAigC43Zpk/s1600-h/ppadd+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtbRWeBiSiI/AAAAAAAAAG8/hXAigC43Zpk/s400/ppadd+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104497411617868322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Padrinhos Sebastião e Corrente em foto(s) de Marco Gracie Imperial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O velho Manoel Corrente contava que havia entrado para o Cefluris por ordem do próprio Presidente do Ciclu, Leôncio Gomes, e da viúva do Mestre, Madrinha Peregrina. Nascido em Corrente, no Piauí, e vindo para os sertões do Rio Iaco, no Acre, na década de 1930, para trabalhar com a extração do látex da seringa, ele conheceu pessoalmente o Mestre Irineu mas não chegou a tomar Daime com ele: foi apenas depois do filho Francisco começar a participar do Alto Santo, em novembro de 1971, já quando Leôncio Gomes ocupava a direção dos trabalhos, que Manoel Corrente ingressou nas fileiras do centro.  Em 1974, após a  separação  havida por parte dos fundadores do Cefluris, ele foi ter com os dirigentes do Alto Santo para pedir aconselhamento e eles recomendaram que ele e sua família ficasse ao lado de Sebastião Mota de Melo para apoiá-lo em seus trabalhos. Assim, a família Corrente, qual verdadeiro clã conjuntamente com as famílias Mota e Carneiro, passou a ser um dos alicerces espirituais do Cefluris.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além dos filhos (Francisca, Dalvina, Albertina, Francisco, João, José, Maria e Raimunda) com a esposa Dona Maria, Manoel Corrente foi também pai adotivo de duas crianças mais velhas que haviam perdido a mãe tragicamente na vida do seringal, o que demonstra a prevalência de seu coração paternal muito antes de conhecer a Doutrina. No Cefluris, quando o pessoal do Padrinho Sebastião foi abrir sua colocação no Seringal Rio do Ouro, foi comandante da comunidade na Colônia Cinco Mil antes desta passar para a direção do Padrinho Wilson. Depois disso foi um dos fundadores do Mapiá, e nos anos noventa, havendo falecido o Padrinho Sebastião, ficou como seu representante perante a irmandade, só não viajando o tanto que gostaria pelos demais centros por motivo da idade avançada que fazia dele o mais velho morador do Céu do Mapiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=8&amp;idArtigo=40"&gt;homenagem&lt;/a&gt; ao Padrinho Corrente, assim escreveu Antoine Yan Monory:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele era uma pessoa de disciplina, que não gostava de ver as pessoas brincar com a espiritualidade, sendo que ele era um esteio espiritual importante da Corrente de Luz da qual participava.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temos uma lembrança querida deste nosso velho, sendo que foi ele, quando das primeiras vezes que nos deparamos com o Sagrado Feitio do Daime, que nos ensinou a cuidar das folhas da Rainha, com todo carinho e atenção "como há de ser". Era lavando, várias lavagens, fiscalizando de alguma forma a catação das mulheres, na força das águas doces, sob a luz do Sol ou do luar, e a luz do Divino Mestre... Foi ele quem zelou mesmo das folhas, durante muitos anos, pondo-as aconchegadas nas folhas de bananeira, as regando sempre, por vezes escondidas em recantos discretos sob a sombra fresca da verde e amorosa floresta. Isto há de ser lembrado!...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falava uma coisa muito boa para nós lembrarmos agora, sendo quase um hai-kai taoísta (uma frase ou idéia curta, de caráter enigmático, tendo um significado espiritual para destrinchar), de que QUEM ESTÁ CERTO ESTÁ ERRADO, E QUEM ESTÁ ERRADO ESTÁ CERTO.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Podemos relacionar isto com a temática das normas de ritual, ou das formas "certas" ou apropriadas de agir de modo geral, e assim às vezes uma pessoa parece estar "errada" mas está certa porque está seguindo o seu coração, a sua intuição, o seu próprio destino...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos da sua vida, estando doente materialmente, ele pode visitar e receber ajuda da casa da Irmã de Caridade Francisca Gabriel, como é chamada, e assim comprovando o valor de uns para com os outros... Ele gostou de lá, e falou que o Mestre era único!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este humilde "Mestre", na sua Linha, estava justamente lutando para a sua saúde, e ele não queria e não achava que era o momento de partir ainda, até pouco tempo antes do seu desencarnar. Eram desta forma sempre realizados muitos trabalhos de cura e atendimentos para ele. Porém, dentro desta luta, ele chegou num ponto em que decidiu ir mesmo...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi antes do São José de 1996, e ele foi chamando as pessoas, uma por uma, falando que era para parar de rezar para ele ficar, que era a sua hora... Mas não foi neste dia ainda, de São José, e ele até teve uma melhora. Passou alguns dias ele recolhido, como sempre bem lúcido em todos estes tempos, comunicando as suas últimas diretrizes e mensagens de Luz.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o dia de Sábado, ele olhou para a luz do dia e falou: - "Que dia bonito, eu quero ir é hoje!...", e estava dando um céu azul especial, bonito mesmo. Ele ficou olhando o tempo todo pela janela. Chegou uma pessoa próxima, se atuou, começou a cantar, e ele começou a cantar também os seus hinos. Cantou o "Caboclo Guerreiro", e ele foi assim mesmo, cantando com força e com fé, na sua passagem de Mestre (se fala que na mesma hora alguém soltou um foguete na vila...). Esta é digna de ser comparada às passagens dos Mestres orientais, que desencarnam de forma consciente, em "sámadhi", ou êxtase místico... sendo no caso do Daime, este mesmo "sámadhi" alcançado através dos hinos. Esta passagem é própria também dos "homens de poder", como os anciãos, os velhos xamãs das tribos norte-americanas, por exemplo, os quais sabem e podem escolher o melhor dia para atender o chamado do "mundo dos espíritos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este nobre homem nasceu o dia de São Miguel, em 1911, e desencarnou num Sábado, dia também de São Miguel na semana, o dia 23 de Março, dentro do período da Quaresma. "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtbOwOBiSgI/AAAAAAAAAGs/aCbNKfsmM2Y/s1600-h/mcorrentem1copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtbOwOBiSgI/AAAAAAAAAGs/aCbNKfsmM2Y/s400/mcorrentem1copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104494555464616450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.santodaime.org/comunidade/noticias/malice01.htm"&gt;Maria Alice Freire&lt;/a&gt;, responsável pela casa de cura que leva o nome do Padrinho Corrente na Vila Céu do Mapiá, relata a participação fundamental do "Vô Corrente" na abertura dos trabalhos de umbanda no âmbito do Cefluris:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando eu cheguei no Mapiá, que o Padrinho Sebastião mandou eu ir para a mata, abrir uma clareira lá junto com o Vô Corrente, para poder chamar os caboclos para curar os doentes, aquilo me surpreendeu, porque eu pensava... Não só pensava, como disse a ele: "&lt;/span&gt;Mas, Padrinho, para que o senhor precisa de caboclo? O senhor já tem tudo: já tem a Luz, a Verdade, a Justiça, a Sabedoria, o Amor, tudo na sua mão&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". Ele disse: "&lt;/span&gt;Mas eu preciso dos caboclos, minha filha! Porque meu povo não tem capacidade de acompanhar a luz do Daime e os caboclos é que vão me ajudar a limpar o canal do meu povo, para ele poder acompanhar a luz do Daime&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". Então, essa clareza ele me deu da dimensão exata daquele trabalho – conforme foi que os caboclos fizeram comigo: essa limpeza, esse aparelhamento, essa compreensão, essa caridade. Tudo isso que é um bê-a-bá muito simples: a pessoa se entregar ali na mão daquela entidade, para ela vir aparelhar e fazer a caridade. O trabalho com o pensamento, tudo isso é o bê-a-bá da história: a fé, a entrega, a caridade; a humildade que é preciso ter, porque se a pessoa se engrandece, aparelha outras coisas que não são os guias de cura, que são aqueles trapaceiros, aqueles embusteiros que vêm. A pessoa já tendo aquela instrução de base, quando entra no Daime, já tem mais condições no plano material dela para poder lidar com tudo aquilo. O Padrinho também tinha isso, também se desenvolveu numa banca espírita, já trabalhava com os guias dele de cura antes de chegar no Daime – então ele tinha essa clareza, de como isso facilita a vida da pessoa dentro do Daime. Muitas vezes a pessoa vai dentro do Daime se conhecer, vai saber que já tem relação com aquelas falanges e entidades de outras vidas, então já traz de outro tempo aquela missão. Tudo o Daime vai nos ensinar: a aparelharmos o nosso Eu Verdadeiro, o nosso Eu Superior, que é o principal e único verdadeiro aparelhamento que devemos conservar para sempre, né? O resto, são tudo alianças espirituais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São os seguintes os hinos ofertados ao Padrinho Corrente que compõem o caderno intitulado "Caboclo Guerreiro" narrando um pouco da trajetória espiritual desse bravo guerreiro, trabalhador das matas, chamado Manoel Corrente da Silva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 - Saí por uma Estrada (Graça Nascimento)&lt;br /&gt;02 - Peço e Rogo (Madrinha Maria Corrente)&lt;br /&gt;03 - Balança do Julgamento (Regina Pereira)&lt;br /&gt;04 - Beija-flor (Ângela Pimenta)&lt;br /&gt;05 - Rainha da Luz (Luiz Lopes)&lt;br /&gt;06 - Caboclo Guerreiro (Eduardo Ferreira)&lt;br /&gt;07 - Santo Deus (José Kleuber)&lt;br /&gt;08 - O Relho (Nonato Teixeira)&lt;br /&gt;09 - Eu Peço (Isabela Coutinho)&lt;br /&gt;10 - Com Jesus (Paulo Roberto)&lt;br /&gt;11 - Minha História (Alex Polari)&lt;br /&gt;12 - Grande Estudo (Vera Gall)&lt;br /&gt;13 - Peço Força a meu Pai (Maria Cristina Santos)&lt;br /&gt;14 - Vim Apurar (Beto)&lt;br /&gt;15 - Comparecer (Fausto)&lt;br /&gt;16 - Vamos Agradecer (Edimar)&lt;br /&gt;17 - Corrente (Baixinha)&lt;br /&gt;18 - Como eu amo o meu Padrinho (Baixinha)&lt;br /&gt;19 - Caboclo Estrada Frente (Maria Alice)&lt;br /&gt;20 - Sou o Daime (Neiva)&lt;br /&gt;21 - Construção do Templo (Vera Fróes)&lt;br /&gt;22 - Chuva Divina (Bernardo Albino)&lt;br /&gt;23 - Alerta Geral (Joaquim Carvalho)&lt;br /&gt;24 - Caboclo Afirma o Ponto (Cecília)&lt;br /&gt;25 - Linha de Umbanda (Vera Apolônio)&lt;br /&gt;26 - Bom Curador (Susana)&lt;br /&gt;27 - Estrela do Oriente (Beatriz Vidal)&lt;br /&gt;28 - São Miguel (Cristina Motta)&lt;br /&gt;29 - Cruzeiro Iluminado (Eduardo Gabrich)&lt;br /&gt;30 - Viva o Padrinho (Pedro Malheiros)&lt;br /&gt;31 - Silêncio (Manoel Paulo)&lt;br /&gt;32 - Luz do Espírito Santo (Noêmia Cotrim)&lt;br /&gt;33 - Guerreiros do Amor (Joana Palhares)&lt;br /&gt;34 - Caboclo Bom (Elisabete)&lt;br /&gt;35 - Vou Chamar (Nonato Teixeira)&lt;br /&gt;36 - O Velho (Alessandra)&lt;br /&gt;37 - Festa de São Miguel (Maria Brilhante)&lt;br /&gt;38 - Mais Um (Padrinho Alfredo)&lt;br /&gt;39 - O Plantar e Colher (Júlio César)&lt;br /&gt;40 - Estrela Guia (Luciana Rocha)&lt;br /&gt;41 - Grande Rei (Luiz Roque)&lt;br /&gt;42 - Irmãos em Cristo (Gilda Guilhon)&lt;br /&gt;43 - No Infinito do Espaço (Sônia Palhares)&lt;br /&gt;44 - É Pra Você (Conceição Carvalho)&lt;br /&gt;45 - Quebra Demanda (Conceição Carvalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar as mp3 do hinário "Caboclo Guerreiro", em gravação especial na Vila Céu do Mapiá, clique em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?42jymna2izl"&gt;Caboclo Guerreiro - hinos 01 a 23&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?83mwxxli1nn"&gt;Caboclo Guerreiro - hinos 24 a 45 (com caderno e cifras)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheça também a obra da &lt;a href="http://www.santacasadecura.org/content/blogsection/0/9/"&gt;Santa Casa de Cura Padrinho Manoel Corrente&lt;/a&gt;, e seja mais um colaborador!...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4487426406699657775?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4487426406699657775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4487426406699657775&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4487426406699657775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4487426406699657775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/08/o-caboclo-guerreiro-do-padrinho.html' title='O &quot;Caboclo Guerreiro&quot; do Padrinho Corrente'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RtbRWeBiSiI/AAAAAAAAAG8/hXAigC43Zpk/s72-c/ppadd+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-2661869489192041197</id><published>2007-08-22T21:21:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:04.831-03:00</updated><title type='text'>"O Peregrino" na residência do Padrinho Nonato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RszRpuBiSeI/AAAAAAAAAGc/bYoZNTtWN0c/s1600-h/Imagem+068.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RszRpuBiSeI/AAAAAAAAAGc/bYoZNTtWN0c/s400/Imagem+068.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101682992563243490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Nonato Teixeira no velório do Mestre Irineu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Francisco de Assis, fundador da ordem religiosa dos franciscanos, nasceu na cidade de Assis, na península itálica, em 1182 e faleceu a 4 de outubro de 1226. Filho do rico comerciante Pedro Bernardone e Joana Picá de Boulermont, foi batizado a princípio com o nome João (Giovanni), mas Bernardone resolveu mudar  o nome do filho para Francisco rendendo homenagem à França que o enriquecera e lhe despertava a sede de nobreza. Francisco associou-se aos negócios paternos, mas com sonhos de explorações cavaleirescas e revolucionárias, luta contra a Prússia e, depois (1206), dedicou-se inteiramente ao serviço de Deus. Viveu , a princípio, como eremita, mas rodeou-se, depois, (1208/1209), de discípulos decididos a viver com ele na pobreza evangélica. Em 1210, o Papa Inocêncio III aprovou a regra franciscana. Em 1212, com Santa Clara, Francisco fundou a Ordem das Clarissas. Doente, assistiu ao IV Concílio de Latrão e obteve a colocação de uma indulgência especial, dita da "Porciúncula". Em 1220 regressa do Egito a fim de providências modificações introduzidas na ordem por seus vigários; pediu demissão do ministério geral, mas continuou sua prédica fraternista. Em 1221, fundou a Ordem Terceira Franciscana: modificou sua regra duas vezes a pedido de Roma. Em 1224, recebeu em Alverne os estigmas do Cristo. Já moribundo, compôs o poema "Cântico ao Sol". Tendo vivido uma existência de profunda compreensão à natureza, a Igreja Católica, menos de dois anos após seu falecimento resolveu canonizá-lo como São Francisco de Assis.  No meio do sertão cearense, em Canindé, recebeu a consagração popular de &lt;a href="http://www.umbu.hpg.ig.com.br/HINOS.htm"&gt;São Francisco das Chagas de Canindé&lt;/a&gt;, festejado a 4 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mauc.ufc.br/expo/1983/01/"&gt;Maria Helena Cardoso&lt;/a&gt; nos conta um pouco sobre essa rota dos peregrinos nordestinos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Canindé, no meio do sertão do Ceará, é um centro regional de peregrinação, onde está o santuário-basílica de São Francisco das Chagas. O culto remota ao início do século XVIII, quando os franciscanos, em suas viagens de apostolado pelo Norte e Nordeste, agremiaram os fiéis na Ordem Terceira de São Francisco das Chagas do Recife. Por volta de 1775, foi principiada a construção de uma igreja, à margem do Rio Canindé, cujas obras demoraram até 1796, quando se inaugurou o Santuário com a chegada da imagem do padroeiro. Em 1817 é criada a paróquia. Em 1898 o bispo de Fortaleza confia o santuário aos capuchinhos que levantaram o atual templo de 1910 a 1915. Os franciscanos da província de Santo Antônio assumem a administração em 1923, continuando até o presente. O santuário é elevado à Basílica (1925/1926). O tempo atual de romarias se estende de agosto até fins de dezembro, sendo estas especialmente numerosas durante a novena de São Francisco e preparação à festa do padroeiro, a 4 de outubro. Costumes peregrinos de origem remota ainda perduram nesse santuário, como o uso de mortalha como hábito franciscano para os romeiros e também o sacrifício de cabelo como símbolo de fecundidade-costume que remonta aos nossos antigos índios, tendo sido aos poucos assimilado e cristianizado. Durante a novena e festa, os peregrinos chegam a 35 mil por dia, e realiza-se todas as tardes com o painel do santo taumaturgo; muitos romeiros cumprem suas promessas nessa ocasião, carregando, por exemplo, pedras sobre a cabeça, andando descalços e de joelhos, com cruzes ao ombro, caminhadas de centenas de quilômetros, etc. O número de caminhões, durante os dez dias da novena, chega a 85 mil, fora outros meios de transporte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RszRp-BiSfI/AAAAAAAAAGk/77LoLZ02FFE/s1600-h/as-13p.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RszRp-BiSfI/AAAAAAAAAGk/77LoLZ02FFE/s400/as-13p.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101682996858210802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É durante todo o ano que o município de Canindé recebe devotos de São Francisco de Assis. Uns vão demonstrar a gratidão pelas graças alcançadas. Outros estão ali pela primeira vez, fazendo seus pedidos, além daqueles que estão lá mais uma vez em busca de uma nova graça. No entanto, é em outubro - mês dedicado ao santo - que a ida e vinda de fiéis realmente ganha força. Nesse período, a cidade recebe cerca de dois milhões de visitantes, cearenses e de outros estados, muitos dos quais fazendo a travessia a pé. Por todo o dia, as celebrações dividem-se entre a Basílica de São Francisco das Chagas, a igreja de Nossa Senhora das Dores e a Cristo Rei. Vale destacar que a devoção do público fez com que o Vaticano reconhecesse a igreja como Basílica, status reservado apenas aos principais destinos de peregrinos cristãos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1978, a fim de pagar uma promessa ao Santo de devoção, o padrinho Wilson Carneiro de Souza e sua esposa a madrinha Zilda Teixeira, viajaram ao Canindé, no Ceará. Também visitaram os parentes do Padrinho Wilson na antiga Freguesia de Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, terra natal também do ilustre médico introdutor do espiritismo kardecista no Brasil, &lt;a href="http://www.kardecian.org/bezerra_menezes.html"&gt;Adolfo Bezerra de Menezes&lt;/a&gt;. Dessa viagem foi que, em sua passagem por Belém do Pará, o casal recebeu em adoção o neto George Washington que lá nascera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa devoção dos pais ao São Francisco das Chagas foi certamente determinante para que, anos mais tarde, seu filho caçula, Raimundo Nonato (nascido em Tarauacá - Acre, em 14 de Julho de 1949) desse a seu hinário o nome de "O Peregrino". Conta o site &lt;a href="http://www.uniaoestrelaguia.com.br/"&gt;União Estrela Guia&lt;/a&gt; que o Padrinho Nonato iniciou seus trabalhos no Santo Daime com a idade de 13 anos, havendo convivido com o Mestre Irineu por mais de 9 anos (de 1962 a 1971). Comerciante, assim como o pai, o Padrinho Nonato se casou bem jovem com Maria das Graças Nascimento, a Madrinha Graça, já sendo homem casado e pai na época do falecimento do Mestre. Problemas de saúde o levaram a ir residir próximo aos pais na Colônia Cinco Mil, depois que estes se mudaram para lá, e na força do Santo Daime de que se tornou feitor, e amparado pela força resplandecente de seu hinário, no ano de 1990 passou à administração da Colônia, cargo que ocupou por 7 anos, até pouco antes da passagem de seu pai. Hoje, desenvolve seus trabalhos com o Santo Daime na "Vila Carneiro", na Estrada da Colônia Cinco Mil, dirigindo o Pronto-Socorro Raimundo Irineu Serra que também abastece diversos centros daimistas fora do Acre ligados aos preceitos doutrinários deixados pelo Mestre Irineu e o Padrinho Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente gravação é uma "lembrança" histórica - no dia 14 de julho de 1988, quando participei do hinário do Padrinho Nonato pela primeira vez, registrei alguns hinos em um cassete de 90 minutos que inclui os hinos do número 36 ao 69. Os instrumentos entram a partir do hino 53, ofertado à Regina Pereira, e se destaca o acordeon conduzido por Dionísio Viegas. A gravação é doméstica pois o hinário foi cantado na própria residência do casal Nonato e Graça, e os filhos ainda crianças cantam forte, e há uma curiosidade: se pode ouvir também o Padrinho Wilson, que estava dirigindo a sessão, em um determinado momento pedir para fecharem as janelas. Em breve iremos publicar "O Peregrino" integralmente, pois Eduardo Sampaio, da Igreja Céu do Ceará, também gravou os festejos de inauguração do Pronto-Socorro Raimundo Irineu Serra em Rio Branco no último 14 de julho, e já se prontificou a veiculá-lo através de nosso blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer o download de "O Peregrino", de Raimundo Nonato Teixeira de Souza, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?angtixy2ztm"&gt;O Peregrino - hinos 36 a 69 (gravação de 1988)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-2661869489192041197?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/2661869489192041197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=2661869489192041197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2661869489192041197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2661869489192041197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/08/o-peregrino-na-residncia-do-padrinho.html' title='&quot;O Peregrino&quot; na residência do Padrinho Nonato'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RszRpuBiSeI/AAAAAAAAAGc/bYoZNTtWN0c/s72-c/Imagem+068.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8958297780694683600</id><published>2007-08-17T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:05.179-03:00</updated><title type='text'>Presentes do Padrinho Wilson: "Chave de Ouro"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RsYGzuBiScI/AAAAAAAAAGM/idC-BT4M1Fg/s1600-h/padwemi+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RsYGzuBiScI/AAAAAAAAAGM/idC-BT4M1Fg/s400/padwemi+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099771113641232834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Padrinho Wilson e seu neto Miraci&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1988, durante as realizações do vídeo-documentário "São João na Terra" na Colônia Cinco Mil, o Padrinho Wilson Carneiro &lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=13&amp;idArtigo=165"&gt;relatou&lt;/a&gt; como passou a comandante da primeira igreja-matriz do Cefluris:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando foi a 15 de fevereiro de 1981 eu cheguei [para morar] na Cinco Mil. Aí eu fiquei lá na casa de um fazendeiro, na casa do meu genro. Fiquei, e quando foi no fim de junho ele me chamou para tomar conta da igreja. Eu disse: Padrinho, eu não quero ficar de diretor da igreja, eu não tenho capacidade disso. &lt;/span&gt;"Mas é o senhor o escolhido, o senhor não tem pra onde correr". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Padrinho, mas eu reconheço de mim que não tenho capacidade de dirigir um centro espírita.&lt;/span&gt; "Aprende como eu aprendi, mas não tem pra onde correr: o escolhido é o senhor". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aí eu fui com o Alfredo, que é o comandante geral da Doutrina, e disse: Alfredo, o Padrinho quer que eu fique como dirigente da igreja, eu conheço de mim que não tenho capacidade de dirigir um centro espírita. &lt;/span&gt;"Padrinho, mas é o senhor o escolhido, não adianta correr que o escolhido é o senhor. Olha, papai pegou no timão, eu peguei, agora é o senhor". (...) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aí nisso quando eles me entregaram a chave da igreja, o Alfredo me entregou um hino que fala &lt;/span&gt;"Agora tu recebes esta chave de ouro". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi o hino que me entregaram quando entregaram a chave da igreja. Mas que a minha missão mesmo é cuidar dos doentes, essa foi a missão que o Mestre me deixou. Eu vivo dirigindo a igreja mas a minha missão mesmo é cuidar dos doentes... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento da categoria de "hinos ofertados" se deu a partir dessa época como verdadeira novidade entre os daimistas do Cefluris. Mas quando recebeu as chaves do comando da igreja, juntamente com esse hino o Padrinho Wilson recebeu também instrução de que "estudasse" também o hino anterior do Padrinho Alfredo, que havia sido "ofertado" à esposa do Padrinho Manoel Corrente, Dona Maria, de modo que este caderno de hinos do Padrinho Wilson abre não-usualmente com dois hinos do Padrinho Alfredo. A conexão pode ter se devido ao fato de São Pedro ser conhecido popularmente como o "chaveiro do céu", mas outra coincidência rara surgiria depois: o Padrinho Wilson recebeu um hino "ofertado" da Baixinha que também foi ofertado ao Padrinho Corrente, e por isso os cadernos de hinos de ambos partilham um mesmo hino em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se entender o fenômeno dos hinos presenteados, devemos recordar que os participantes do Culto do Santo Daime entre os quais surgiu essa  "modalidade"  foram beneficiários de uma herança cultural anterior onde músicas eram executadas em público com dedicatórias especiais, costume esse também desenvolvido nos programas de rádio, onde até hoje existem programas assim, onde se pedem que se toquem músicas para se dedicar a alguém. Essa forma de gentileza ou cortesia se estendeu ao contexto dos hinários, sendo compreendido em termos doutrinários mais como "dedicatória" do que como "presente" (se afirma que a pessoa que "dá um hino" deixa de ser dele o dono, abre mão dele, e assim deveriam fazer os que pretendem "presentear" alguém com um hino que, afinal, mais do que uma "prenda" representa também uma responsabilidade espiritual para seu "guardião"). A partir do Padrinho Alfredo, entretanto, os hinos ofertados foram utilizados até como indicadores de relação de poder - por exemplo, hinários que "abrem" com hinos ofertados pelo Padrinho Alfredo, como este do Padrinho Wilson, indicam que seu proprietário ou "guardião" se rege pela direção espiritual do Padrinho Alfredo. Isso não foi "normatizado" entretanto, e o próprio caderno de hinos presenteados ao Padrinho Corrente não abre com o hino presenteado a este pelo comandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os seguintes os hinos presenteados ao Padrinho Wilson:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 - "São Pedro" (Padrinho Alfredo)&lt;br /&gt;02 - "Chave de Ouro" (Padrinho Alfredo)&lt;br /&gt;03 - "Consagrando esta União" (Gecila Teixeira)&lt;br /&gt;04 - "Peço a meu Mestre" (Clícia Cavalcante)&lt;br /&gt;05 - "Oh Meu Divino Pai" (Maria Brilhante)&lt;br /&gt;06 - "Chorando e Lembrando" (Padrinho Nonato)&lt;br /&gt;07 - "Rainha do Céu" (Ramiro Nascimento)&lt;br /&gt;08 - "Cavalo Branco" (José Kleuber)&lt;br /&gt;09 - "Do Silêncio" (Odemir Raulino)&lt;br /&gt;10 - "Parabéns" (José Kleuber)&lt;br /&gt;11 - "Dou Viva a Deus no Céu" (Padrinho Nonato)&lt;br /&gt;12 - "Este Reino nos pertence" (José Kleuber)&lt;br /&gt;13 - "Casa Santa" (José Kleuber)&lt;br /&gt;14 - "São João, São Irineu" (Eduardo Ferreira)&lt;br /&gt;15 - "Pedi a Deus" (Ricardo Araújo)&lt;br /&gt;16 - "Linha de Arroxim" (Vera Fróes)&lt;br /&gt;17 - "A Chave da Harmonia" (Marina Ruberti)&lt;br /&gt;18 - "Divina Milícia" (Alex Polari)&lt;br /&gt;19 - "Três Reis do Oriente" (Maria Eunice "Linda")&lt;br /&gt;20 - "Meu Padrinho" (Baixinha)&lt;br /&gt;21 - "Não deixo entrar" (Eduardo Bayer)&lt;br /&gt;22 - "Madrinha Zilda" (Eduardo Ferreira) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;*excluído&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;23 - "Luz do Resplandor" (Cristina)&lt;br /&gt;24 - "Essa Bebida" (Morena)&lt;br /&gt;25 - "Amor, Verdade. Justiça" (Vera Apolônio)&lt;br /&gt;26 - "Estava em pé firmado" (Cristina Mota)&lt;br /&gt;27 - "A flor milagrosa" (Manno)&lt;br /&gt;28 - "Poder do Pai" (Pedro Malheiros)&lt;br /&gt;29 - "Batizado" (Maria Helena)&lt;br /&gt;30 - "Ao amanhecer do dia" (Eduardo Bayer)&lt;br /&gt;31 - "Quem é o dono" (Francisco Corrente)&lt;br /&gt;32 - "Santo e Santa" (Almira)&lt;br /&gt;33 - "Papai Velho de Amor" (Maria Alice)&lt;br /&gt;34 - "Comando Divino" (Xiquinha Teixeira)&lt;br /&gt;35 - "Meu Padrinho" (Arlene)&lt;br /&gt;36 - "Meu Pai, Dai-me Luz" (Guilherme)&lt;br /&gt;37 - "Flor de Jaci" (Luís Paulino)&lt;br /&gt;38 - "Rei do Amor" (Adriano)&lt;br /&gt;39 - "Vou seguindo" (Paulo)&lt;br /&gt;40 - "Nova Aliança" (Eduardo Bayer)&lt;br /&gt;41 - "I cantá" (Paulo Sarvel)&lt;br /&gt;42 - "Força da Luz do Sol" (Noêmia Cotrim)&lt;br /&gt;43 - "Arroxim" (Cristina)&lt;br /&gt;44 - "Amém Jesus" (Padrinho Nonato)&lt;br /&gt;45 - "São Vicente" (Eduardo Gabrich)&lt;br /&gt;46 - "Vamos zelar o tempo" (Paim)&lt;br /&gt;47 - "Aqui" (Ramiro Nascimento)&lt;br /&gt;48 - "A verdade virá a todos" (Luiz Roque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente gravação do hinário "Chave de Ouro" se deu a 16 de julho de 2007, na Colônia Cinco Mil, por ocasião dos festejos de inauguração da sede do Pronto-Socorro Raimundo Irineu Serra, dirigido pelo filho caçula do Padrinho Wilson, Raimundo Nonato Teixeira de Souza. Uma cortesia de Eduardo Sampaio, da igreja Céu do Ceará, que inclui ainda dois bônus gravados na ocasião. Destaque para o coral de vozes femininas e a condução musical da família do Padrinho Wilson. Para baixar as mp3 com caderno de hinos em formato para impressão, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?52dnmyheclm"&gt;"Chave de Ouro" - parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?5yw3z20mmhn"&gt;"Chave de Ouro" - parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RsYGz-BiSdI/AAAAAAAAAGU/d3SDvpYxM_g/s1600-h/PadWilson1995.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RsYGz-BiSdI/AAAAAAAAAGU/d3SDvpYxM_g/s400/PadWilson1995.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099771117936200146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Padrinho Wilson Carneiro de Souza&lt;br /&gt;(1920 - 1998)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8958297780694683600?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8958297780694683600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8958297780694683600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8958297780694683600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8958297780694683600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/08/os-presentes-do-padrinho-wilson-na.html' title='Presentes do Padrinho Wilson: &quot;Chave de Ouro&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RsYGzuBiScI/AAAAAAAAAGM/idC-BT4M1Fg/s72-c/padwemi+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4419177705318710072</id><published>2007-08-08T14:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:05.577-03:00</updated><title type='text'>O vôo do Arroxim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RrnzzKyJ-pI/AAAAAAAAAF8/LmqzSopKENo/s1600-h/arroxims.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RrnzzKyJ-pI/AAAAAAAAAF8/LmqzSopKENo/s400/arroxims.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096372513740028562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Linha de Arroxim" é o título do caderno de cura de um dos fundadores do Cefluris, o Padrinho Wilson Carneiro de Souza. Em 18 de julho de 2005 a irmã Biná quis enviar do Céu do Mapiá para toda a irmandade este seu carinhoso depoimento sobre o amigo Padrinho Wilson, falecido a 26 de junho de 1998:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wilson Carneiro chegou da Colônia Cinco Mil chamado pelo Padrinho Sebastião que estava no Rio de Janeiro, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em convalescença devido ao “grande coração”, para ajuda-lo nos trabalhos espirituais e orientar os primeiros grupos de daimistas que ser formavam no Rio e em Visconde de Mauá, e que muito se beneficiaram com a presença do ilustre professor, viva voz da doutrina do Santo Daime.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wilson Carneiro, homem trabalhador, conceituado comerciante ambulante, conheceu o Mestre Raimundo Irineu Serra quando doente o foi procurar; obtendo a cura o acompanhou até seus derradeiros dias na terra. Recebeu diretamente das suas mãos a guarda e zeladoria do Pronto Socorro para atender os necessitados, que o proprio Mestre mandava. Função que exercia com dedicação e mestria deixando transparecer o grande amor e gratidão ao Mestre que não conhecemos em matéria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após a passagem do Mestre Irineu, viu no Padrinho Sebastião seu continuador, vindo em pouco tempo residir com toda sua família na Colônia Cinco Mil, sendo um dos principais colaboradores para o crescimento e sustentação da comunidade, que foi a origem da expansão da Bebida Sagrada no "mundo inteiro", como havia previsto o Mestre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Padrinho Wilson Carneiro um dos "guerreiros do amor", fiel escudeiro do Mestre Sebastião, como ele, tinha o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dom e a delicadeza de lidar com a alma feminina. Sempre rodeado de mulheres, um perfeiro cavalheiro que sabia conquistar com afeto e dedicação trabalhando sempre em benefício do bem e da cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se referindo ao ritual do trabalho de cura recebido pelo Mestre dizia: "&lt;/span&gt;Respeito todos os rituais de trabalho sendo com Deus. Mas o trabalho que recebi do meu Pai e que dirijo não tem misturas. Não se toca no doente, não se faz massagem. Na hora que alguém cai perdendo os sentidos não se deve tocar a pessoa porque muitas vêzes está recebendo uma cura ou operação. Deve-se apenas amparar para que não fique desconfortável, deixando que o próprio Daime manifeste na pessoa. É preciso ter atenção aos hinos, não cantar acelerado para entender seus ensinamentos e poder po-los em prática. A corrente de cura exige total concentração e atenção no objetivo do trabalho para que os doentes possam se entregar com toda confiança e destrinchar espiritualmente suas visões sobre a doença, suas causas kármicas e as transformações exigidas, para que a cura possa ocorrer e se manter. Deve-se também permanecer no lugar pelo menos duas horas, só sair em caso de necessidade. O entra e sai atrapalha a corrente. Durante o trabalho não se deve beber água porque corta a miração. No primeiro trabalho que participei foi para tirar minhas dúvidas. Dentro do Daime fui operado, tiraram o intestino velho e colocaram um novo. Fiquei curado pelo Mestre, depende de confiar&lt;span style="font-style: italic;"&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando vinha ao Céu do Mapiá em visita dirigia os trabalhos de cura na “Estrela”. Nessas ocasiões recebia convites para almoçar, cada dia em uma casa que esmerava para agradá-lo. Como comerciante de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;comestíveis gostava de comer bem. Um ancião feliz que soube aproveitar o melhor que a vida oferecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este auténtico xamã do norte brasileiro está na memória daqueles que o conheceram e tiveram oportunidade de ouvir seus ensinamentos e receber curas nos seus memoráveis trabalhos na “Linha do Arrochim”. Em nome desses e em meu nome, dou viva ao Padrinho Wilson Carneiro pela data do seu nascimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RrnzzKyJ-qI/AAAAAAAAAGE/UR0OFp0Bom4/s1600-h/padwilson88+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RrnzzKyJ-qI/AAAAAAAAAGE/UR0OFp0Bom4/s400/padwilson88+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096372513740028578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/wilson.htm"&gt;depoimento&lt;/a&gt; no site do Ciclumig, Wilson Carneiro recordava como sempre o comportamento impecável do seu venerando Mestre:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu fui bem tratado pelo Mestre. Um dia, eu perguntei a ele:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mestre, eu queria saber que merecimento eu tenho, porque quando eu viajo, eu não levo nem rede, nem roupa e nem rancho e eu nunca dormi no chão e nunca passei fome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você acredita na lei cármica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acredito sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É porque na vida anterior você soube fazer o seu terreno e nunca negou uma dormida, nunca negou uma comida. Então você já está recebendo. Meu filho, o terreno a gente prepara é em vida, não pense que é depois que morre não. Assim você já está colhendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sempre visitava o Mestre, fora os trabalhos. Quando eu peguei amor por ele, eu ia lá e levava uma sacolinha. Eu levava almoço, e almoçava com ele. Na mesa, Mestre Irineu não dava uma palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o ano de 1966, quando tinha quatro anos de serviço no Daime, Wilson Carneiro tornou-se responsável de um Pronto-Socorro do Daime na cidade, já que a Colônia do Alto Santo distava muito do centro de Rio Branco e além disso as estradas eram intrafegáveis nos meses de chuva. Além disso, por possuir carro, o futuro Padrinho Wilson podia colaborar na expedição de Daime para Porto Velho nos aviões do Correio Aéreo Nacional, a pedido do Mestre Irineu.  Desse modo  a casa do Padrinho Wilson passou a ter um local para realização dos rituais de cura com o Daime, como relatei na homenagem a ele na revista &lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=13&amp;idArtigo=165"&gt;Arca da União&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para os trabalhos de cura, Wilson Carneiro chamava a senhora Clícia Cavalcante, esposa de um proeminente advogado da cidade e fardada na Doutrina há mais tempo que ele, para prestar o atendimento aos doentes cantando o hinário por ele preferido, que era o de Maria Damião. Ao saber disso, Dona Percília, chefe do ritual no Centro, corrigiu-o dizendo ser necessário que este começasse sempre pelos hinos do Mestre Irineu, pois este era o tronco da Doutrina, e ser sempre preciso principiar a "subida" pelo tronco e não pelas ramas. Assim, Wilson Carneiro começou a formar um caderno de hinos para seus trabalhos de cura, caderno este que hoje conhecemos como da "Linha de Arroxim" recordando que, quando de seus aniversários, o hinário cantado em sua residência era o de Raimundo Gomes, o qual ali comparecia com sua família todos os anos para esse serviço espiritual, e onde Arroxim era citado mais de uma vez como espírito curador "&lt;/span&gt;que vem como um beija-flor&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". Sebastião Mota, sempre convidado para esse festejo, relembraria depois em seu próprio hinário a força desse beija-flor da cura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Linha de Arroxim&lt;br /&gt;(Raimundo Gomes)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os caminhos estão abertos&lt;br /&gt;É para todos nós seguir&lt;br /&gt;Eu sigo é com meu Mestre&lt;br /&gt;Na linha de Arroxim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha de Arroxim&lt;br /&gt;É linha de curador&lt;br /&gt;Eu curo é para servir&lt;br /&gt;Com o poder do Criador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arroxim é um espírito&lt;br /&gt;Que vem como um beija-flor&lt;br /&gt;Chame a nove pontos&lt;br /&gt;Que aqui logo eu estou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estrelas do Astral&lt;br /&gt;"É" quem dão forças para curar&lt;br /&gt;Também nascem fortes forças&lt;br /&gt;Das profundezas do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu emprego os meus esforços&lt;br /&gt;É para vós aqui brilhar&lt;br /&gt;Para vós ter forte luzes&lt;br /&gt;Para vir nos iluminar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dou o seguimento&lt;br /&gt;É para todos se firmar&lt;br /&gt;Para seguir neste caminho&lt;br /&gt;Para nesta casa chegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho fé na Mãe Divina&lt;br /&gt;Que Vós é de me ajudar&lt;br /&gt;Que eu sigo é com meu Mestre&lt;br /&gt;Para chegar aonde Vós está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presente gravação do Caderno de hinos de cura do Padrinho Wilson - hoje intitulado "Linha de Arroxim" para diferenciá-lo do outro caderno de hinos do mesmo Padrinho, o "Chave de Ouro", que reúne os hinos a ele dedicados - foi realizada em Rio Branco por seu braço-direito nas sessões de cura, o neto Washington (que foi também seu filho-de-criação no final da existência terrena de sua adorada esposa, a Madrinha Zilda Teixeira). Conheci Washington ainda solfejando com voz de "menino cantor de Viena" estes hinos de cura, antes ainda que ele se tornasse o guitarrista que é hoje, e a "cara" desse trabalho de cura para mim é mesmo ouvi-lo puxando o coro das vozes femininas na vibração própria dos "povos da floresta". A generosa colaboração é do irmão Eduardo Sampaio, da igreja &lt;a href="http://wwww.igrejaceudoceara.com.br/"&gt;Céu do Ceará&lt;/a&gt;, ligada ao Pronto-Socorro Raimundo Irineu Serra que comemorou o mês passado a inauguração de sua nova igreja na Estrada da Colônia Cinco Mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar as mp3, com arquivos de texto e para impressão anexos, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?81m7cgvd0d0"&gt;"Linha de Arroxim" - 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?cm5lmwiy9nu"&gt;"Linha de Arroxim" - 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4419177705318710072?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4419177705318710072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4419177705318710072&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4419177705318710072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4419177705318710072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/08/linha-de-arroxim.html' title='O vôo do Arroxim'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RrnzzKyJ-pI/AAAAAAAAAF8/LmqzSopKENo/s72-c/arroxims.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-3185597281726131349</id><published>2007-08-06T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:05.895-03:00</updated><title type='text'>Trabalho de Cura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rrd-76yJ-lI/AAAAAAAAAFc/iOKC2v_aFro/s1600-h/mestreestandarte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rrd-76yJ-lI/AAAAAAAAAFc/iOKC2v_aFro/s400/mestreestandarte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095681071250012754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arte de &lt;a href="helkalu@gmail.com"&gt;Helka Lu&lt;/a&gt;: estandarte com a figura do Mestre Irineu na Igreja Céu da Lua Cheia (São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em depoimento ao jornal acreano &lt;a href="http://www2.uol.com.br/pagina20/4abril2003/site/03042003/estilo.htm"&gt;Página 20&lt;/a&gt;, o nonagenário Mário Rodrigues Albuquerque contou sua experiência de cura com o Daime:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seu Mário Albuquerque comenta que, logo no primeiro dia que tomou a santa bebida, começou a se metamorfosear e, na ‘miração’ que teve, viu uma mesa cheia de médicos e enfermeiros que começaram a operar o seu estômago. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“&lt;/span&gt;Fui operado no invisível com o mestre Irineu. Guiados por Jesus Cristo, eu vi nitidamente os espíritos curadores tirando pedras dos meus rins e do meu fígado. Antes deste contato, eu sentia muitas dores e não podia comer nada. Depois do trabalho espiritual, as dores desapareceram e nunca mais adoeci&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, relata. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para ele que participa da doutrina há 40 anos, o Daime é uma santa bebida. Veículo concreto para que Jesus Cristo, o mestre dos mestres, possa curar as doenças que maltrata o desgarrado homem na terra. “&lt;/span&gt;Isso depende também do merecimento de cada um&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, diz reafirmando que quem cura mesmo é Deus. “&lt;/span&gt;Hoje dou testemunho dessa doutrina porque, verdadeiramente, não sinto mais nenhum tipo de doença, mesmo tendo 90 anos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falando da estreita amizade que cultivava com o mestre, seu Mário conta que Irineu Serra lhe disse que, no principio da doutrina, tomou Daime, se separou da matéria, subiu para o astral e se encontrou com a Nossa Senhora, genitora de Jesus Cristo. Ele pediu a virgem mãe para que, na terra, fosse um curador de todos os males que afligem a frágil, feia e bela espécie humana. Segundo seu Mário, Nossa Senhora respondeu para Irineu Serra que ele não podia ser um curador porque iria cobrar dinheiro aos doentes, pois sua ação de cura não teria sucesso, nem para ele, nem para os enfermos, nem para ninguém. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“&lt;/span&gt;O mestre prometeu a Nossa Senhora que não cobraria nada de ninguém e, com a promessa de Irineu Serra, a mãe de Deus colocou todos as espécies de cura, todos os verdadeiros poderes, dentro dessa bebida. E, com os poderes de Jesus Cristo manifestados na bebida, Irineu começou a curar e a criar fama no Acre e em toda a Amazônia&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, testemunha o sempre amigo e discípulo de Raimundo Irineu Serra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O ancião, no alto do seu conhecimento, define o mestre Irineu Serra como um combatente das contradições existentes nos homens, suas teorias e práticas, palavras e ações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“&lt;/span&gt;Mestre Irineu procurava enaltecer as virtudes e não os pseudo-defeitos humanos. Ele não atirava pedras em ninguém. Era contra a comercialização dessa santa bebida e dizia para todos que quem quisesse tomá-la viesse beber na sua origem. Entendo que a verdadeira amizade é a da ausência física, porque, de perto, ninguém é normal&lt;span style="font-style: italic;"&gt;” &lt;/span&gt;(...)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falando dos conflitos atuais que afligem a espécie humana, seu Mário Rodrigues conta que mestre Irineu Serra queria e trabalhava para a existência de paz e de tranqüilidade entre os homens. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“&lt;/span&gt;Mestre Irineu não aceitava nenhum tipo de guerra. Ele era um cidadão de todas as raças, todos os povos, um homem simples e profundo que pertencia ao planeta terra. Ele morreu e ficou a desunião entre as pessoas, entre as famílias, entre as categorias sociais, entre os povos, isso é triste. Mas ainda é tempo do homem se redimir, se corrigir das suas contradições e dos seus pecados mundanos, infernos íntimos e conflitos sociais&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, acredita o velho sábio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para finalizar, seu Mário diz que a mentira, a ganância, o consumismo, a falta de amor ao próximo, o teatro malfeito, a prepotência, a inveja, a luxúria, a dissimulação, a farsa, entre outras doenças psíquicas, são males e pecados maiores que o vício do álcool ou de outras substâncias entorpecentes, que também afligem e consomem os homens tolos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“&lt;/span&gt;Examinem a consciência, examinem direitinho... Sou pai e não sou filho...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, diz parte de um hino do também seguidor do mestre Irineu, Sebastião Mota. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos mais antigos seguidores do Padrinho Sebastião, Eduardo Salles Freitas, o &lt;a href="http://www.ceudemaria.org/800x600/pdeduardo.html"&gt;Padrinho Eduardo&lt;/a&gt;,  discorre sobre os trabalhos de cura com o Daime:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"(...) as mulheres têm que cantar sempre: “S&lt;/span&gt;e não agüentam tem que deixar para as outras, até poder voltar. O hinário aberto tem que ser cantado inteiro, não pode puxar hinos de outros hinários. O canto tem que passar sempre a firmeza de cada um, com amor e verdade, para ter força para ajudar aos irmãos na corrente. Para isso não pode ter ciumeira na igreja, pois a cura é para todos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”. Sobre os trabalhos, nos lembra que o mais sério é o feitio: “&lt;/span&gt;Quando o Daime está apurando é que Deus vem se aproximando. Por isso tem que ter muita concentração para fazer o Santo Daime, e não é todo mundo que pode. Essa conduta vale também para o salão, onde se deve fazer sempre belezura, e não terrores. Trabalho de cura tem que ter calma e tranqüilidade, senão não cura. Tomar Daime é pra uma finalidade só, a salvação. Bebe para limpeza de espírito, pra receber a luz, se arrepender e ter salvação. O professor é o Santo Daime, e ele só ajuda se a pessoa merece&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”. “&lt;/span&gt;Não devemos esquecer da dieta de três dias antes e três dias depois do Daime, tanto para entrar quanto pra sair&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, fala o Padrinho Eduardo – “&lt;/span&gt;a doutrina de Sebastião Mota é fora de toda vaidade, não se bebe bebida alcoólica&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”, e afirma: “&lt;/span&gt;Deus é a perfeição do sol, da lua e das estrelas, não tem moda, não tem modelo&lt;span style="font-style: italic;"&gt;” &lt;/span&gt;(...)"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A antropóloga Sônia Weidner Maluf, da UFSC, nos brinda novas referências a respeito em seu ensaio &lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-93132005000200007"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mitos coletivos, narrativas pessoais: cura ritual, trabalho terapêutico e emergência do sujeito nas culturas da "Nova Era"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que aqui denomino de trabalho terapêutico e espiritual compreende um conjunto de procedimentos, práticas e técnicas ligado a diferentes saberes terapêuticos e tradições religiosas e espirituais — meditação, uso da astrologia e de técnicas divinatórias como instrumentos de autoconhecimento (o tarot ou as runas), florais de Bach, terapia de vidas passadas, método Fischer-Hoffman, renascimento — que se fazem presentes em rituais de linhagens religiosas e espirituais estabelecidos como o Santo Daime, o movimento neo-sânias etc.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cada indivíduo — paciente ou terapeuta — utiliza de modo singular um repertório variado, algumas vezes associando técnicas e concepções aparentemente contraditórias. Essas experiências distribuem-se em um leque de situações mais puramente terapêuticas do que as de caráter fortemente espiritual ou religioso. São adotados desde procedimentos típicos das psicoterapias "convencionais", ou mesmo da biomedicina, até aqueles que estão mais próximos de uma experiência ritual e religiosa, além da utilização de práticas e de saberes terapêuticos populares. Do mesmo modo que certos universos rituais incorporam processos de tratamento advindos de outras tradições, técnicas diversas são associadas segundo arranjos os mais variados, mesmo quando os mecanismos que visam à cura ou ao alívio dos sintomas, as formas de cuidado e a maneira de conceber o objeto do trabalho terapêutico são diferentes. Esse ecletismo aparentemente pragmático mostra, no entanto, formas e sentidos comuns dados ao trabalho terapêutico e espiritual, constituindo sínteses cosmológicas singulares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dupla implicação entre o terapêutico e o espiritual é uma característica recorrente nas diferentes situações observadas e na própria forma pela qual os protagonistas descrevem essas experiências. Uma dimensão religiosa está presente no trabalho terapêutico, assim como um sentido terapêutico é dado aos rituais (expressões como "o Daime é a cura" são exemplos disso). O cruzamento dessas duas dimensões não repousa apenas na combinação de técnicas e de procedimentos diferentes, mas sobretudo nos sentidos dados à experiência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O site do Cefluris assim define o caderno de hinos conhecido como "Trabalho de Cura do Padrinho Sebastião", institucionalizado por este Centro:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Os trabalhos de cura compreendem diversos tipos: Trabalho de Estrela, Mesa Branca, São Miguel, Cruzes e Trabalhos para as Almas. No tempo do Mestre Irineu os trabalhos de cura eram basicamente de Concentração, já o Padrinho Sebastião acrescentou uma seleção de hinos que foi aos poucos ampliando-se até chegar na atual versão do nosso Hinário de Cura (...) Além dos hinos listados, podem ser cantados outros, sempre de acordo com as solicitações do próprio trabalho. Em alguns casos podem ser abertos outros hinários também empregados para cura como é o caso, principalmente, dos hinários de João Pedro, Tetê e dos Finados (Antônio Gomes, Maria Damião, Germano Guilherme, João Pereira). A corrente de cura exige total concentração e atenção no objetivo do trabalho para que os doentes possam se entregar com toda a confiança no destrinchamento espiritual de suas visões sobre a doença, a compreensão das usas causas kármicas e às transformações exigidas para que a cura possa ocorrer e se manter.&lt;br /&gt;A abertura é normal: Oração, Consagração do Aposento, pequena concentração e ínicio do Hinário de Cura. É usada a farda azul, as pessoas permanecem sentadas em torno do Cruzeiro. A mesa é constituída normalmente por 7, 9, ou 12 pessoas, incluindo o presidente da mesa.&lt;br /&gt;Os beneficiados não devem sentar diretamente na mesa, podendo ser acomodados em locais especiais (quarto de cura) sempre próximos à mesa de trabalho. Como é habitual, homens e mulheres sentam separadamente. Os médiuns curadores em serviço podem se movimentar na atenção aos doentes, sempre de acordo com o presidente da mesa. Além dos médiuns, devem permanecer na Estrela um fiscal de salão e um fiscal de terreiro, além do despachador de Santo Daime (não necessariamente o presidente da mesa). Devem ser evitados os instrumentos musicais, inclusive maracás, quando não há uma equipe treinada adequadamente. Os hinos devem ser bem cadenciados, intercalados com pausa, a critério do chefe da sessão.&lt;br /&gt;A praxe é fazer o primeiro despacho do Santo Daime antes da Oração, outro após a concentração ou no ínicio do Hinário de Cura. E ainda um terceiro despacho opcional do hino "O Daime", do Padrinho Alfredo, em diante. Para o encerramento, canta-se o Cruzeirinho do Mestre Irineu, e procede-se as orações de encerramento, incluindo a Prece de Cáritas.&lt;br /&gt;Caso seja necessário, o presidente da mesa deve solicitar que os doentes permaneçam na Estrela após o encerramento do trabalho – acompanhados por um fiscal – para melhor aproveitamento do benefício recebido. É apropriado que os locais onde acontecem os trabalhos de cura tenham acomodações apropriadas para receber os doentes.&lt;br /&gt;Trabalhos de Estrela:  Sob esta designação reúnem-se todos os trabalhos que são feitos na Casa de Estrela, que mesmo tendo uma característica marcante de cura tem também como finalidade a instrução e ensaio de hinários, abertura de banca, ou outro tipo de trabalhos como aqueles que reúnem jovens, homens ou mulheres das comunidades daimistas. Abre-se igualmente ao trabalho de cura e encerra-se com o Cruzeirinho do Mestre Irineu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom observar que o chamado Trabalho de Estrela desde o seu surgimento requisitava a construção de um espaço ritual próprio, e trabalhos como estes, ditos de "desenvolvimento mediúnico" específico, deveriam estar reservados a esses espaços deixando-se o espaço das igrejas para os trabalhos doutrinários próprios como o "Trabalho de Cura" formulado pelo Padrinho Sebastião. O site &lt;a href="http://www.luzdafloresta.com.br/xamanismo.html"&gt;Luz da Floresta&lt;/a&gt; nos elucida ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cremos que, apesar das diferenças de rituais, os ensinamentos doutrinários e o fenômeno da miração são convergentes em todas as igrejas e centros que trabalham com o Daime ou Vegetal de forma sacramental. As diferenças doutrinárias refletem diferentes contextos e demandas espirituais e devem ser entendidas e respeitadas. O Daime vem a ser a para nós um Acelerador, um Atalho Cármico. Através dele, os daimistas acreditam que qualquer um, que esteja sinceramente disposto a se transformar, poderá chegar, num tempo mais reduzido, ao conhecimento de Si-Mesmo e do Universo. O resultado desse trabalho espiritual interior não é apenas uma propriedade de um alcalóide que inibe uma enzima de um neuro-transmissor cerebral. Não é um fenômeno que pode ser induzido por experiências de laboratório. O trabalho espiritual envolve sistemática transformação pessoal e provas disso no dia a dia. O trabalho com o Santo Daime busca a nossa reunificação no Uno, no Todo e usa o corpo e a mente como uma ferramenta de trabalho. Essa perspectiva espiritual não reduz nossa capacidade de ajuste no mundo, mas pelo contrário a amplia. Depois de realizado o Sacramento do Santo Daime, o sentido maior da nossa irmandade é comungar com ele nas festas que chamamos Hinários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar os hinos que compõem o "Trabalho de Cura do Padrinho Sebastião", gravados em estúdio com a equipe do Céu do Mapiá, com cadernos para impressão e cifras musicais, clique para download em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?3nnty2xd1oz"&gt;Trabalho de Cura do Padrinho Sebastião - parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?1btygw10hju"&gt;Trabalho de Cura do Padrinho Sebastião - parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rrd-8KyJ-mI/AAAAAAAAAFk/-N0X_PNn0Ew/s1600-h/saturninoepai.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rrd-8KyJ-mI/AAAAAAAAAFk/-N0X_PNn0Ew/s400/saturninoepai.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095681075544980066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ritual em Brasília com Luiz Mendes e equipe do CEFLI, em foto de &lt;a href="http://lougold.blogspot.com/"&gt;Lou Gold&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de ler: &lt;a href="http://www.santodaime.org/doutrina/cura/iniciantes.htm"&gt;Recomendações Especiais para a Recepção de Iniciantes&lt;/a&gt;, por Eliseu Labigalini Jr. (labigalini@ig.com.br). Labigalini é médico-psiquiatra e pesquisador do Proad (Programa de Orientação e Assistência ao Dependente), da EPM - Escola Paulista de Medicina, UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, e membro do Núcleo de Cura e Saúde do Cefluris - Regional SP&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-3185597281726131349?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/3185597281726131349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=3185597281726131349&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/3185597281726131349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/3185597281726131349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/08/trabalho-de-cura.html' title='Trabalho de Cura'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rrd-76yJ-lI/AAAAAAAAAFc/iOKC2v_aFro/s72-c/mestreestandarte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4322277133496415886</id><published>2007-07-25T13:10:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:06.067-03:00</updated><title type='text'>"Nova Jerusalém"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rqd7hKyJ-iI/AAAAAAAAAFE/fXMY1S3az_Q/s1600-h/njerusa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091173713526258210" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rqd7hKyJ-iI/AAAAAAAAAFE/fXMY1S3az_Q/s400/njerusa.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xilogravura de Julius Schnoor von Carolsfeld, originalmente parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das Buch der Bücher in Bilden&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Estas coisas me foram concedidas ver e por elas perceber, claramente, o que vem do Senhor e o que vem dos anjos. O que vem do Senhor, eu escrevi, e o que vem dos anjos, não escrevi. Ademais, foi-me concedido falar com os anjos como um homem fala com outro homem, e ver as coisas que estão nos céus e nos infernos, e isto pelo fato de que a Igreja atual chegou ao seu fim, e está às portas o começo de uma nova, que será a Nova Jerusalém. E para esta deve ser revelado que o Senhor governa o universo, o céu e o mundo, que há um céu e um inferno, e como eles são; e que os homens vivem como homens após a morte, os que foram conduzidos pelo Senhor, no céu, mas o que se conduziram a si mesmos, no inferno; a Palavra é a Divina verdade mesma do Senhor na terra; e também que o Juízo Final está cumprido, a fim de que o homem não fique em eterna expectativa neste mundo; além de muitas outras coisas que pertencem à luz que agora surge após as trevas". &lt;/span&gt;(Emmanuel Swedenborg)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No MJBI - &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.ensinandodesiao.org.br/MJBI/artigos.htm"&gt;Messianic Jewish Bible Institute&lt;/a&gt; , encontramos as seguintes considerações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a CIDADE SANTA, a NOVA JERUSALÉM, que DESCIA DO CÉU, da parte de D'us, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então ouvi grande voz vinda do trono dizendo: Eis o TABERNÁCULO DE D'US com os homens. D'us HABITARÁ com eles. Eles serão povos de D'us, e D'us mesmo estará com eles..." (Apocalipse 21.1-3) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja, como aquele Tabernáculo nos CÉUS, começa sua descida, observe como as orações dos santos se cumprem, observe como que na verdade ao invés de irmos aos céus, é ele que está vindo até nós. Ela vem ataviada, D'us finalmente 'HABITARÁ CONOSCO' e Ele não perguntará mais: "Onde estás?". Então ele transformará o nome da Cidade Santa, pois "... o nome da cidade desde aquele dia será: ADONAI SHAMÁ (O ETERNO ESTÁ ALI)" (Ezequiel 48.35), por isso:"Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, O Eterno dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos" (Zacarias 14.16). As nações abrasadas pela habitação de D'us, embriagadas pela sua presença virão ao Monte do Senhor, "as nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória... E lhe trarão a glória e a honra das nações..." (Ap 21.24 e 26). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então a ordem do Éden é restaurada, a criação que gemia e suportava angústias por causa do pecado (Rm 8.18 e seg) agora é nova e transformada, pois "No meio de sua praça, de uma e outra margem do rio, está A ÁRVORE DA VIDA..." (Ap 22.2). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nesta Nova Jerusalém "Nela jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro" (Ap 21.27). Veja como este princípio também existe no judaísmo: "... A Jerusalém do mundo vindouro não será como a Jerusalém atual. A Jerusalém atual pode subir quem quiser; à Jerusalém do mundo vindouro somente poderão subir os convocados" (Talmud - Bava Batrá 75b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Segundo o &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20060823_po.html"&gt;Vaticano&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Apocalipse de João, mesmo estando cheio de referências contínuas a sofrimentos, tribulações e pranto na face obscura da história está de igual modo repleto de frequentes cantos de louvor, que representam quase a face luminosa da história. Assim, por exemplo, lê-se nele que uma grande multidão, que canta quase gritando: "&lt;/span&gt;Aleluia! O Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso, começou o seu reinado! Alegremo-nos, rejubilemos, dêmos-lhe glória, porque chegou o momento das núpcias do Cordeiro, a sua esposa já está pronta&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" (Ap 19, 6-7). Estamos diante do típico paradoxo cristão, segundo o qual o sofrimento nunca precipita como última palavra, mas é visto como ponto de passagem para a felicidade. Aliás, ele mesmo já está misteriosamente cheio da alegria que brota da esperança. Precisamente por isto João, o Vidente de Patmos, pode encerrar o seu livro com uma última aspiração, palpitante de expectativa trepidante. Ela invoca a vinda do Senhor: "&lt;/span&gt;Vinde, Senhor Jesus!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" (Ap 22, 20). É uma das orações centrais da cristandade nascente, traduzida também por São Paulo na forma aramaica: "&lt;/span&gt;Marana tha&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". E esta oração "&lt;/span&gt;Vinde, Senhor Jesus!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" (1 Cor 16, 22) tem diversas dimensões. Naturalmente é antes de tudo expectativa da vitória definitiva do Senhor, da &lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/expectativa.htm"&gt;nova Jerusalém&lt;/a&gt;, do Senhor que vem e transforma o mundo. Mas, ao mesmo tempo, é também oração eucarística: "&lt;/span&gt;Vinde Jesus, agora!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". E Jesus vem, antecipa esta sua chegada definitiva. Assim com alegria dizemos ao mesmo tempo: "&lt;/span&gt;Vinde agora e de modo definitivo!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". Esta oração tem também um terceiro significado: "&lt;/span&gt;Já viestes, Senhor! Temos a certeza da vossa presença entre nós. É uma experiência jubilosa. Mas vinde de modo definitivo!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;". E assim, com São Paulo, com o Vidente de Patmos, com a cristandade nascente, também nós rezamos: "&lt;/span&gt;Vinde, Jesus! Vinde e transformai o mundo! Vinde já hoje e vença a paz!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nova Jerusalém" é o título dado pelo Padrinho Sebastião ao caderno de hinários que, após mais de quatro anos sem receber hinos, estando concluído o caderno de "O Justiceiro", foi aberto no Céu do Mapiá em 1983. O primeiro hino, "O Convite", foi recebido após um trabalho, conjuntamente com sua cunhada a Madrinha Júlia. Foi então que foi criada a figura do "hino presenteado", ou "ofertado", antes inexistente pois segundo o Mestre Irineu cada qual devia ser responsável "total" pelas flores recebidas em forma de cânticos em sua trajetória na Doutrina. O primeiro hino foi ofertado à Madrinha Júlia, e a partir daí os hinos seguintes foram todos dedicados a pessoas da irmandade mapiense, concluindo-se com o hino 26, que o Padrinho dedicaria a seu futuro genro, o Padrinho Paulo Roberto, da Igreja Céu do Mar. Justifica-se essa "doação" ou "dotação" de hinos pelo fato do Padrinho ter o seu hinário completo, ou seja, fechado, e querer prosseguir com seus ensinos presenteando os seguidores mais próximos, motivo pelo qual o novo caderno de hinos foi criado. Na verdade, após muitas tribulações para encontrar um lugar de selva onde se estabelecer em definitivo com sua irmandade, o Padrinho Sebastião considerava a vida no "Céu do Mapiá" um novo tempo, e é em torno dessa "nova igreja" que os seus derradeiros hinos estariam dedicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo nos relata &lt;a href="http://alto-das-estrelas.blogspot.com/2005/04/cu-do-mapi-terra-prometida-ou-uma-nova.html"&gt;Walter Dias Junior&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no início de 1980, "padrinho" Sebastião anuncia o começo de uma nova fase de peregrinações, em busca de um local para a construção de outra sede para seu grupo: a “&lt;/span&gt;Nova Jerusalém na terra&lt;span style="font-style: italic;"&gt;”. Ele parte em busca de um local na floresta, capaz de oferecer melhores condições de sobrevivência material para seu grupo, pregando um retorno às origens. Claro que esta sua decisão está de acordo com as instruções "recebidas" do astral, durante a miração. A seguir, ele relata os motivos que o levaram à nova mudança: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"... &lt;/span&gt;Daqui vou me mudando, porque já me acho cansado de tanta luta aqui e os pastos já estão tão mal divididos que, se planta uma coisa, não dá mais, não tem aquele rendimento. Os próprios campos já estão acabados com carrapicho, coisa dura. Não se tem dinheiro para se botar um trator e virar a terra e as condições de vida cada vez mais difíceis; o preço das coisas cada vez mais alto. Não dá prá mim não. Vou tratar da seringa, ela já está na mata. Está trancada, mas se tratar de zelar dela, vai dando o que comer. Aqui não dá mais&lt;span style="font-style: italic;"&gt;..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No auge desse período, a Cinco Mil chegou a abrigar cerca de 300 a 400 pessoas, ultrapassando seus limites e suas possibilidades de produção. Como as demandas do grupo continuavam avolumando-se e os recursos locais já não bastavam, a alternativa possível era a migração para o centro da mata. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse movimento teve início em 1980 e, com orientação do próprio Instituto de Colonização e Reforma Agrária -INCRA- a comunidade instalou-se no seringal Rio do Ouro, no município de Boca do Acre, Amazonas, situado às margens do Igarapé Rio do Ouro, na altura do quilômetro 53 da rodovia Br-317. Esta que, segundo o INCRA, seria uma gleba de terras devolutas, passou a ser beneficiada pela instalação da comunidade do padrinho, com a implantação de roçados, a abertura de estradas de seringa para a extração de borracha e várias outras benfeitorias. Sobre esse processo, novamente é Vera Fróes quem nos conta: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"...&lt;/span&gt;em maio de 1980 iniciou-se o movimento em direção ao seringal Rio do Ouro e no espaço de pouco mais de um ano cerca de 200 pessoas já estavam morando no local, ocupando uma área com cerca de treze mil hectares, explorando vinte colocações de seringa e produzindo 15 toneladas de borracha/ano, residindo em 36 casas, possuindo grandes roçados, criação de patos e galinhas. Para surpresa de todos, o "padrinho" anunciou em 1981 que aquele ainda não era o local determinado pelo astral e onde se ergueria a Nova Jerusalém. Concomitantemente, surgiram pressões de pessoas interessadas nas terras desbravadas pela comunidade. Pessoas que possuíam um título de propriedade com inúmeras irregularidades, ainda do início do século e que dava a área como propriedade de um fazendeiro sulista. Apesar de ter sido a própria representação do INCRA na região quem deu autorização para a comunidade instalar-se no seringal Rio do Ouro...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;” (1986, p. 120).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...) Retomando a saga do grupo vinculado ao "padrinho" Sebastião, depois de dois anos de trabalhos no seringal Rio do Ouro, ele abandona o local, devido à demanda fundiária. Então, em 1982, a comunidade foi obrigada a se retirar, sem receber qualquer indenização pelo seu trabalho. Novamente, o grupo dá início a outro êxodo que, dois anos mais tarde, culminará com a ocupação de uma gleba de terras às margens do igarapé Mapiá. (...) Foi o próprio INCRA quem informou à comunidade a existência de outra área arrecadada pela União, sem proprietários, para onde poderiam se transferir. Essa nova gleba de terras passou a ser ocupada a partir de 1982, e localizava-se no Igarapé Mapiá, afluente do Rio Purus, no município de Pauini, Amazonas, ficando distante cerca de 150 quilômetros do seringal Rio do Ouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em 1989, o seringal Céu do Mapiá já reunia em torno de 300 pessoas com residência fixa e mais um outro tanto de população flutuante. A comunidade do padrinho vivia da agricultura e da extração de látex e de castanha, embora essa região não seja muito propícia para ambas atividades. Isso porque, durante décadas, o Mapiá já havia sido explorado como seringal e o manejo predatório destruiu a possibilidade de continuação da extração de látex de boa parte das seringueiras. Essas árvores foram inutilizadas de maneira definitiva devido à utilização de técnicas inadequadas de corte do tronco para a extração do látex. Até hoje, essa região apresenta escassez de peixes, animais e madeiras boas em relação a outras áreas próximas à cabeceira dos igarapés da região, provavelmente também em função da forma de exploração predatória ocorrida desde o início do século vinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Talvez em função dessa realidade, durante o período inicial de assentamento já existam planos elaborados pela comunidade, prevendo a necessidade de um novo deslocamento de parte dos moradores da Vila Mapiá para a cabeceira do Igarapé Inauiní, com a finalidade de instalar uma reserva extrativista de látex e castanha: o Trono do Sol. Por enquanto, deve-se ressaltar apenas o fato de que essa proposta revela a necessidade de uma nova retirada do grupo (após a morte do padrinho Sebastião, ocorrida em 20 de janeiro de 1990), agora sob a liderança de Alfredo Gregório de Melo, filho do padrinho. (...) Hoje, o Céu do Mapiá coloca-se como polo assistencial para boa parte dos ribeirinhos da região média do Rio Purus, próximo ao igarapé do Mapiá. São mais de duzentas famílias que, sistematicamente, buscam o apoio da comunidade daimista para auxiliar em sua sobrevivência. A comunidade do Céu do Mapiá possui algumas características peculiares, que a diferenciam, em certos aspectos, dos demais grupos que professam a doutrina do Mestre Irineu. Ela foi a única a retomar a proposta original de comunidade rural praticada pelo Mestre e abandonada no Alto Santo, após seu falecimento. Foi também a única que empreendeu o movimento de expansão do culto em direção a outras regiões do país e do exterior, criando uma igreja sede com estrutura nacional e várias outras a ela filiadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos esses fatos ocorreram simultaneamente a intenso processo de mudanças sociais, econômicas e culturais por que passou todo o Estado do Acre desde a década de 1970. Nesse período, por exemplo, Rio Branco viveu um processo de expansão que, em dez anos, fez com que a população da cidade fosse duplicada. No bojo desse movimento, a comunidade do "padrinho" Sebastião absorveu com grande intensidade o fluxo de jovens de classe média e de origem urbana de outras regiões e países, que migraram para lá, provavelmente em busca de uma relação mais ecológica e mística com a natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O perfil do "daimista" (como é chamado o adepto da doutrina) da comunidade fundada pelo padrinho Sebastião modificou-se gradativamente a partir de então, deixando de ser constituído exclusivamente por seringueiros e caboclos. Gradativamente, passa a assumir uma nova face, mais cosmopolita, ao integrar esses novos personagens, com suas crenças e hábitos urbano-industriais.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entretanto, a comunidade procura manter-se fiel às origens doutrinárias, buscando assimilar as novas influências e adequá-las às tradições xamânicas. Essas tradições assentam-se em algumas crenças anímicas que conferem aos objetos, substâncias e símbolos, determinados atributos essencialmente sagrados. Sobre a doutrina do Santo Daime e suas crenças, "padrinho" Sebastião é esclarecedor: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"...&lt;/span&gt;A doutrina não existe, mas se fala. Ninguém doutrina ninguém. Cada um é seu próprio doutrinador. A mãe em sua bondade nos acolhe a todos. Nós usamos as plantas santas sim. Qual é o pecado? Qual é o crime de usar aquilo que brota na terra que é nossa mãe? Tem uma ligação divina nessas plantas que une o reino da Terra com o reino do Céu. A gente seria muito bobo se não usasse elas para descobrir o lado espiritual das coisas. Deus nos manda a sua verdade através da sua obra. Só agora é que vão chegar as pessoas que foram convocadas para dar o testemunho de que essas ervas nos levam aos espíritos. A gente tem que se preparar para ser um povo santo... Temos que nos ajuntar e mostrar o que estamos aprendendo com amor, boas palavras, mansidão. Até encontrar com o Eu Superior. Nisso aqui é que está nossa doutrina... A doutrina somos todos nós, é apresentar uma coisa divina, nós não devemos ter medo, somos um grupo que procuramos o espiritual...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" (Alverga,1984, pp. 308-309).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Justamente por estar impregnada pelo sagrado é que se torna possível a inversão dos sinais, que em nossa cultura adquirem sempre significados negativos e, nessa concepção, são colocadas como experiências positivas de encontro, de união com os poderes divinos do universo. Aí, essas "plantas de poder" estão colocadas a serviço da comunidade, não possuindo o caráter anti-social estigmatizado por nossa própria cultura. Elas representam, virtualmente, um elo entre o universo profano e o sagrado. É através delas que esses homens penetram no mundo dos espíritos, no conhecimento esotérico. É importante ressaltar, ainda, que a atual retomada do projeto de organização do Mapiá em comunidade, bem como seu processo de expansão em direção aos grandes centros urbanos e ao exterior, simultaneamente ao processo de abertura interna para a adoção de novas práticas rituais e valores religiosos, são características específicas do CEFLURIS. Entretanto, somente esse fator não parece explicar satisfatoriamente o fenômeno, o que nos leva a buscar nos elementos de positividade, internos ao próprio grupo, as pistas necessárias à compreensão desse processo. (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.tafalado.com.br/isis/1999/daime.htm"&gt;Marcelo Bolshaw Gomes&lt;/a&gt; acrescentará:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os hinos do Santo Daime também versam sobre uma transformação nas condições de vida da humanidade - “o fim dos tempos”, “o Apocalipse”, “o balanço” - e sobre o advento da utopia social, a “Nova Jerusalém”, “o Reino de Deus na Terra”. Em relação a este ideal de utopia social, os participantes dos rituais afirmam que “a vida comunitária é um aspecto fundamental na doutrina do Santo Daime. Através dela aprendemos e construímos na prática o significado da União, que cantamos nos hinários”. Para eles, “quando tomamos Daime e cantamos hinos estamos apenas acelerando e intensificando conflitos e relações interpessoais que se desenvolvem no nosso cotidiano comunitário”. O objetivo a longo prazo, ao que prece, é conquistar no dia-a-dia uma união material tão sólida quanto a união mística alcançada nas cerimônias. “Assim”, concluem, “realizamos o ideal da Nova Jerusalém”. Desta forma, a União, metáfora da comunidade e símbolo da utopia social, é uma das entidades centrais dos rituais e da filosofia da doutrina do Santo Daime. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padrinho Sebastião, além do caderno de hinos por ele ofertados, também possuía um caderno de hinos a ele dedicados. Seu filho, o Padrinho Alfredo, além de passar a "dedicar" hinos de seu próprio caderno desde então (desde o hino 25, "Marcha da Bandeira", dedicado à Madrinha Graça, nora do Padrinho Wilson), também abriu um caderno de hinos dedicados a si, costume que se estendeu e é motivo de hoje contarmos com cadernos de hinário que são conhecidos como sendo do Padrinho Wilson Carneiro ou do Padrinho Manoel Corrente, quando estes na verdade nunca receberam hinos, apenas se tornaram guardiões de hinos a eles dedicados por membros da irmandade do Centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar o "Nova Jerusalém" em mp3, em gravação do Céu do Mapiá, com o caderno das cifras musicais, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2nddxmxznjw"&gt;"Nova Jerusalém" do Padrinho Sebastião Mota&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4322277133496415886?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4322277133496415886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4322277133496415886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4322277133496415886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4322277133496415886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/nova-jerusalm.html' title='&quot;Nova Jerusalém&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rqd7hKyJ-iI/AAAAAAAAAFE/fXMY1S3az_Q/s72-c/njerusa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-656221714904893048</id><published>2007-07-18T11:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:06.673-03:00</updated><title type='text'>O Beija-Flor do Padrinho</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4Y0YMQqLI/AAAAAAAAAEU/3sYfje64GoI/s1600-h/padrinhoseadv.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4Y0YMQqLI/AAAAAAAAAEU/3sYfje64GoI/s400/padrinhoseadv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088531917101377714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4Y0YMQqMI/AAAAAAAAAEc/N9NlrbeBQwM/s1600-h/padrinhose+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4Y0YMQqMI/AAAAAAAAAEc/N9NlrbeBQwM/s400/padrinhose+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088531917101377730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele discípulo que pela primeira vez chamou pelo Padrinho nas letras de seu hinário se tornou o primeiro Padrinho de uma série frutífera de alunos do Mestre, foi o que o Sebastião Mota se tornou, um São João Batista verdadeiro porque abriu uma pia batismal das ciências da floresta que o sacramento do Daime Santo proporciona a todos que o procuram, e assim se eternizou tal qual Irineu Serra antes dele ao criar sua Sede (sé que Sebastião multiplicou em forma de igreja, embora muito se acusem centros abrigados sob sua padroagem de exercer um exacerbado hibridismo, afastando-se do estudo das raízes verdadeiras da bebida por conta de serem entendidas como raízes de um grupo inicial apenas, e não de uma trajetória universal como “O Cruzeiro” relata).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande condescendência e generosidade de Sebastião Mota ao tornar-se Padrinho de seu próprio grupo fizeram com que seus ideais comunitários, expostos tanto na vivência do Rio do Ouro quanto na abertura da Vila Céu do Mapiá como prática de sobrevivência e busca de autosubsistência na floresta, “caducassem” para muitos, com o cacoete bem amazônico de quem já passou pela penúria e achou inteligente capitalizar recursos para acompanhar uma modernidade que, sabemos, é apenas uma falácia dos antigos cientistas sociais. A idéia de uma “nova geração”, de uma “nova jerusalém”, de uma “nova era”, para o Padrinho Sebastião, não era essa imagem pop contracultural de hoje, e sim uma “nova matéria”, uma “nova existência”, uma “nova viagem”. Quem quisesse que se aprontasse. “Ajuntar o rebanho” para esse pastor amazônico era colher os diamantes entre as cinzas: quem fosse bom que resistisse, que assim se melhorava. Muitos preferiram enfrentar os rigores com estoicismo, cético ou não; outros se adaptaram por si, já que o que o Mestre deixou como mensagem “os hinos estão ensinando”, e lá mais adiante é que vai se ver quem deu o melhor de si e quem não se esforçou pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A morte do corpo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É a ponta da língua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(É apontada a língua, É a pontada a língua)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padrinho Sebastião se esforçou muito, e por isso se tornou ele próprio uma Espada. Não foi o primeiro discípulo do Mestre a ultrapassar a barreira dos 132 hinos considerada imagem e semelhança do Cruzeiro segundo a interpretação de Raimundo Gomes (Tetéo, Raimundo Facundes, Luiz Mendes a um princípio, todos respeitaram a tese de que essa era a projeção ideal para uma sessão de hinário), pois antes dele houve “O Rosário” da Madrinha Chiquinha, esposa do Senhor Virgílio, dirigente do CECLU – “Centro Eclético de Correntes da Luz Universal” (fundado pelo Mestre em Porto Velho), a quem o Padrinho muito admirava, que também encerrou-se com 156 hinos por ser este o número de Ave-Marias de um rosário segundo ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu caderno de hinário entretanto não possuía nome, como tantos outros jamais haviam sido formalmente intitulados. A formalização do título “O Justiceiro” se deu a partir de uma edição da Editora da igreja do Céu do Mar, no Rio de Janeiro (Centro Eclético da Fluente Luz Universal Sebastião Mota de Melo). Eu pessoalmente preferiria chamá-lo “O Beija-Flor”, pois representa muito mais a imagem que temos do Padrinho Sebastião, acredito todos os que provaram de sua tutela benevolente. O Padrinho era um homem sempre surpreendente, muito atento a tudo e a todos, e tinha a capacidade de sempre se relacionar diretamente com as pessoas que conhecia ou que eram filiados a sua igreja, fossem verdadeiros seguidores ou não, ele sempre era um homem extremamente inteligente, extremamente sincero, extremamente respeitoso aos seus princípios, extremamente dedicado a cada um, reconhecendo a cada um, tratando com cada um. Tanto que aqueles que o cercavam até que buscavam protegê-lo demais de tão aberto coração que a todos acolhia como fosse ele próprio uma igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Justiceiro” é o hino em que o Padrinho Sebastião encarna o que dissera muitos anos antes em um hino que a princípio o Mestre não simpatizara, segundo depoimento de Daniel Serra: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os hinos são uma corrente / Tu bem viste em mim / Que saem da minha boca / E transmitem em ti&lt;/span&gt;”. Ali o Mestre Irineu, que foi o primeiro a batizar com o Santo Daime, como todos sabem, exercendo por isso uma função sacramental de Padrinho, fala através de Sebastião Mota: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mestre por derradeiro / Tudo ele consagrou&lt;/span&gt;”. Como dois cipós irmanados, os primos Jesus e São João, solstícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beija-flor mensageiro de Sebastião Mota que lhe trazia todos esses hinos que ele proferia como a Voz no Deserto, se espelhava no Mestre tal qual este se espelhava em Jesus. Por isso mesmo entre os contumazes opositores dos que ficaram para trás no Alto Santo ou onde fosse, o Tetéo ainda pode ser chamado de pouco humilde, isso é claro, mas Sebastião Mota jamais foi acusado de falta de humildade. Era irmão de todo mundo e se se tornou Padrinho é porque foi aclamado por muitos dos mais próximos do Padrinho Irineu como sendo porta-voz de sua igreja. Este o Padrinho Sebastião, “duendizado” ou “diabolizado” por muitos que não o conheceram em pessoa e o identificam com um Antônio Conselheiro da vida, ou até Papai Noel... O Padrinho em si realmente transcendeu hoje ser mais que um Padrinho, avatarizou-se a ponto de ser o Papai Sebastião: através do Jagube passou a ser visto como um “Pai de Todos”, “Paizão”, personificação do Pai tal qual a Madrinha se tornou a da Mãe. É a simbiose da imagem pura daquilo que os hunikuins chamam “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;damí&lt;/span&gt;”, e que é a miração com os padrões geométricos moventes e conceitos tais quais Pai, Mãe, Vida. Harmonia, Amor, Verdade e Justiça que em seu hinário - promovido a farda branca pela Madrinha Percília em pessoa - quis continuar - tanto que declararam como data de fundação do primeiro Cefluris (outro foi fundado mais tarde ao instituírem o Céu do Mapiá) o 7 de outubro de 1969, quando o Mestre era vivo e autorizou que cantassem “O Cruzeiro” na sua residência lá na Colônia Santa Maria, gleba de terra por ele adquirida na Colônia Cinco Mil, na vizinhança de seu cunhado Nel Gregório, em Rio Branco. Uma continuação da obra de Raimundo Irineu Serra aqui na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tenho Harmonia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Amor e a Verdade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tenho a Justiça&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da Santíssima Trindade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dos seus filhos e de seus companheiros como João Baé, Manoel Paulo, Eduardo, Paulinho, Zé Brabo, Doca, Gildo, Reinaldo, Manoel Moraes, Luiz Lopes, Luís Campelo, Chaga, Pedro Zacarias, Manoel Corrente e filhos, dentre tantos, fez a companheirada constante dos trabalhos da floresta, buscando nela a volta à Mãe mítica tanto quanto o encontro das raízes da cultura amazônica. Das mulheres, a partir da Dona Rita sua esposa, grande Madrinha de coração imenso, suas irmãs, cunhadas, filhas, noras, o trabalho de cura e da folha e da água envolvia exercer esse resgate de uma atemporalidade terapêutica onde se limpam as profundezas a partir de conceitos elementais: Pai, Mãe, Família, Vida. Essa vocação terapêutica da Doutrina casou de coração com o ensejado por todos os hinários: a vida em comum no seio da floresta. “O Justiceiro” cura e batiza. Por que ele é uma Espada? Porque alguns escurecem o pensamento, talvez, e seja necessário considerar o Todo e saber dividir tanto quanto somar. Em paz descanse meu Padrinho que tanto fez para semear o Bem no coração de quem ama e sabe amar, como ele diria depois de encerrado seu caderno de hinário, quando instalado no Céu do Mapiá proferiu novas palavras de amor e ciência que presenteou com o nome de "A Nova Jerusalém", e que publicaremos a seguir. Mas isso já é outro caderno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente gravação foi realizada no Céu do Mar, no Rio de Janeiro, em data não-determinada, e nos foi enviada da Holanda como colaboração de Inge van Werven e Jaime Wanner. Quando celebrado em igrejas, o hinário é cantado do 1 até o 100 na primeira parte do serviço (primeira coluna), e do 100 até o 156 na segunda parte (segunda coluna). Algumas vezes se canta o “Nova Jerusalém” na mesma sessão, mas não é obrigatório. Nos antigos tempos, quando o Padrinho não tinha ainda completo seu caderno, depois de seu hinário se bailava “O Cruzeirinho” do Mestre. E, antes de concluir o post, não podemos esquecer de externar aqui um grande obrigado ao Padrinho Waldete por fazer a todos nós irmãos seus, permitindo-nos chamar pelo Papai Sebastião no discorrer de seu hinário!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para extrair o download das mp3, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?e5i2bwzmywn"&gt;O Justiceiro – 1 a 26&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?bt9o39guzmj"&gt;O Justiceiro – 27 a 60&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2jmnlyx0vnp"&gt;O Justiceiro – 61 a 90&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2b2ncazdgmj"&gt;O Justiceiro – 91 a 118&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?e4vcscwgqn2"&gt;O Justiceiro – 119 a 141&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?8qwl2ebmzug"&gt;O Justiceiro – 142 a 156 (com pdf para impressão)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4oUoMQqQI/AAAAAAAAAE8/6T1Cp5t55io/s1600-h/padseb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4oUoMQqQI/AAAAAAAAAE8/6T1Cp5t55io/s400/padseb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088548963826575618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Padrinho Sebastião Mota de Melo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Viva Papai Sebastião! Viva Papai São Irineu!!!&lt;br /&gt;e neste 18 de julho no Acre, mais que um Viva ao Padrinho Wilson!...&lt;br /&gt;P A R A B É N S ! ! !&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-656221714904893048?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/656221714904893048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=656221714904893048&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/656221714904893048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/656221714904893048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/o-beija-flor-do-padrinho.html' title='O Beija-Flor do Padrinho'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rp4Y0YMQqLI/AAAAAAAAAEU/3sYfje64GoI/s72-c/padrinhoseadv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4734945847133659616</id><published>2007-07-12T12:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:06.985-03:00</updated><title type='text'>A "Oração do Padrinho" em estúdio</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpY9DoMQqHI/AAAAAAAAAD0/R9MiudUFDms/s1600-h/Padmadme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086319961699297394" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpY9DoMQqHI/AAAAAAAAAD0/R9MiudUFDms/s400/Padmadme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Oração "campal" em frente da igreja da Cinco Mil no final dos anos 70,&lt;br /&gt;quando uma reportagem da Revista Manchete registrou pela primeira vez,&lt;br /&gt;e em cores, a existência da Doutrina do Santo Daime no Acre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: left;"&gt;CHAVE DE HARMONIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo Harmonia, Amor,Verdade e Justiça a todos os meus irmãos.&lt;br /&gt;Com a força reunida das silenciosas vibrações de nossos pensamentos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: left;"&gt;somos fortes, sadios e felizes,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: left;"&gt;formando assim um elo de Fraternidade Universal.&lt;br /&gt;Estou satisfeito e em Paz com o Universo inteiro&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: left;"&gt;e desejo que todos os seres realizem suas aspirações mais íntimas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: left;"&gt;Dou graças ao Pai Invisível&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: left;"&gt;por ter estabelecido a Harmonia, o Amor, a Verdade e a Justiça&lt;br /&gt;entre todos os seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta oração do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, fundado na cidade de São Paulo em 1909, faz parte das instruções dessa instituição como egrégora a ser mentalizada e proferida todos os dias às seis horas da tarde. Segundo depoimento de André Costa a Clodomir Monteiro, já nos anos 10 o Círculo de Regeneração e Fé - C.R.F. - criado na vila de Brazylia - Acre (hoje municípios de Brasiléia e Assis Brasil), por Irineu Serra conjuntamente com ele e seu irmão Antônio Costa (todos maranhenses), possuía vínculo com a instituição paulista. Após a extinção do C.R.F. em 1921, o vínculo foi extinto, até ser retomado pelo Mestre por alguns anos, entre as décadas de 50 e 60, motivo do centro ter recebido o nome na época de "Centro de Irradiação Mental Luz Divina". Falecido, entretanto, o presidente-fundador do Círculo Esotérico, conhecido como &lt;a href="http://www.circuloesoterico.org.br/"&gt;A.O.R.&lt;/a&gt; , sua substituta não aceitou o uso do Daime nas sessões de concentração no Acre, e assim o Mestre Irineu declarou que onde o Daime não era aceito ele também não estaria mais presente. Manteve-se, entretanto, o respeito e consideração aos fundamentos do trabalho esotérico do Círculo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sebastião Mota de Melo, fundador do Cefluris, assim como o Mestre também filiou-se ao Círculo Esotérico enquanto membro do centro do Alto Santo, e mesmo após a desvinculação manteve seu diploma emoldurado numa parede de sua casa. Um hino do Mestre Irineu, que dizia: "Seis horas da tarde / o sol vai se por / eu devo cantar / a meu Pai Salvador", o incentivou a ter na sua residência a prática de todos os dias na hora do entardecer (que ele marcava não pelo relógio mas pelo pio da nambu, ave amazônica que canta sempre a essa hora) rezar a Chave de Harmonia e cantar alguns hinos. Em depoimento no site da &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/mota.htm"&gt;Flor do Céu&lt;/a&gt;, o Padrinho Sebastião comenta como eram suas palestras com o Mestre nesse tempo quanto tinha ocasião de estar com ele no Alto Santo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu cantava os hinos que recebia para ele e ás vezes contava também com mais detalhes a miração que tinha dado origem ao hino. E ele confirmava tudo. É preciso ter calma. E todo mundo pisar bem de mansinho. Não se orgulhar dentro daquele salão. Que tem hora que tudo brilha e a gente quer se achar mais bonito que o outro que está lá passando baixo... Cuidado, matéria orgulhosa, que logo tu vai estar lá sentado no banco, se não estiver estirada no chão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre dizia que o povo ainda ia chegar, que eu me preparasse. Depois que ele passou, o espírito veio me entregar o resto. Que era para eu não temer nada. Sobre questão disso e daquilo lá de fora, que eu não temesse coisa nenhuma e levasse em frente. Que o Daime ia guiar tudinho. Para ir tirando o povo de Juramidã, tirando do meio da cidade e colocando na floresta, que é o paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas horas dos desdobramentos a gente pode compreender muitas coisas boas. Mas tem que ter uma fé muito forte. Não uma fé assim sem saber em quem. Mas é fé de verdade, em quem está presente nessa bebida, em quem está invocando ela, que é Juramidã. E em todos os seres da Corte Celestial, como os da terra, da floresta e do mar e ainda alguns que vivem debaixo da terra. Pois eu andei debaixo da terra e é tudo claro como aqui em cima. Vocês não se admirem de nada, porque o Eu-Superior é tudo e anda por todo canto. E se eu estou com ele, me dá licença também de eu andar por onde ele quiser. Tem hora que tem alarme falso, para ver se estamos caçando um motivo para correr da fila. Quando a força balança, a primeira coisa que se deve fazer é ficar firme e segurar o ponto. Se não tem jeito de ficar em pé, senta; se não der para ficar sentado, deita. Se não der tempo para escolher nada disso, cai! O que importa é a gente receber o que o Ser tem para nos dar nessa hora. No meu aprendizado, eu algumas vezes fui ao barro, e dou graças a Deus pelas minhas quedas, porque saí bem aprendido com elas. E quem ficou só olhando para mim e achando graça, esse, coitado, não aprendeu nada!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpY9EYMQqII/AAAAAAAAAD8/-hoTeyTsGsA/s1600-h/cmcircesot.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086319974584199298" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpY9EYMQqII/AAAAAAAAAD8/-hoTeyTsGsA/s400/cmcircesot.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diploma de Raimundo Irineu Serra no Círculo Esotérico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a criação do Cefluris em 1974 e a construção da igreja, o Padrinho Sebastião começou a formar um caderno de hinos seus para essa oração diária das seis horas da tarde, concluído por volta de 1978 com doze hinos. Até 1990, quando veio a falecer, a oração encerrava-se com o hino "Eu não sou Deus", por esse motivo cantado em pé. Com a entrada de seu filho Alfredo no comando geral, acrescentou-se um hino deste, e se estabeleceu que o segundo hino da oração também seria cantado em pé, como uma invocação solene. Padrinho Waldete, no Mapiá, tem reforçado sempre que a Oração não se canta no ritmo de baile, mas sim num ritmo mais marcado, com as palavras mais bem pronunciadas. Só eventualmente, como num dia de domingo, junto ao ensaio de outros hinos, é que a Oração é bailada, mas nesse caso excetua-se o segundo hino, que é cantado em posição de guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedido do meu amigo Velocino Fernandes, de Santana do Livramento, na fronteira Brasil - Uruguai, adianto neste blog a chamada "Oração do Padrinho", aqui em gravação de estúdio com o próprio Padrinho Alfredo Gregório. Extraia o download das mp3 no site União Estrela Guia, incluindo-se aí os arquivos de letras e cifras musicais, clicando em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="www.uniaoestrelaguia.com.br/oracaoestudio.zip"&gt;Oração do Padrinho Sebastião Mota de Melo (em estúdio)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradecimentos ao irmão Padre Jaime Wanner, que nos enviou este e muitos outros bons arquivos a serem futuramente publicados neste nosso blog. A união faz a força!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4734945847133659616?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4734945847133659616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4734945847133659616&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4734945847133659616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4734945847133659616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/orao-do-padrinho-em-estdio.html' title='A &quot;Oração do Padrinho&quot; em estúdio'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpY9DoMQqHI/AAAAAAAAAD0/R9MiudUFDms/s72-c/Padmadme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-7791432545651627600</id><published>2007-07-11T16:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:07.325-03:00</updated><title type='text'>"O Cruzeirinho do Mestre" a capella</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpUe7ujYhnI/AAAAAAAAADs/uUnhrjW_BWs/s1600-h/conselheiro_07.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpUe7ujYhnI/AAAAAAAAADs/uUnhrjW_BWs/s400/conselheiro_07.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086005365642397298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luiz Mendes, Mestre-Conselheiro do &lt;a href="http://www.luizmendes.org/"&gt;CEFLI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A expressão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cappella&lt;/span&gt; é de origem italiana, como a maioria dos termos musicais. Inicialmente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cappella&lt;/span&gt; significava o estilo de música sacra cantado nas capelas da Europa Antiga, onde era proibida a entrada de instrumentos musicais. Contudo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cappella&lt;/span&gt; literalmente traduz-se por "no estilo de capela" - o que não significa canto sem acompanhamento -, refere-se à música coral sem acompanhamento instrumental "que forme uma unidade própria". Sob essa ótica, instrumentos podem ser utilizados para dobrar partes vocais, tal como, se um baixo elétrico é utilizado para dobrar o baixo vocal com o objetivo de dar peso a essa linha melódica, a peça ainda é considerada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cappella&lt;/span&gt;. Apesar disso, para a maioria das pessoas no mundo, o termo música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a cappella&lt;/span&gt; significa música criada com nada mais do que a voz humana. (&lt;a href="http://www.rioacappella.com.br/faqs.asp"&gt;leia&lt;/a&gt; mais a respeito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta gravação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a capella&lt;/span&gt; dos chamados "Hinos Novos do Santo Cruzeiro" ou "Cruzeirinho do Mestre", foi realizada com o Padrinho Luiz Mendes, então presidente do CICLU, no ano de 1989, como uma encomenda que eu me encarreguei de levar pessoalmente ao Padrinho Sebastião Mota. Como funcionário do Museu da Borracha, da Fundação Cultural do Acre, eu era na época responsável pela documentação da Cultura da Ayahuasca, além de secretário-fundador do CEFLUWCS - "Centro Eclético da Fluente Luz Universal Wilson Carneiro de Souza". Nessa condição dei início a uma aproximação entre o Cefluris e o CICLU, que começou com garrafas de Daime intercambiadas entre feitios de um centro e outro de que eu participava, e através da retomada de contato entre famílias antes reunidas numa mesma irmandade, chegou até a concretização do festejo do Centenário do Mestre Irineu em dezembro de 1992. A gravação do Cruzeirinho se inseria nesse contexto de resgate cultural, e assim foi concluída com o registro do hino 132  do hinário de Luiz Mendes, "Chamamento", que foi escutado na fita cassete que entreguei ao Padrinho Sebastião no encontro que tive com ele no Seringal Anajás, em Boca do Acre, em 1989 , poucas semanas antes dele ser removido para  tratamento médico na  cidade do Rio de Janeiro. Além disso, entreguei dois presentes para ele: um hino ofertado pelo irmão Jarino, e outro de minha lavra, os quais devem compor o final do caderno de hinos presenteados ao "velho Mota". Deixei o Anajás com a incumbência de gravar o hinário do Tetéo para a Madrinha Rita, e estava no CICLU na noite de 19 para 20 de janeiro de 1990 cumprindo essa tarefa (Luiz Mendes fez essa gravação em especial sem bailado nem maracá, para servir melhor ao estudo da irmandade do Mapiá) quando recebemos a triste notícia do falecimento do Padrinho Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os hinos do "Cruzeirinho", vale a pena recordar o depoimento de &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jairo.htm"&gt;Jairo Carioca&lt;/a&gt; a respeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No final da década de 60 Mestre Irineu recebia seus últimos hinos, que claramente anunciavam o fim de sua trajetória nos planos terrestres. Conhecido como Hinos Novos, é uma das fases de maior luz no intercâmbio de comunicação entre o Mestre Irineu e a Divindade Suprema. Suas melodias, letras e mensagens resumem a grande árvore genealógica de ensinamentos, formadas pelos hinários pioneiros da missão. "O Mestre recebeu os hinos derradeiros direto, um atrás do outro", afirma dona Percília Matos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É neste período também que o líder espiritual intensificou os conselhos, os ensinamentos e palestras que visavam preparar seu grupo para sua ausência. Um dia, Mestre Irineu surpreendeu a Equipe da Mata, que era liderada por Francisco Grangeiro, fazendo uma pergunta para ele, João Rodrigues Facundes e seu irmão Antônio Facundes: "Vocês ouvem cantar aí Flor das Águas, mas para vocês, quem é Flor das Águas?, perguntou o Mestre", conta Júlio Carioca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Compadre Chico respondeu para ele que era o Daime, a mesma resposta que deu o compadre Nica e o compadre Cancão (como são conhecidos os irmãos João Rodrigues e Antônio Facundes). Ele então deu um prazo de dez dias para eles retornarem com aquela resposta, e disse: Júlio, Flor das Águas é o oceano, vocês cantam aí:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Flor das Águas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da onde vem para onde vai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou fazer minha limpeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No coração está meu pai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A morada do meu pai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É no coração do mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aonde existe todo amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E tem um segredo profundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este segredo profundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Está em toda humanidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se todos se conhecerem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqui dentro da verdade"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse segredo, Júlio, continuava o Mestre - é o conhecimento de todos que estão comigo. Mas é se todos se conhecerem aqui dentro. Mas ninguém presta atenção, preferem falar da vida uns dos outros. Mas eu conheço os meus e no meu trabalho não perco nenhum", testemunha Júlio Carioca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar essa gravação histórica de &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/luiz.htm"&gt;Luiz Mendes&lt;/a&gt; à frente do CICLU, extraia o download clicando em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?25mwzg1yiqb"&gt;O Cruzeirinho do Mestre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a capella &lt;/span&gt;com Luiz Mendes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-7791432545651627600?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/7791432545651627600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=7791432545651627600&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7791432545651627600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7791432545651627600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/o-cruzeirinho-do-mestre-capella.html' title='&quot;O Cruzeirinho do Mestre&quot; a capella'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RpUe7ujYhnI/AAAAAAAAADs/uUnhrjW_BWs/s72-c/conselheiro_07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-6313272579497110343</id><published>2007-07-09T14:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:08.817-03:00</updated><title type='text'>"Cantos da Lua", de Cristina Tati</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro6nnOjYhlI/AAAAAAAAADc/42d6e3YZo9k/s1600-h/deesse2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro6nnOjYhlI/AAAAAAAAADc/42d6e3YZo9k/s400/deesse2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084185321711109714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma filha do Padrinho Sebastião: é como genuinamente se sentem mulheres da Doutrina do Santo Daime como Cristina Tati, que de corpo e alma se identificaram em essência com o Culto da Rainha da Floresta a partir da prática comunitária ensejada pelo Cefluris, Centro Eclético da Fluente Luz Universal "Raimundo Irineu Serra", da Colônia Cinco Mil ao povo do Céu da Montanha, em Visconde de Mauá, Estado do Rio de Janeiro, terra de verdes pairagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cristina Tati: Brazilian Spiritual Music.CD&lt;/span&gt;, é como se pode encontrar o cd "Cantos da Lua" em sites estrangeiros, e aqui no Brasil se encontra esgotado. Nesta belíssima seleção de seus hinos, extraída de seu caderno de hinário intitulado "Espelho da Alma", de forma mui terna e feminina Cristina Tati apresenta arranjos primorosos aliando a sonoridade sertaneja dos hinos tradicionais aos ponteios caipiras da Mata Atlântica. Diferencia-se aqui com perfeição o que seja um cd com registro musical de hinário "de festejo", ou seja, ritmado para a cerimônia bailada onde não se pode perder a marcação, de um cd como este, de  gravação de hinos para audição doméstica, "de concentração", que Cristina Tati lançou em 2000. Esperamos ter em breve oportunidade de publicar neste nosso blog os hinos completos de Cristina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixas -&lt;br /&gt;01 : Oh Lua 01:58&lt;br /&gt;02 : Lua Cheia 03:47&lt;br /&gt;03 : Olhos Observantes 04:07&lt;br /&gt;04 : Terra 05:46&lt;br /&gt;05 : Celebração 03:36&lt;br /&gt;06 : Meu Tesouro 03:59&lt;br /&gt;07 : Sou Beija-Flor 03:50&lt;br /&gt;08 : O Poder Das Estrelas 05:03&lt;br /&gt;09 : O Sol E A Lua 04:14&lt;br /&gt;10 : Gira O Mundo 03:14&lt;br /&gt;11 : Mamãe Terra 03:17&lt;br /&gt;12 : Eu Trouxe A Minha Viola 03:54&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraia as mp3 e as letras dos hinos clicando para download:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?7243m2tmzdy"&gt;Cristina Tati - "Cantos da Lua"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro6nnejYhmI/AAAAAAAAADk/VIKIumUlgFA/s1600-h/newslb.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 177px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro6nnejYhmI/AAAAAAAAADk/VIKIumUlgFA/s400/newslb.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084185326006077026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-6313272579497110343?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/6313272579497110343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=6313272579497110343&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/6313272579497110343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/6313272579497110343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/cantos-da-lua-de-cristina-tati.html' title='&quot;Cantos da Lua&quot;, de Cristina Tati'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro6nnOjYhlI/AAAAAAAAADc/42d6e3YZo9k/s72-c/deesse2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5659517835580714477</id><published>2007-07-06T11:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:09.244-03:00</updated><title type='text'>"Flor de Jagube", de Francisco Grangeiro Filho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro5FVujYhkI/AAAAAAAAADU/qWPTGRxcQA4/s1600-h/flor+de+jagube+1Foto+Marco+Gracie+Imperial.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro5FVujYhkI/AAAAAAAAADU/qWPTGRxcQA4/s400/flor+de+jagube+1Foto+Marco+Gracie+Imperial.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084077268923876930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Floração de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Banisteriopsis caapi&lt;/span&gt;, foto de Marco Gracie Imperial&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;O jagube está aí&lt;br /&gt;É para todos ter amor&lt;br /&gt;Para poder conhecer&lt;br /&gt;O nosso Pai Criador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folha chegou a tempo&lt;br /&gt;Ela vem mostrar seu valor&lt;br /&gt;Para nos levar à presença&lt;br /&gt;Do nosso Mestre Ensinador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cipó, a folha e a água&lt;br /&gt;Se juntou toda a harmonia&lt;br /&gt;Para nos levar à presença&lt;br /&gt;Da Sempre Virgem Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui pra te ajudar&lt;br /&gt;Procurar saber quem é&lt;br /&gt;Aí é o filho de Deus&lt;br /&gt;De Jesus, Maria e José&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique aqui, vá trabalhar&lt;br /&gt;E não me negue a seus irmãos&lt;br /&gt;Quem está dizendo sou eu&lt;br /&gt;É o velho Juramidã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(hino 14)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Francisco Grangeiro Filho foi chefe de feitio do Mestre Irineu e membro do chamado Estado Maior do Centro Livre, integrando também a Comissão de Cura. Ingressou na Doutrina a partir dos anos 50 e veio a desposar a filha caçula de Antônio Gomes, Adália, pedindo a sua mão ao Mestre já que desde que Antônio Gomes falecera em 1946 era o Mestre Irineu o responsável pela família, de modo que pode-se considerar Seu Chico Grangeiro como um "genro do Mestre". No antigo CICLU, era ele quem preenchia a função de Gestor, já que era o coordenador dos feitios de Daime.  Leia um seu &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/chico.htm"&gt;relato&lt;/a&gt; :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O milagre que ocorreu comigo foi em 1952. Eu cortava seringa. Um dia, caiu uma casca na minha vista. Passei seis dias sem dormir e comendo muito pouco. O olho começou a espoucar, foi logo ficando branco. Fui para a casa da mamãe. Era véspera de ano. O Mestre passou por lá com o Zé das Neves e eu lhe mostrei a vista.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, Chico, isso aí está ruim. Só um médico pode te ajudar. Eu não tenho ferramenta para isso.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Seu Irineu, se eu tiver que perder o olho é com o senhor. Se eu tiver que ficar bom, é com o senhor.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tá bem. Segunda-feira você aparece lá em casa.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nessa noite eu dormi, sem remédio, sem nada. Segunda-feira fui lá.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele estava no roçado e pediu à mulher para me dar um copo de Daime. Eu tomei e fui para casa. No dia seguinte, voltei lá.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Seu Irineu, recebi um hino, mas não achei futuro não.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quarta- feira, vou abrir um trabalho para você.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele me deu um copo cheio, mas não senti nada.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que tal, seu Francisco?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nada, seu Irineu.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pois eu mirei. Mirei o seu remédio.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naquele tempo, chegava um doente e ele geralmente atendia na quarta-feira. O doente tomava um copo que ele tinha, assim grande. No meio do trabalho, ia buscar a dieta, buscar o remédio. Todo mundo concentrado. Quando terminava, ele dizia: "O remédio do senhor é tal e tal". Se fosse Daime era Daime, se não, ele falava.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você tem mel de abelha em casa?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não senhor.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pois aqui tem! Raimunda, vai lá e traz aquele vidrinho com mel de abelha. Você molha no algodão e pega um pedacinho de morim e bote dentro bem limpinho. Pinga no seu olho.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim fui curado. Não tenho nenhum defeito.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tinha boa vontade. Eu ia para a mata procurar jagube e foi ele quem me ensinou. Devido a essa minha boa disposição, um dia, de tarde, ele me chamou:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Chico, você vai ser um general da Rainha. Por que eu vou te dar esse cargo? Porque você chega aqui e diz: "Padrinho, encontrei um jagube, encontrei um folhal". Então, eu vou lhe dar essa patente. Se não bromar, estou lhe preparando para quando eu sair daqui lhe deixar no meu lugar. Chico, a Rainha me entregou o mundo. Quem quiser comigo, é comigo. Quem não quiser, é comigo. O tanto que eu mando em cima da terra, do mesmo jeito eu mando dentro do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro48UujYhjI/AAAAAAAAADM/pyuEinPLpxQ/s1600-h/cmbandeira.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro48UujYhjI/AAAAAAAAADM/pyuEinPLpxQ/s400/cmbandeira.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084067356139357746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O hinário de Francisco Granjeiro Filho se compõe de 26 hinos que mostram que ele se tornou mesmo um General da Rainha. É um hinário também de cura, pois tem seus fundamentos nos trabalhos de feitio, nas idas à mata para coleta de material, nas madrugadas em torno da fornalha de cozimento das panelas. Por isso o intitulamos "Flor de Jagube", por recordar os feitios dessa época do ano, quando o cipó está florido na mata e a ayahuasca parece mais doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraia as mp3 desse hinário (em talentosa gravação da própria família Grangeiro) juntamente com as letras dos hinos clicando em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?avyywylyujn"&gt;Hinário de Francisco Grangeiro Filho - Completo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Apoio: Juarez Duarte Bomfim&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5659517835580714477?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5659517835580714477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5659517835580714477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5659517835580714477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5659517835580714477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/flor-de-jagube-de-francisco-grangeiro.html' title='&quot;Flor de Jagube&quot;, de Francisco Grangeiro Filho'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro5FVujYhkI/AAAAAAAAADU/qWPTGRxcQA4/s72-c/flor+de+jagube+1Foto+Marco+Gracie+Imperial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-3568080392111142388</id><published>2007-07-05T21:11:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:09.382-03:00</updated><title type='text'>"O Mensageiro" Instrumental</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro2L6OjYhiI/AAAAAAAAADE/OLNj_ly4NoQ/s1600-h/3G-+dante-gabriel-rossetti-ecce-ancilla-domini-1850-londra-tate-gallery.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 286px; height: 469px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro2L6OjYhiI/AAAAAAAAADE/OLNj_ly4NoQ/s400/3G-+dante-gabriel-rossetti-ecce-ancilla-domini-1850-londra-tate-gallery.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083873386826335778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A Anunciação", pintura de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dante_Gabriel_Rossetti"&gt;Dante Gabriel Rossetti&lt;/a&gt; (1850)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puro solo de violões, e um maracá de fundo apenas marcando o compasso de baile. Gravação realizada por George Washington Gomes de Souza, neto do do Padrinho Wilson, no estúdio em Votorantim (Carlos Flora), no ano 2001. Ideal para sessões de concentração ou acompanhamento de pessoa que esteja necessitando de tratamento terapêutico intensivo. A primeira vez em que fiz uma concentração com acompanhamento de uma gravação assim instrumental foi quando o Padrinho Luiz Mendes presidia o CICLU, e fizemos audição de "O Mensageiro" com teclados e sanfona, e foi muito forte a sessão. Hoje em dia devido à poluição sonora da vizinhança de muitos centros, tornou-se praticamente impossível realizar concentrações nos moldes antigos. Gravações como esta são de auxílio seguro . Já vi também, certa vez, após cantar o Germano e a primeira parte do Cruzeiro, no Alto Santo, fazer a segunda parte bailando com instrumentos mas sem canto. Uma espécie de concentração bailada, onde só se cantavam o 95 (Mensageiro) e os hinos novos (do 117 em diante). Parece ser um outro exercício com o Daime, o de voltar-se para si próprio, o que é com certeza producente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Extraia o download do hinário de Maria Damião (Maria Marques Vieira):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2m4vujysysz"&gt;O Mensageiro (Instrumental) - hino 1 a 25&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?egd4xma1xyt"&gt;O Mensageiro (Instrumental) - hino 26 a 49&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-3568080392111142388?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/3568080392111142388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=3568080392111142388&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/3568080392111142388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/3568080392111142388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/07/o-mensageiro-instrumental.html' title='&quot;O Mensageiro&quot; Instrumental'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Ro2L6OjYhiI/AAAAAAAAADE/OLNj_ly4NoQ/s72-c/3G-+dante-gabriel-rossetti-ecce-ancilla-domini-1850-londra-tate-gallery.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-6871635960468179896</id><published>2007-06-28T18:30:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:09.632-03:00</updated><title type='text'>"Naturalmente" a Paz!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RoQd5-jYhgI/AAAAAAAAAC0/zSKsKV8UICo/s1600-h/AlfredoJuru%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RoQd5-jYhgI/AAAAAAAAAC0/zSKsKV8UICo/s400/AlfredoJuru%C3%A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081219161461917186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foto: Luis Eduardo Pomar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Eu aprendi neste mundo&lt;br /&gt;Não fazer mal a ninguém&lt;br /&gt;E desejo demonstrar&lt;br /&gt;Belezas que meu Pai tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Santo Soberano&lt;br /&gt;De poder universal&lt;br /&gt;Quem destrói a natureza&lt;br /&gt;Está ferindo o nosso Pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Pai e nossa Mãe&lt;br /&gt;Nos olham todo momento&lt;br /&gt;Nos dá tudo em abundância&lt;br /&gt;A saúde e o alimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não reconhece a força&lt;br /&gt;Do Divino Onipotente&lt;br /&gt;Está vivendo no escuro&lt;br /&gt;E caminhando inconsciente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Demonstração", hino 02 da "Nova Era" do Padrinho Alfredo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O fotógrafo Luís Eduardo Pomar, em seu excelente &lt;a href="http://lepomar.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt;, explica melhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alfredo Gregório de Mello, junto com seu pai Sebastião Mota de Melo, são os principais responsáveis pela expansão do Santo Daime mundo à fora. Hoje pode-se tomar o Daime na Holande e na Espanha legalmente. Muitos outros países estão em processo de legalização. À partir de 1996, Alfredo Gregório vêm também expandindo e desenvolvendo comunidades do Santo Daime no Vale do Juruá, Amazônia. Como ele diz: &lt;/span&gt;"&lt;span&gt;Uma árvore quanto mais põe seus galhos e ramos pra cima, também deve pôr suas raízes para dar sustentação fundo na terra&lt;/span&gt;."&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A expansão do Santo Daime mundo a fora não teria sustentação necessária se não fosse também aprofundado como raízes de uma árvore, para dentro do seu berço natural, a Amazônia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em entrevista a Tetê Paz Leme (disponível em formato &lt;a href="http://www.blogger.com/www.santodaime.org/arquivos/Alfredo%20Jurua.pdf"&gt;pdf&lt;/a&gt;), Padrinho Alfredo narra a trajetória espiritual de seu pai e do Cefluris, na ocasião da abertura do "Céu do Juruá" no antigo seringal onde ele nasceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A finalidade e objetivo de estar lutando e trabalhando para me aproximar deste lugar, é tanto pelas lembranças antigas de um berço, de um nascimento material muito importante, assim como o grande berço do nascimento espiritual, do conhecimento espiritual do Sebastião, do meu pai. Foi lá onde ele, aos 25 anos, se encontrou desenvolvido e apesar do seu desenvolvimento ter levado uns 10 anos, desde os 8 ele já tinha um chamado muito importante para os conhecimentos espirituais. A partir desta data até os 25 anos, tornou-se uma pessoa conhecida naquela área como um bom curador do seringal, aonde não podíamos esperar nenhum outro recurso, nem médico e nem mesmo outros curadores. Ali estava Sebastião Mota de Melo tratando de uma massa de gente, onde se podia contar com oito ou dez pessoas toda semana na sua casa, presenciando e participando do seu trabalho de mesa branca, do seu trabalho mediúnico e instruções esotéricas, assim como conselhos e remédios que eram passados pela mão daquele aparelho tão importante, através de guias muito considerados, como o professor Antônio Jorge, José Bezerra de Menezes, a irmã Maria Amélia, Antônio Mendiares... e outros. Neste lugar, levou muitos anos fazendo esse atendimento àquele povo necessitado e trabalhando para educar sua família, o que não lhe era bastante suficiente. No desejo de botar os filhos para estudar, de aprender outras sabedorias que, sem dúvida, ele iria encontrar, é que Sebastião Mota fez sua grande canoa, fez seu rumo, aprontou seu varejão, aprontou sua linha de cisga e arrumou tudo dentro da canoa, com tolda de palha, colocando toda sua família, sua esposa e seus filhos, e partiu para o Cruzeiro do Sul. Foi uma caminhada de aproximadamente um mês ou um mês e meio, navegando de forma primitiva como ele navegou, para chegar ao ponto em que se encontrava o primeiro pouso, o primeiro campo de arriação. Então, levamos quase dois meses subindo o rio Juruá, palmilhando as praias, palmilhando os barrancos e atrevessando de uma praia prá outra de remo e sempre aquele homem com aquela corda nas costas, puxando uma canoa de mais de uma tonelada de peso, para assim poder nos levar a uma outra cidade, que foi Rio Branco. Sendo que a nossa caminhada da floresta até o Cruzeiro do Sul tem um conteúdo histórico muito importante, que posteriormente poderemos detalhar, coisas que vão somar na compreensão de toda essa história. Chegando a Rio Branco, ele procurou uma dica que teria recebido de seu Mestre desenvolvedor , Mestre Oswaldo. Ele procurou essa casa espírita, que veio mais tarde encontrar, a casa do senhor Raimundo Irineu Serra, o Mestre Irineu. Daí ele iniciou com mais graus de conhecimento, com mais altura espiritual, o conhecimento da doutrina do Santo Daime, que levou o nome de CEFLURIS, Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, que lhe elevou para um ponto de tranquilidade, de calma e sabedoria e com isso foi iniciada uma congregação, onde ingressou muita gente. Hoje estamos com essa força, unindo esta força, não só de parentes como de amigos que acreditaram neste padrinho , acreditaram neste homem, neste pastor espiritual e que estamos juntos formando a corrente de união para a reabertura deste lugar que há tanto tempo ficou parado, ficou bruto na floresta como um encanto, como uma dádiva encantada, deixada ali por Sebastião Mota de Melo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RoQd6OjYhhI/AAAAAAAAAC8/btlgoJ9s70E/s1600-h/Alfredo+raspando+o+cip%C3%B3+Foto+Saulo+Petean+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RoQd6OjYhhI/AAAAAAAAAC8/btlgoJ9s70E/s400/Alfredo+raspando+o+cip%C3%B3+Foto+Saulo+Petean+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081219165756884498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alfredo Gregório e Reinaldo Bento em feitio, foto de Saulo Petean, anos 80&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa produção do &lt;a href="http://www.xamanismo.com.br/"&gt;Céu da Lua Cheia&lt;/a&gt;, o cd "Naturalmente" foi gravado em estúdio no ano 2000, trazendo uma seleção de hinos do Padrinho Alfredo, e representou uma nova proposta de veiculação e registro da Cultura do Santo Daime, com arranjos especiais desvinculados da pauta rítmica normal de um festejo bailado, o que só havia ocorrido antes na gravação que Ney Matogrosso fez do hino "Oh Lua", aliás também parte desta seleta. Em setembro do ano passado, preparando aiauasca com os índios hunikuins do Alto Purus, um deles colocou uma fita cassete para tocar e lá estava o Walfredo cantando "O Sol Raiou", que eles escutavam com muito apetecimento. O que significa que esse trabalho vem cumprindo sua função. O Padrinho Alfredo Gregório, em sua liderança internacional, muitas vezes injustamente atacado perante a opinião pública por haver enfrentado a pós-modernidade e descortinado horizontes até então impensáveis para as outras seitas do Daime, se defende justamente pelos argumentos preciosos que a missão a ele confiada re-significa, e vem se precavendo dos descalabros de muitos de seus pretensos seguidores através do seu próprio exemplo, constante, de um contínuo aperfeiçoamento pessoal e uma ponderada condescendência para com as mazelas que a humanidade espera ter sanadas. Talvez assim esteja alcançando aquilo que São Francisco de Assis pregava como requisito para o desenvolvimento espiritual: a inofendibilidade, ou seja, ser totalmente refratário às ofensas, como me ensinou o irmão Beto Mancini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faixas deste compact-disc são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 - Ligação Divina (hino 10)&lt;br /&gt;02 - O Poder do Sol (hino 16)&lt;br /&gt;03 - Conforto (hino 26)&lt;br /&gt;04 - O Sol Raiou (hino 39)&lt;br /&gt;05 - Vejo o Brilho (hino 40)&lt;br /&gt;06 - O Sol Nasceu (hino 41)&lt;br /&gt;07 - Na Potência da Lua (hino 55)&lt;br /&gt;08 - Oh Lua (hino 57)&lt;br /&gt;09 - Do Infinito do Astral (hino 75)&lt;br /&gt;10 - Esta Luz que nos Clareia (hino 85)&lt;br /&gt;11 - Som da Cachoeira (hino 116)&lt;br /&gt;12 - Abelhinha (hino 137)&lt;br /&gt;13 - Naturalmente (hino 146)&lt;br /&gt;14 - Minha Rosa do Jardim (hino 154)&lt;br /&gt;15 - Demonstração (hino 02 da "Nova Era")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para extrair o download das faixas mp3 deste cd, clique em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?8zxdfmcdg2c"&gt;"Naturalmente" - Seleção de Hinos do Padrinho Alfredo Gregório&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-6871635960468179896?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/6871635960468179896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=6871635960468179896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/6871635960468179896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/6871635960468179896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/06/naturalmente-paz.html' title='&quot;Naturalmente&quot; a Paz!'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RoQd5-jYhgI/AAAAAAAAAC0/zSKsKV8UICo/s72-c/AlfredoJuru%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-4203433046310338350</id><published>2007-06-25T03:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:09.814-03:00</updated><title type='text'>Regina Pereira e "O Segredo"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_H1AEyGpmivA/R89jN8mpOrI/AAAAAAAAADU/lDyYFj2YK7s/s1600-h/Madrinha+Regina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174463588129651378" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_H1AEyGpmivA/R89jN8mpOrI/AAAAAAAAADU/lDyYFj2YK7s/s320/Madrinha+Regina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O presente hinário é composto de 110 pérolas chamado "O Segredo", título do hino ofertado por nosso querido Padrinho Sebastião à Madrinha Regina Pereira, o qual abre seu hinário e faz parte da Nova Jerusalém:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;13. O Segredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estando nas matas&lt;br /&gt;Uma Luz me apareceu&lt;br /&gt;Iluminou meu pensamento&lt;br /&gt;E era o Rei dos Judeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estando nas matas&lt;br /&gt;Uma Luz me apareceu&lt;br /&gt;Iluminou meu pensamento&lt;br /&gt;E um segredo Ele me deu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estando nas matas&lt;br /&gt;Eu devo agradecer&lt;br /&gt;Dou louvor a minha Mãe&lt;br /&gt;Para eu resplandecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estando nas matas&lt;br /&gt;Uma Luz me apareceu&lt;br /&gt;Quando eu abri os olhos&lt;br /&gt;Eu avistei São Irineu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava nas matas&lt;br /&gt;Quando uma voz me falou&lt;br /&gt;Agradeça com amor&lt;br /&gt;Tudo em quanto Deus te dá&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voz e firmeza no canto que já ganharam todos oceanos do globo terrestre faz desta puxadora e zeladora de hinários nomeada pelo próprio Padrinho Sebastião, peça fundamental da Doutrina no Céu do Mapiá e peça chave no aprendizado dos hinários. Quem já não estudou inspirado por sua voz que nos remete à "voz da floresta"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir apresentamos uma carta com a mensagem da Dona Regina, aproveitando a semana da mulher, em ocasião do "Primeiro Encontro de Mulheres na Floresta – EMFLORES" , Céu do Mapiá, que ocorreu entre 15 a 25 de Julho de 2007:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Mensagem de Regina Pereira sobre o Movimento das Mulheres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Céu do Mapiá, janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estava a aguardar o inicio do trabalho de São Sebastião durante o terço de abertura, em minha cadeira no quarto do Daime. Com as muitas Ave-Marias, entrei numa meditação sobre o feminino, sobre a origem e o propósito de fazer esse Encontro de mulheres.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma viagem no tempo (anti-horário), eu passei uma vista Bandeira do lado do Padrinho Sebastião, no Mestre Irineu, tudo isso no lado feminino.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que deu o passo a essa viagem foi a de criar o logotipo do Encontro, que é uma Mandala de Rainhas e as mãos das Mulheres. Com isso eu fui ao tempo do Padrinho Sebastião e do Mestre Irineu.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Mestre Irineu eu cheguei na Lua Branca. Lá eu encontrei a Lua branca, mas a Lua Nova. Nela está o escuro, mas está também o branco. Um nascimento, um feto. A Lua Nova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A história do Mestre Irineu, a Nossa Senhora, a Lua nova, que é a primeira lua. O Mestre recebeu da Lua a grande história, recebeu do Feminino. Isso representou no espelho, que é a Lua, o grande espelho. Ela se apresentou na Lua. E eu alcancei a Lua Nova que é o nascimento, o princípio.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele passou um tempo amadurecendo a historia que recebeu da Nossa Senhora, da Lua Branca. Pra poder lhe dar o seguimento. Quando ele amadureceu esta Missão que Ela lhe entregou, ele gerou o nascimento. Quando ele entendeu esse nascimento, para ativar a ação daquele início, ele criou uma mandala, que é feminino também. Uma mandala com outras culturas. Ele uniu as raças. Ele uniu o cristianismo, e foi juntando as histórias. E ele uniu o masculino e o feminino. O Mestre Irineu criou a sua linha, entre todas as culturas, uniu o catolicismo, o espiritismo, a umbanda. E se formou essa história em que estamos hoje, ficou eclética, por isso ser chamado de Centro Eclético.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando o Padrinho Sebastião recebeu o que era de sua parte, e no criar do Comunitário, ele valorizou o feminino. E lhe entregou o serviço. Ele deu uma libertação para a mulher. Ele igualou a função dela, dentro do trabalho dele, como a do homem. Ele é o Senhor dessa Bandeira. Nesta Bandeira estão as mulheres do Novo Tempo e da Nova Era.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque esta descoberta está na força da mente da Nossa era, e a Senhora da nossa mente é a Santa Maria, porque foi ela quem despertou o Feminino na historia do Padrinho Sebastião.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós nos igualamos com os homens no trabalho espiritual e material; Nós fomos as primeiras mulheres a sentar na mesa do Trabalho espiritual da casa do Padrinho, fomos as primeiras mulheres que administramos centros comunitários, como companheiras mesmo. As primeiras a trabalhar no lado feminino do feitio.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá no tempo do Mestre, ele criou, Ele fez o nascimento da historia e o Padrinho Sebastião entrou dentro da evolução, pois foi ele quem abriu para o mundo, assim abertamente, e juntamente com a expansão a mulher foi libertada, sempre colocando a mulher como companheira do homem.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mulher entrou com uma chave, que era a organização feminina, colocando a mulher do lado do homem, a mulher que cuida das coisas femininas, como no canto, na fiscalização.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós agora, que somos as Mulheres da Bandeira do Padrinho, que vamos criar esse Grande Encontro. Que pode ser um desafio, por dar um certo trabalho, mas dentro de nosso coração palpitante está a alegria em chegar nesse ponto.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E já temos o nosso símbolo que é a Mandala. As Mulheres do Novo Tempo, da Nova Era, as mulheres que vão despertar e libertar a mente, criando esse grande elo espiritual.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora a nossa missão é completar essa Lua Nova e levá-la à Lua Cheia.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós, aqui no Céu do Mapiá estamos criando e formando a Nova Jerusalém que é o nosso ponto final. Então esse é o objetivo desse Grande Encontro das Mulheres para a realização do grande objetivo.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A realização do chamamento do ser. O grande ser está dentro de cada uma de nós aclamando a liberdade interior, que é o Grande ser, a pureza, é Deus, e a mulher é quem gera vida. Chegou o momento desse acontecimento. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:'Comic Sans MS';font-size:10;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;na Vila Céu do Mapiá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Para realizar o download do Hinário "O Segredo" (que é cantado todo 28 de outubro no Céu do Mapiá em homenagem ao aniversário do finado Padrinho Mário Rogério), cliquem em :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?e3tlxu3ndxm"&gt;O Segredo - hinos 01 a 16 (com caderninho)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?ujbgufhtcdp"&gt;O Segredo - hinos 17 a 31&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?gfgkyiihrt5"&gt;O Segredo - hinos 32 a 48&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?m2i5syzyc0z"&gt;O Segredo - hinos 49 a 67&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?2zdzdzomnik"&gt;O Segredo - hinos 68 a 90&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?mwkmlgyvmk2"&gt;O Segredo - hinos 91 a 110&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos a irmã Leda Carbonera que nos enviou carinhosamente esta bela gravação!... Após "O Segredo", caderno que encerrou em 1989, Dona Regina abriu um novo caderno de hinário pleno de primozias, intitulado "Sem Fronteiras", o qual foi dedicado à sua filha Sheila Rocha e que em breve estaremos divulgando através deste nosso blog. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-4203433046310338350?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/4203433046310338350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=4203433046310338350&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4203433046310338350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/4203433046310338350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2008/03/o-segredo-madrinha-regina-pereira.html' title='Regina Pereira e &quot;O Segredo&quot;'/><author><name>Paula Gasparini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09646680411122815483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H1AEyGpmivA/R89jN8mpOrI/AAAAAAAAADU/lDyYFj2YK7s/s72-c/Madrinha+Regina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5716373783938433848</id><published>2007-06-13T06:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:09.983-03:00</updated><title type='text'>Tetê e "A Arca de Noé"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rm9jxix-EnI/AAAAAAAAACs/GsbrOr1I4UM/s1600-h/Capinha+Tet%C3%AA+JPEG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rm9jxix-EnI/AAAAAAAAACs/GsbrOr1I4UM/s400/Capinha+Tet%C3%AA+JPEG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075385007870972530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arte da capa: Caio Lemos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim como é algo inusitado que um caderno de hinário extenso como o de Maria Brilhante seja alçado ao calendário oficial de um grande centro como o Cefluris (agora inaugurando seu &lt;a href="http://www.santodaime.eu/"&gt;site europeu&lt;/a&gt;), também é interessante observar que o hinário "A Arca de Noé", de Tereza Gregório, não alcançou esse lustro. Talvez por ela ter sido solteirona, sem filhos, não torne seu hinário apto para o festejo do Dia das Mães, por exemplo, e poucos são os centros ligados ao Cefluris que se dedicam a seu estudo (a maioria ainda possui seus próprios "hinários da casa" por zelar). Entretanto, o hinário dessa irmã da Madrinha Rita (eram cinco irmãs: Joana, Tereza, Luísa, Rita e Júlia), não apenas foi um hinário "formador" da história da igreja do Padrinho Sebastião na Colônia Cinco Mil, mas  também se tornou emblemático por ser um dos hinários preferidos de toda a família. Uma lástima que muito eventualmente é que ele seja celebrado, acompanhando trabalhos de cura, festejos de aniversário, ou mesmo velórios. Apenas na igreja onde ela é patrona, o "Céu da Arquinha", em Natal - RN (justa homenagem no estado onde ela nasceu), se canta oficialmente este hinário na data de 9 de novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tereza Gregório, a Tetê, nasceu no Rio Grande do Norte e veio para o Acre na companhia de sua família para os sertões do Rio Juruá na época da Segunda Grande Guerra. Acompanhou seus pais, Idalino e Maria Francisca das Chagas, quando estes vieram se estabelecer em Rio Branco, no ano de 1951. Com a vinda de sua irmã Rita e seu cunhado Sebastião Mota de Melo para a Colônia Cinco Mil, na capital do Estado, anos depois acolheu o Santo Daime e por ele foi acolhida com satisfação, havendo se tornado irmã fardada ainda em vida do Mestre Irineu. Na Colônia Cinco Mil se tornou a zeladora da nova igreja, sua amada "barquinha" (a idéias original do projeto arquitetônico foi de que fosse edificada no formato de uma barca), cuidando tanto de sua limpeza e apresentação quanto da oração do terço antes dos hinários e o bailado na fila das solteiras. O sobrepeso emocional possibilitou que desenvolvesse um tumor, que a vitimou quando ainda não tinha cinqüenta anos de idade. Passou para o outro lado "com louvor", é o que atesta seu hinário de primorzias onde o Beija-flor curador da Linha de Arroxim resplandece, e onde ela, como Maria Marques Vieira, soube apresentar suas despedidas num ímpeto de alegria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meus irmãos, eu já voltei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Voltei para o meu Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com fé e esperança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu vou vencer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu São João foi quem me disse&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eu tenho que afirmar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esta consagração divina&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do Pai Criador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim, o hinário da Madrinha  Tetê possui a mesma relevância com relação ao hinário do Padrinho Sebastião que o hinário de Maria Damião tem em relação ao "Cruzeiro" do Mestre Irineu - é um dos esteios do Cefluris assim como o de Maria Damião para sempre será do Ciclu. Para extrair as mp3 do hinário da Madrinha Tetê, realize o download a partir de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?fmmg9mn9e9y"&gt;"A Arca de Noé" - hinos 1 a 23&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?7smklonxexa"&gt;"A Arca de Noé" - hinos 24 a 45 (com caderno)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5716373783938433848?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5716373783938433848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5716373783938433848&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5716373783938433848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5716373783938433848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/06/tet-e-arca-de-no.html' title='Tetê e &quot;A Arca de Noé&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rm9jxix-EnI/AAAAAAAAACs/GsbrOr1I4UM/s72-c/Capinha+Tet%C3%AA+JPEG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-485542640792068535</id><published>2007-06-11T14:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:10.304-03:00</updated><title type='text'>Maria e a "Estrela Brilhante"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rm2E-Sx-EmI/AAAAAAAAACk/MXcVexk4SsU/s1600-h/avemaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 293px; height: 392px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rm2E-Sx-EmI/AAAAAAAAACk/MXcVexk4SsU/s400/avemaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074858560844599906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Brilhante é a esposa do Padrinho Eduardo Salles Freitas, havendo se iniciado na Doutrina do Mestre Irineu a partir dos anos 60 quando alguns moradores da Colônia Cinco Mil, liderados por Sebastião Mota de Melo, ingressaram nas fileiras da Rainha da Floresta no Alto Santo. O hinário da Madrinha Maria Brilhante é cantado oficialmente no Céu do Mapiá na abertura do festival de junho, na véspera de Santo Antônio (data em que em sua época o hinário do Padrinho Sebastião era cantado no CICLU).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo do hinário de uma seguidora ter se tornado parte do calendário oficial de um centro como o Cefluris decorreu dela ter feito assim, quando a comunidade estava assentada no Seringal Rio do Ouro, promessa pela cura do filho primogênito do Padrinho Sebastião, que fora acometido por grave infecção. Se o Valdete fosse curado e se restabelecesse, os hinos de Dona Maria seriam cantados na véspera do Santo Antônio. Valdete foi curado, é o nosso Padrinho Valdete, e o hinário cantado de farda branca é de cura e se intitula "Estrela Brilhante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hinos desse hinário descrevem toda a história do CEFLURIS desde sua fundação até os dias de hoje. Ainda incluem, entremeados com os hinos originais, os hinos presenteados. Há, portanto, hinos recebidos por Dona Maria e hinos que a ela foram presenteados por membros da irmandade. Esse costume de "presentear" hinos surgiu no Cefluris a partir dos anos 80, e representaria mais que uma simples dedicatória: seria um compromisso do "presenteado" em manter "aguadas" as suas flores. A gravação data de 1992, quando pela primeira vez a igreja da Colônia Cinco Mil, o CEFLUWCS, apresentou o hinário de Dona Maria Brilhante nesse dia, já que as noras do Padrinho Wilson Carneiro, Graça e Neucilene, comprometeram-se de estudá-lo para apresentar condignamente. Em primorosa série de gravações no Mapiá, Regina Pereira e Eduardo Ferreira registraram especialmente (com participação especial até da chuva no zinco do telhado da casa grande) os 156 primeiros hinos do "Estrela Brilhante", hoje substancialmente acrescido, mas preferimos divulgar essa gravação pelo muito significante que nos parece esta gravação. Oportunamente iremos fazer a republicação completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para realizar o download das mp3 e caderno, extraia em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?0dy2fuxt1dt"&gt;"Estrela Brilhante" - hinos 1 a 40&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?dsvzkjmtjt4"&gt;"Estrela Brilhante" - hinos 41 a 79&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?6a9wleiz4zu"&gt;"Estrela Brilhante" - hinos 80 a 119&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?ctft1zyxn3b"&gt;"Estrela Brilhante" -  hinos 120 a 156 (e 3 bônus) com caderno&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vídeos da última visita de Maria Brilhante a Florianópolis (Maio/2007): &lt;a href="http://www.lemaroc.org/videos/author-leonardoDeligi.html"&gt;Leonardo Deligi&lt;/a&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Trfk1FwNbb0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XxCe3bbIJ8k"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XxCe3bbIJ8k" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;a href="http://www.lemaroc.org/videos/author-leonardoDeligi.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LqtnYRPul1s"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LqtnYRPul1s" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-485542640792068535?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/485542640792068535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=485542640792068535&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/485542640792068535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/485542640792068535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/06/maria-e-estrela-brilhante.html' title='Maria e a &quot;Estrela Brilhante&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rm2E-Sx-EmI/AAAAAAAAACk/MXcVexk4SsU/s72-c/avemaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5367394445815379360</id><published>2007-06-01T06:10:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:11.198-03:00</updated><title type='text'>"O Jardim das Oliveiras", de Sebastião Luiz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl_Z58_rcGI/AAAAAAAAACU/2IrfuiDbunM/s1600-h/oliveflower.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl_Z58_rcGI/AAAAAAAAACU/2IrfuiDbunM/s400/oliveflower.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071011295091454050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;flores de oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Este é um desses cadernos de hinário que não poderiam cair no esquecimento, mas infelizmente "entram em extinção" após o falecimento de seu dono. Sebastião Luiz era um senhor natural de Minas Gerais, de pele bem escura, radicado no Acre há muitas décadas e seguidor do Mestre Irineu desde os anos 50. Casou-se com a filha mais nova da Madrinha Zulmira Gomes, Jovita, depois que esta se separou do primeiro esposo que foi morar em Rondônia. Era, portanto, cunhado da viúva do Mestre, a Madrinha Peregrina Gomes Serra. No dia 15 de setembro passado, nos festejos das Bodas de Ouro do Mestre, encontrei-me com Dona Jovita e comentei com ela sobre esse hinário. Ela disse que não tinham mais os cadernos, e ficou feliz de saber que eu preservara seu estudo através da gravação que a irmã Suzana realizara com Sebastião Luiz cantando "à capela". Assim que, mesmo o hinário não sendo "meu", de "minha lavra", considero-me como um seu zelador, e tenho muito prazer nesse labor pois é um hinário verdadeiramente precioso tanto a nível melódico quanto por seu conteúdo doutrinário. Inclusive um dos hinos de "O Pequenino", de Saturnino Mendes, é referência direta ao "Tá em você" deste hinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;        Tá em você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;        Em você está&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                Você tendo amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                E sabendo amar&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                        Tendo firmeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                        e fazendo por merecer&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                                Dentro do Poder Divino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                                tem tudo para nós ver&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                                        E tem primor, e tem beleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;                                        do nosso Pai Verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;A gravação foi realizada por mim, Eduardo Bayer, no ano de 1999, quando Ramiro Teixeira, hábil violonista e neto do Padrinho Wilson Carneiro, veio passar uma temporada ao meu lado no Rio Grande do Sul. Comprei um violão usado de um colega de faculdade e este advertiu que trocasse logo o encordoamento, que estava muito gasto. Por incrível que pareça, foram muito mais de quarenta horas de gravações com esse violão, deste e outros hinários, e as cordas nas mãos de Ramiro ficaram como que mágicas e não se romperam, nenhuma sequer. Gravamos esse hinário cuidadosamente, passo a passo, ouvindo cada hino na fita cassete original onde Sebastião Luiz o solfejava, fazendo marcações de fonemas tônicos ou prolongados que ajudavam a cantar com mais segurança. Se aqui e ali há alguma imprecisão, pois a parte melódica desses hinos é extremamente requintada, com diferentes nuances, acredito que o próprio Daime ajude a "colocar nos trilhos" o canto a quem se interesse de aprendê-lo, pois este é um hinário autêntico, de raiz, com sua própria multidimensionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos seus hinos diz que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no jardim das oliveiras as flores não têm defeito&lt;/span&gt;", por isso o hinário foi intitulado "O Jardim das Oliveiras", título que a mim pessoalmente lembra uma gravura antiga muito difundida nos lares mais proletários e que mostrava à sua direita Jesus em oração contemplativa tendo como fundo o jardim das oliveiras iluminado por esplêndida lua cheia abrindo passo por entre nuvens escuras. Na iconografia cristã entretanto o jardim das oliveiras aparece tanto como o local preferido de meditação de Jesus, no aconchego da natureza (e podemos pensar que na cálida Palestina um jardim assim ganha conotações de oásis), quanto o lugar onde o Mestre fez suas últimas preces antes de ser capturado pelos soldados romanos e iniciar sua Paixão. Preferimos, para este hinário, a primeira imagem: um jardim de orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraia o download das mp3 deste hinário (o arquivo com as letras dos hinos se encontra na última pasta) em:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?dlzj25txtfx"&gt;"O Jardim das Oliveiras" - hinos 1 a 32&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?5zgtzukl0zz"&gt;"O Jardim das Oliveiras" - hinos 33 a 64&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?3vmxdgxwuem"&gt;"O Jardim das Oliveiras" - hinos 65 a 95 (com caderno)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 0);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl_Z6M_rcHI/AAAAAAAAACc/9Y0lFtRD1m0/s1600-h/Purple-Jesus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl_Z6M_rcHI/AAAAAAAAACc/9Y0lFtRD1m0/s400/Purple-Jesus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071011299386421362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;pintura de Ruth Jones&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5367394445815379360?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5367394445815379360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5367394445815379360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5367394445815379360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5367394445815379360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/06/o-jardim-das-oliveiras-de-sebastio-luiz.html' title='&quot;O Jardim das Oliveiras&quot;, de Sebastião Luiz'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl_Z58_rcGI/AAAAAAAAACU/2IrfuiDbunM/s72-c/oliveflower.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5686544913069264958</id><published>2007-05-31T11:30:00.000-03:00</published><updated>2010-02-01T00:22:55.323-03:00</updated><title type='text'>"Eu Sou Feliz", de Tufi Rachid Amin (novo)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/SK8U5Qe8SsI/AAAAAAAAAKk/OXthczcrHx4/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/SK8U5Qe8SsI/AAAAAAAAAKk/OXthczcrHx4/s400/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237427865565022914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tufi Rachid Amim nasceu em Rio Branco-Acre, em 10 de  maio de 1952, originário de família sírio-libanesa que migrou para o Norte do  Brasil, atraída pela pujança econômica da borracha amazônica. Quando criança  estudou na Escola O Cruzeiro, fundada pelo Mestre Raimundo Irineu Serra, no Alto  Santo, e teve como professora dona Percília Matos da Silva. Timidamente o menino  Tufi observava o Padrinho Irineu Serra nas visitas periódicas que este fazia a  escola.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ainda garoto, Tufi começou a trabalhar para ajudar a  família. Foi baleiro, catraieiro, vaqueiro, “marreteiro” (compra e venda de  gado), ajudante de caminhão, caminhoneiro, taxista, trabalhador rural e policial  militar. Atualmente é sargento aposentado do Corpo de Bombeiros e pequeno  proprietário rural. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sargento Tufi é filho do comerciante Rachid Amim  Abrahim. Da amizade do “turco”&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftnref1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;  Rachid com o maranhense Irineu Serra surge o convite para que Benjamim Rachid  Amim, filho do velho Abrahim e irmão de Tufi, fosse padrinho de casamento de  Raimundo Irineu Serra com a dona Raimunda Feitosa, isso no já distante ano de  1937.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tufi é casado com a Sra. Herotildes Sales Amim, pai de  cinco filhos – Rachid, Liliam, Leila, Suzy e Lisandra – e avô do menino  Douglas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi na condição de proprietário rural que o amigo Tufi,  em novembro de 2004, se viu envolvido numa inusitada história do “seqüestro da  jumenta”, que devido ao insólito do fato ganhou as manchetes nacionais. Uma  história que seria cômica se não fosse trágica, isto é, não envolvesse questões  de segurança para si e sua família.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h2 style="margin: auto 0cm; text-align: center; color: rgb(51, 102, 102); font-style: italic; font-weight: normal;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);font-size:85%;" &gt;Polícia  investiga "seqüestro" de jumenta&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="margin: auto 0cm; text-align: center; color: rgb(51, 102, 102); font-style: italic; font-weight: normal;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;a name="11b83cad518817d1_110022495492696913"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; color: rgb(51, 102, 102); font-style: italic;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; color: rgb(51, 102, 102); font-style: italic;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;Primeiro eram banqueiros. Depois foi a vez de  comerciantes e publicitários. Mas agora nem nossos amigos quadrúpedes têm se  salvo. A Polícia Civil do Acre investiga o "seqüestro" de uma jumenta de quatro  anos, que foi furtada há três meses de uma fazenda em Rio Branco (AC). No estábulo, onde  o animal costumava passar a noite, o dono da propriedade, o policial militar  aposentado Tufi Rachid Amim, encontrou um bilhete com um pedido de resgate: R$  1.500. Ele afirmou que depois do "seqüestro" passou a receber telefonemas com  ameaças contra ele e contra o animal. Segundo o delegado, o Código Penal  considera seqüestro apenas os crimes que envolvam a subtração de pessoas, não de  animais. O crime está sendo tratado como extorsão, cuja pena prevista é de  quatro a dez anos de prisão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; color: rgb(51, 102, 102); font-style: italic;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;(Folha Online)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tufi conheceu o Daime &lt;span&gt;no ano de 1979,  &lt;/span&gt;numa visita ao &lt;span&gt;Centro Espírita  e Culto de Oração “Casa de Jesus – Fonte de Luz”, a Barquinha, presidida pelo  Velho Pastor Manuel Araújo, da qual foi freqüentador.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No  ano de 1985 se filia a linha do Mestre Irineu, a Doutrina do Santo Daime, no  Centro Livre presidido pelo Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento, Centro  ao qual pediu fardamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nesta  casa – então denominada CICLU, atual Centro Rainha da Floresta – Tufi exerceu as  funções de subcomandante, comandante e gestor da Diretoria. Foi nesse período  que, na condição de um dos organizadores da inesquecível comemoração do  Centenário do Mestre Irineu, o seu Tufi hospedou a comitiva do Padrinho Alfredo  Gregório na sua confortável casa na Vila Irineu Serra, e os “causos” de tão  memorável festa ainda está viva na memória dos participantes, como se tivesse  ocorrido ontem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em  1994, junto ao padrinho Luiz Mendes, o sr. Ladislau Nogueira, amigos e  familiares, Tufi contribuiu decisivamente para a fundação do CICLURIS, também  situado na Vila Irineu Serra, tendo o Ladi como Presidente, Tufi como Vice e  Luiz Mendes como Conselheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em  1998 o CICLURIS é rebatizado de CICLUJUR – Centro de Iluminação Cristã Luz  Universal Juramidam – com a mesma composição da diretoria, Ladislau Nogueira,  presidente; Tufi Amim, Vice-Presidente, enquanto que o Mestre Conselheiro Luiz  Mendes do Nascimento adentrava a floresta para firmar a sua Fortaleza.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi  na condição de dirigente daimista que Tufi Amim participou, como representante  (suplente), do Grupo Multidisciplinar de Trabalho do Conselho Nacional de Drogas  (GMT do CONAD), instituído como resultado do Seminário sobre a Ayahuasca,  organizado pelo Governo federal em março de 2006, na cidade de Rio Branco, tendo  o objetivo de criar normas e regulamentar o uso religioso da  ayahuasca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  hinário “Eu sou feliz” que aqui apresentamos, começou a ser recebido do Astral  Superior por Tufi Amim no ano de 1987. O primeiro hino, “Eu sou feliz”, é que dá  título ao hinário que então se inicia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu sou feliz, eu sou  feliz, eu sou feliz,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu sou feliz, porque  estou no meu país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;No meu país, que o  Senhor me ordenou,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;pra eu cumprir esta  Missão com meus irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O apóstolo dos gentios nos diz que "a &lt;span&gt;nossa pátria&lt;/span&gt; é nos céus"&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftnref2"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,  portanto estou feliz porque estou no meu país - o reino dos Céus - onde mora o  meu Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que me ordenou voltar a Terra, “pra eu  cumprir esta Missão com meus irmãos”: cerrar fileiras com o Rei Juramidã para  replantar a Santa Doutrina de Jesus Salvador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O hinário de Tufi Amim tem diversos hinos de cura, entre  os quais, destaca-se&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;“O Doutor”,  onde um ser curador se apresenta:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu sou, eu sou, eu sou o  teu doutor,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;trazendo o remédio pra  curar a tua dor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E logo a seguir anuncia a causa da doença: “a tua dor  foi você quem criou” - a implacável lei divina do carma, de causa e efeito.  Porém, rogue e chame pelo Doutor Divino, Nosso Senhor Jesus Cristo, que Ele se  apresenta “trazendo o remédio pra curar a tua dor”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dia solene de execução do Hinário “Eu sou feliz” é no  3 de janeiro, aniversário do Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento. Neste  dia, no coração da floresta amazônica, às margens do rio Xipamano, no Seringal  Fortaleza, sede do CEFLI (Centro Eclético Flor de Lótus Iluminado), quando com  muita pompa e vigor inicia-se o hino 25 (A Força) aqueles que têm o privilégio  de estar presente naquela hora e lugar, na força e luz do Daime sentem-se  tomados por um “tsunami” de amor e regozijo ao cantar:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;A força  chegou,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;O mar  balanceou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;A terra  estremeceu,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Deus do céu foi quem  mandou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No hino 33 é invocada a “linha de Arroxim”, legião de  seres curadores&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftnref3"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;  da Corte Celestial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu vou  chamar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;na Linha de  Arroxim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Os meus  caboclos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;para vim aqui  curar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os caboclos aqui chamados, seres divinos do panteão  ameríndio, são comandados do Astral pelo Padrinho Irineu, o Rei  Juramidã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Os meus  caboclos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;São da linha de  Arroxim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Os meus  caboclos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Pertencem ao meu  Padrinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No hino de número 36 (Lembrança do Centenário), o Eu  Superior que habita o homem simples do povo, Tufi Rachid Amim, se  apresenta:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Jura é  Papai,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Midam são seus  herdeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu sou Adão  Midã,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu também sou  herdeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt 27pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Afirmando fazer parte de uma família espiritual, a nobre  família do Chefe Império Rei Juramidã - família da qual Raimundo Irineu Serra  Juramidã é o digníssimo patriarca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nesta gravação do hinário “Eu sou feliz” são  apresentados dois novos hinos, o 39 e 40, incorporados à “linha do hinário” por  Tufi Amim no segundo semestre de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O hino de número 39, “Saudamos o grande dia” é um hino  comemorativo de datas festivas; de exaltação e louvor ao General Juramidã. É uma  marcha/valseado e deve ser bailado com os mesmos movimentos que o hino 111 do  Hinário do Mestre Irineu (“Estou aqui”) – primeiro verso, marcha; segundo verso,  valseado e assim sucessivamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;39 - &lt;b&gt;Saudamos o grande dia&lt;/b&gt; (Marcha /  Valseado)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Saudamos o grande  dia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Que o nosso pai nos  deixou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Saudamos o grande  dia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Com amor e  alegria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Vamos todos marchar em  frente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Ouvindo o toque do  clarim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Vamos todos marchar em  frente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Traí traí  traí...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Nosso Mestre sempre na  frente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;O comandante dessa  gente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Ele brada seu  clarinete&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Para todos nós  seguir&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Vamos todos seguir em  frente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Para sempre para  sempre&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Nosso Mestre nos  esperando&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Muito alegre e  contente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na espaçosa varanda da sua casa, saboreando delicioso  suco de cupuaçu, Tufi nos contou a interessante história do recebimento deste  hino exaltação. Na manhã do feriado de Natal, logo após o bailado comemorativo,  ainda semi-fardado da função religiosa que se encerrara, ele se deslocara para a  colônia de sua propriedade, em busca do leite que comercializava, fornecendo a  clientes de Rio Branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Chegando a sua próspera fazenda, ainda no “fluido”&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftnref4"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;  do Daime, sente no seu íntimo o retorno de forte miração. Estaciona então sob  frondosa mangueira, para o benfazejo recolhimento. Dentro do automóvel que  conduzia, assiste sobre a sua cabeça (num universo mítico, paralelo ao teto do  carro) organizar-se uma banda de música para executar apoteótica canção. A  música como que preenche todos os seus sentidos. Após maviosa introdução  instrumental, um coro de vozes angelicais entoa:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Saudamos o grande  dia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Que o nosso Pai nos  deixou...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Músicos e cantores do Império Juramidã repetem a  execução do belo hino, para memorização do aparelho humano que o recebia. Logo  após, desfaz-se tal apresentação e, passado alguns minutos, a miração  acaba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde então, em datas festivas do CICLUJUR, este hino é  cantado na “linha das diversões”, sendo a 11ª Diversão, logo após a execução  bailada do “Zig zag”. No CEFLI este hino é cantado como a 10ª diversão,  bailando-se o “Zig zag” logo a seguir - a ordem dos fatores não altera a  excelente qualidade do produto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O hino 40 – Caminho de Amor, foi recebido por Tufi no  dia 27 de outubro de 2004, e é um hino de despedida:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;40 – &lt;b&gt;Caminho de Amor  &lt;/b&gt;(Marcha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Vou me embora vou me  embora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Vou pra junto de  Mamãe&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Vou atender o  chamado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Do Velho  Juramidã&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Meu Velho  Juramidã&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Me ensina com  amor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu agradeço a meu  Mestre&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Pelo Vosso santo  amor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;A Rainha da  Floresta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Ao Nosso Mestre  ordenou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Para ele nos  ensinar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;O caminho do  amor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Jesus Cristo  Redentor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Pelo Vosso santo  amor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Eu entrego o meu  espírito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Com carinho e com  amor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Minha Mãe, minha  Rainha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Criadora e  protetora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Guardai minha  matéria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;Nesta grandiosa  Terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:navy;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tufi Amim, sofrendo de doença renal crônica, passava  pelo período mais crítico da sua vida, com a saúde abalada e quase que  “desenganado” pelos médicos. É transferido as pressas para hospital  em São Paulo  a espera de transplante de rim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao receber este hino, o velho sargento do Exército de  Juramidã imaginou que sua hora de deixar o mundo Terra tinha chegado, e ainda  teve forças de instruir a sua esposa Herotildes a apresentar esta singela canção  durante o seu velório.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que Tufi não sabia é que o chamamento a se apresentar  no mundo espiritual, naquele exato momento, não era para si... o chamado a  viajar “pra junto de Mamãe” foi para a sua antiga professora e amiga: dona  Percília Matos da Silva, a Percilinha, Percília de Pedro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Percília &lt;i&gt;Taio&lt;/i&gt;  &lt;i&gt;Ciris Midam&lt;/i&gt; Matos da Silva foi  chamada pelo Velho Juramidã a viver no meio das flores, junto da Virgem Maria,  Nossa Senhora da Glória neste exato dia: 27 de outubro de 2004. E para a  felicidade de seus familiares e amigos, Tufi &lt;i&gt;Adão Midam&lt;/i&gt; Rachid Amim aqui continua  entre nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O amor incondicional da sua generosa esposa, a madrinha  Heró, foi fundamental para a recuperação de seu querido cônjuge, pois foi ela a  doadora do rim que restituiu a vida e saúde a seu amado  marido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta execução do hinário “Eu sou feliz” aconteceu no 3  de janeiro de 2008, na sede do CEFLI, Seringal Fortaleza, Capixaba-Acre, em  homenagem ao 68º Aniversário do Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento. A  família Rachid Amim foi responsável por puxar o significativo hinário – Rachid,  Liliam, Leila, Daniela e o próprio dono do hinário. Este festejo é data maior do  Encontro para o Novo Horizonte, que ali se realiza anualmente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RvQDqgihKHI/AAAAAAAAAHs/GYK1OeWh_CA/s1600-h/vasnetsov51.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RvQDqgihKHI/AAAAAAAAAHs/GYK1OeWh_CA/s400/vasnetsov51.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112715505796458610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Antes do “Eu sou feliz” costuma-se cantar o hinário  "Estrelinha do Céu", de Rubilam Chaves, um pequeno conjunto de singelos quatro  hinos. A letra desses dois hinários encontra-se disponíveis para &lt;i&gt;download&lt;/i&gt; no site &lt;span style="color:green;"&gt;&lt;a href="http://www.luizmendes.org/hinarios.htm" target="_blank"&gt;http://www.luizmendes.org/&lt;wbr&gt;hinarios.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A gravação foi feita por Liliam Amim e a separação de  faixas e programação ficou a cargo do Amigo Rodrigo Conti, ao qual enviamos  nossos profundos agradecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;VIVA O DONO DO  HINÁRIO!!!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;hr style="height: 3px;font-size:78%;"  width="33%" align="left"&gt;  &lt;div&gt; &lt;div&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftn1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; “Turco” era o nome genérico que se dava a migrantes sírio-libaneses no  norte-nordeste do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftn2"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Filipenses 3:20. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftn3"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; A “linha de Arroxim” já se apresentara anteriomente no hinário “O  Ramalho”, do sr. Raimundo Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a title="" name="11b83cad518817d1__ftn4"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Fluido do Daime. Termo que os daimistas usam para exemplificar uma  situação do usuário do chá estar ainda sob efeito sutil da santa  bebida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Colaboração de nosso grande amigo Juarez Duarte Bomfim. Para extrair as mp3 do hinário "Eu Sou Feliz", baixe os arquivos compactados clicando em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?1nnqeb1njwt"&gt;Hinário de Tufi Rachid Amin (hinos 01 a 19) - Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?8dyam105ult"&gt;Hinário de Tufi Rachid Amin (hinos 19 a 38) - Parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RvUW8wihKII/AAAAAAAAAH0/3k_sgM7IYCo/s1600-h/TufiRachidAmin+copy.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em novas gravações, o hinário pode ser agora melhor apreciado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?6tnbkvdmmsk"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hinário de Tufi 1ª Parte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?sharekey=776a1a51729c36dbdd8b33b5aa27078d"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hinário de Tufi 2ª Parte e os hinos do Rubilam&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5686544913069264958?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5686544913069264958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5686544913069264958&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5686544913069264958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5686544913069264958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/09/eu-sou-feliz-de-tufi-rachid-amin.html' title='&quot;Eu Sou Feliz&quot;, de Tufi Rachid Amin (novo)'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/SK8U5Qe8SsI/AAAAAAAAAKk/OXthczcrHx4/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-7253410896846225771</id><published>2007-05-30T11:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:11.553-03:00</updated><title type='text'>Sessões Musicadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl1y6STrXFI/AAAAAAAAAB0/RVkIs6q6sEA/s1600-h/cmviolas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 302px; height: 451px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl1y6STrXFI/AAAAAAAAAB0/RVkIs6q6sEA/s400/cmviolas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070335101161397330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Instrumentos musicais da casa do Mestre, no Memorial Irineu Serra (Rio Branco - Acre)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece hoje o ritual do Daime na Doutrina de Juramidam  pode  imaginar que este desde um primeiro momento houvesse sido desenvolvido com o acompanhamento de instrumentos musicais, tamanha a presença e a importância dos músicos no desenvolver dos trabalhos. Entretanto, à exceção dos maracás, que possuem função rítmica tanto no acompanhamento do canto quanto no esquadrejamento do baile, não houve acompanhamento de instrumentos musicais nas sessões de hinário por muitas décadas, e importantes nomes como Antônio Gomes, Maria Marques e João Pereira jamais tiveram o prazer de bailar seus próprios hinários acompanhados por violões, por exemplo. O que chegaram a presenciar foi, em sessões de concentração, Daniel Pereira de Matos, amigo maranhense do Mestre Irineu que ainda nos anos 40 veio a fundar um centro com ritual próprio, executando em seu violino algumas peças musicais para ambientação:    &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no desenvolvimento de suas atividades como carpinteiro, que Daniel Pereira de Matos passou a fabricar seu próprio instrumento e compor suas músicas. "&lt;/span&gt;Ele só tocava músicas dele, até os instrumentos eram feitos por ele&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", volta a afirmar Raimundo Gonçalves. Com o tempo, Mestre Irineu passou a utilizar as valsas compostas por sua autoria, instituindo um ritual de Sessões Musicadas. "&lt;/span&gt;Nós tínhamos um sistema de trabalho que era o seguinte: o padrinho Irineu dava um serviço de concentração e o Daniel tinha umas teorias de fazer valsas dele. Então quando chegava numa parte do trabalho, o padrinho Irineu mandava o Daniel tocar aquelas valsas dele que eram bonitas. A gente se concentrava naquela música que ele tocava. Então era assim que o Daniel participava dos trabalhos no tempo em que ele estava com o Mestre Irineu&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", acrescentou o sr. Raimundo Gonçalves).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da participação de Daniel Pereira de Matos, se conta que certa ocasião um visitante cego que tocava violão pediu permissão para acompanhar os hinos de uma sessão bailada com seu instrumento, e apesar de não os haver sequer estudado antes causou excelente impressão e a vontade de que isso pudesse se dar com os próprios fardados da casa a cargo dos instrumentos musicais. Apesar de que as datas cronológicas constantes da &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jairo.htm"&gt;monografia&lt;/a&gt; de Jairo Carioca sejam muitas vezes passíveis de revisão, a de 1958, que ele aponta para a introdução de instrumentos no ritual, é bem cabível de ser verídica já que inserida em um contexto vinculado ao regresso do Mestre Irineu à sua viagem ao Maranhão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Daniel Pereira de Matos, que havia seguido seu caminho espiritual, deixou aberto na escola do Mestre Irineu o dom da música, a harmonia dos acordes musicais que executava com esplendor e maestria. A chegada da Família Carioca na sessão marca a introdução de instrumentos no ritual sagrado instituído pelo Mestre Irineu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Embora houvesse alguns tocadores de violão no Alto Santo, quem estimulou a idéia de solo aos hinos foi o sr. Júlio Chaves Carioca. "&lt;/span&gt;Comprei um bandolim para a Lourdes, o Mestre disse que um cavaquinho seria mais fácil para aprender. Comprei um cavaquinho, depois com um tempo, o Mestre pediu para comprar um violão para ela, e me deu naquela época 8 mil réis para comprar um violão para sua esposa, comadre Peregrina&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", relata Júlio Carioca. Foi a partir da compra desses violões que formaram-se os primeiros grupos musicais no Alto Santo. "&lt;/span&gt;O Mestre ensaiava o ritmo conosco, batendo seu maracá ao nosso lado. Ele mandava que nós nos concentrássemos e invocássemos o Mestre Daniel Pereira de Matos para vir ensinar a gente a tocar. Com pouco víamos os locais dourados aonde tínhamos que bater nas cordas: dito ninguém acredita&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", conta dona Lourdes Carioca, que formou o primeiro trio de tocadores, ao lado de dona Peregrina Serra, e de seu esposo Júlio Carioca.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois outros seguidores foram se interessando pelo aprendizado da música:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Raimundo Gonçalves (banjo)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Maria Laurinda;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Jovita Gomes;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Adália Grangeiro;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tolentino (todos com violão);&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Enoque (bandolim);&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- João Serra, sobrinho do Mestre (pandeiro) formavam novos grupos de músicos da Doutrina.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabe-se que desses seguidores formaram-se como primeiros tocadores: Júlio Carioca, Lourdes Carioca, Peregrina Serra e Maria Zacarias (violão), Raimundo Gonçalves (banjo) e João Serra (pandeiro). O violão, o banjo, o bandolim e o pandeiro passavam a ser os instrumentos originais do trabalho. Não poderíamos deixar de registrar nesse contexto, a passagem na sessão de Francisco, o Chiquinho Cego, como era conhecido devido a cegueira adquirida aos sete anos de idade. Foi ele quem iniciou as aulas de violão aos irmãos Júlio Carioca Filho, João Batista Carioca e José Carlos Carioca, que mais tarde firmam-se como músicos oficiais da Doutrina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na atualidade os músicos são tão presentes na execução dos hinários que alguns centros chegam a ter um lugar específico para eles se colocarem durante os bailados. No Alto Santo assim como nos centros mais próximos, bem como nas igrejas da Barquinha (surgidas a partir da labor de Daniel Pereira de Mattos), o destaque vai para os suaves e magníficos arranjos para teclados eletrônicos. Nas igrejas ligadas a outra Barquinha (a do Padrinho Sebastião), são notáveis os trabalhos em instrumentos de corda (especialmente violões acústicos e guitarras elétricas), sopro, assim como a percussão com tambores ou atabaques. Conheça de Guilherme Granjeiro, neto de Antônio Gomes, dois cds com hinos variados em versões instrumentais, extraindo o download em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?87j13xzin1z"&gt;Guilherme Granjeiro - Seleção de Instrumentais 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?12mltztelg1"&gt;Guilherme Granjeiro - Seleção de Instrumentais 2 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-7253410896846225771?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/7253410896846225771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=7253410896846225771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7253410896846225771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7253410896846225771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/sesses-musicadas.html' title='Sessões Musicadas'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rl1y6STrXFI/AAAAAAAAAB0/RVkIs6q6sEA/s72-c/cmviolas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-2264088651010085810</id><published>2007-05-26T14:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:11.681-03:00</updated><title type='text'>Maria Damião e "O Mensageiro"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlhdqCTrXEI/AAAAAAAAABs/-2SyFTzCqjg/s1600-h/1600annunciation.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 447px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlhdqCTrXEI/AAAAAAAAABs/-2SyFTzCqjg/s400/1600annunciation.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068904357360786498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Anunciação", pintura de El Greco (1600)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mestre Irineu teve muitos alunos, muito mais de mil, mas nem todos se esforçaram para aprender igual. Tem muitos deles que levaram a sério e posso citar uma: Maria Damião foi uma aluna que trabalhou uns tantos anos com o Mestre. Faleceu em 1949, mas aprendeu e recebeu um hinário e por isso será uma pessoa sempre lembrada dentro da Doutrina. &lt;/span&gt;(José Francisco das Neves Junior, o &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jose.htm"&gt;Conselheiro Zé das Neves&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Marques Vieira nasceu em Belém do Pará em 1917, e começou a tomar Daime com o Mestre quando tinha dezoito anos e já era uma mulher casada. Conta &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jairo.htm"&gt;Jairo Carioca&lt;/a&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No dia 02 de abril de 1949, Mestre Irineu e seu grupo se despediam de dona Maria Marques Vieira, que carinhosamente era chamada de Maria Damião. Os mais antigos contam que com a morte de seu esposo, o senhor Damião Marques, Maria Damião enfrentou a árdua missão de criar sete filhos. Ela dedicava-se, além da doutrina, exclusivamente ao trabalho com a terra. Plantava, roçava e colhia o pão de cada dia que ajudou a criar seus filhos", relata dona Percília Matos, de quem foi grande amiga. Espiritualmente, Maria Damião recebeu um dos mais belos hinários da Doutrina, hoje batizado como "Mensageiro", composto de 49 hinos. Seus hinos verbalizam em sua totalidade as palavras do Mestre Irineu. É desse hinário a origem da palavra pátria na Doutrina. Maria Damião, através de seus hinos, nos fala do amor à Pátria - terra onde nascemos, e em outras passagens projetou histórias que aconteceriam no futuro, como as divisões do grupo em 1974 e 1981. Em 1945, quando a marinha japonesa foi derrotada, os alemãs e italianos expulsos do norte da África, na Segunda Guerra Mundial, Maria Damião anunciava através de seus hinos: "novas revoluções com os estrangeiros". Seu hinário descreve também a figura de um Chefe Estrangeiro, ser espiritual misterioso, que poucos na Doutrina conhecem seu significado e origens. "Retratando essa passagem, o Mestre recebeu o hino "Choro Muito". Ninguém sabia que ela estava doente. Com três dias que saiu esse hino, chegou a notícia que ela estava agonizando. Ela adoeceu repentinamente e morreu com 32 anos. Maria Damião também fala de sua passagem para a vida espiritual em seu último hino, que recebeu o nome de despedida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"A tua casinha está pronta&lt;br /&gt;Caminhos abertos&lt;br /&gt;Jardins de flores&lt;br /&gt;A ti oferecem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo salvador&lt;br /&gt;E a Rainha da Floresta&lt;br /&gt;Se vós ver que eu mereço&lt;br /&gt;Receba ó mãe honesta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas ouças escutei&lt;br /&gt;Um grande festejo&lt;br /&gt;Os meus irmãos chegando&lt;br /&gt;E o meu corpo se liquidando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrigi meu pensamento&lt;br /&gt;Pedi perdão a meu pai&lt;br /&gt;Para eu poder seguir&lt;br /&gt;A minha feliz viagem"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após seu falecimento, o hinário "O Mensageiro" passou a ser carinhosamente zelado por &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/percilia.htm"&gt;Percília Matos&lt;/a&gt;, gerente-geral dos hinários, que relatou que a casa de Maria Damião foi local do primeiro ritual de hinário: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O primeiro hinário foi em 23 de junho de 1935, na casa de Damião Marques, marido de Maria Damião. A noite toda cantamos nove hinos, dois do Germano, dois do João Pereira e cinco do Cruzeiro, pois era o que tinha. Cantávamos cada hino três vezes, depois voltava tudo de novo. Às 23 horas houve um intervalo, cantamos a Refeição diante de uma mesa completa. Depois voltamos e amanhecemos o dia, com nove hinos apenas. Lua Branca foi recebida no Peru&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter o arquivo pdf com a letra dos hinos de Maria Marques Vieira, clique &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/MARIA_DAMI%C3Opdf.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Para extrair o download dos hinos em formato wma, em primorosa gravação de Valsírio Granjeiro, acesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?7djcmot2lni"&gt;"O Mensageiro" - hinos 1 a 24&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?1etdfoetdjx"&gt;"O Mensageiro" - hinos 25 a 49&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-2264088651010085810?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/2264088651010085810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=2264088651010085810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2264088651010085810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/2264088651010085810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/maria-damio-e-o-mensageiro.html' title='Maria Damião e &quot;O Mensageiro&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlhdqCTrXEI/AAAAAAAAABs/-2SyFTzCqjg/s72-c/1600annunciation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-3028558570333623525</id><published>2007-05-26T12:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:11.883-03:00</updated><title type='text'>João Pereira, o General do Conforto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlhJ6CTrXDI/AAAAAAAAABk/uvouhN6vLWU/s1600-h/vilaivonete.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 476px; height: 335px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlhJ6CTrXDI/AAAAAAAAABk/uvouhN6vLWU/s400/vilaivonete.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068882642006137906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na foto do Mestre Irineu com seus seguidores no local de trabalhos da Vila Ivonete (começo dos anos 40), João Pereira aparece de barrete na cabeça, logo após o Mestre (da esquerda para a direita). Nessa época ele era casado com Maria Franco, mãe da esposa de Irineu Serra, Dona Raimunda, e portanto era "sogro" do Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros membros da Doutrina de Juramidam&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Daime" title="Santo Daime"&gt;&lt;/a&gt;, João Pereira nasceu em Porongaba, Ceará , no fim do século 19. Não se sabe a data de sua transferência para o Acre, mas ele também serviu na Guarda Territorial junto ao Mestre e Germano, e tocava na banda como músico do quartel. Conta-se que João Pereira tinha pouco cabelo, era caboclo e trabalhou como agricultor e carroceiro. João Pereira possui um dos cinco hinários tidos como base da Doutrina. O caderno de hinário deixado por ele foi intitulado "Seis de Janeiro" por conter uma pungente valsa em celebração ao Dia dos Santos Reis Magos. Além destes hinos, João Pereira recebeu o hino que "Oh meu Pai Eterno" no &lt;a href="http://daime.org/site/pages/missa/mis112set-PT.htm"&gt;Caderno de Missa&lt;/a&gt; é cantado em pé com quatro celebrantes segurando velas acesas em torno da mesa para formar uma cruz. Também teria tido outros hinos, os quais foram em uma correção pelo Mestre foram retirados do caderno e deixaram de ser cultivados. Faleceu em 1954, e depois disso o Mestre se separou de sua esposa Raimunda e toda a família desta deixou o Acre. Mestre Irineu sempre se referia a ele como "o General do Conforto", por aquilo que seu hinário transmitia de bom dentro dos trabalhos em que era cantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter o arquivo pdf com a letra dos hinos, clique &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/JO%C3O_PEREIRApdf.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt; . Para extrair o download dos hinos em formato wma, em primorosa gravação de Valsírio Granjeiro, acesse :&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?9nwv0yon02y"&gt;"Seis de Janeiro" - hinos 1 a 22&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?4z4tdy2nzfz"&gt;"Seis de Janeiro" - hinos 23 a 44&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-3028558570333623525?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/3028558570333623525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=3028558570333623525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/3028558570333623525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/3028558570333623525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/joo-pereira-o-general-do-conforto.html' title='João Pereira, o General do Conforto'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlhJ6CTrXDI/AAAAAAAAABk/uvouhN6vLWU/s72-c/vilaivonete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-7622555688245784456</id><published>2007-05-23T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:12.074-03:00</updated><title type='text'>Germano Guilherme e suas flores eternas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlSa8STrXCI/AAAAAAAAABc/EPFlvsZxJIo/s1600-h/flordeacero.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlSa8STrXCI/AAAAAAAAABc/EPFlvsZxJIo/s400/flordeacero.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067845841195850786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Germano Guilherme dos Santos nasceu no Piauí em 1901. Mudou-se com sua família para Rio Branco, Acre, onde ele viveu trabalhando nas colônias. Ao servir a Guarda Territorial, Germano conheceu Raimundo Irineu Serra e conheceu o Daime através desse amigo: não só foi um dos primeiros seguidores do Mestre Irineu, acompanhando-o desde 1928, como foi o primeiro a receber hinos junto do Mestre.  Por esse motivo, é tradição no Alto Santo cantar o seu caderno de hinário antes do "Cruzeiro", hinário do Mestre. Era um homem de pele negra mas nos pedidos com o Daime pela cura de uma ferida na perna viu que em uma encarnação anterior havia sido um cruel senhor de escravos, por isso essa ferida não tinha cura, era "sentença". Em 1943 ele desposou uma filha de Antônio Gomes, Cecília, vinte e seis anos mais jovem que ele e cujo filho de adolescência (que havia gerado com José das Neves) fôra adotado como filho pelo Mestre e sua esposa Dona Raimunda com o mesmo nome do tio materno que o Mestre deixara no Maranhão, Paulo d´Assunção Serra. Nos anos seguintes se mudaram com o Mestre para as terras que este ganhou do governo territorial, primeiramente chamadas de "Alto da Santa Cruz", e depois de "Alto Santo", onde passaram a viver em uma comunidade como uma grande família de seguidores e onde em 1948 foi erguido o templo que passou a ser chamado de "sede" do Centro Livre. Germano Guilherme faleceu em 1964, deixando seu caderno de hinário, o "Sois Baliza", como um dos alicerces da Doutrina que ajudou a fundar junto a seu amado Mestre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar a letra dos hinos em formato pdf, clique &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/GERMANOpdf.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Para extrair o download dos hinos em formato mp3, de uma gravação realizada em estúdio com cantores e músicos do Ciclujur, acesse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?3rnj3vmtlmn"&gt;"Sois Baliza" - hinos 01 a 26&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?15ezm1xyiz3"&gt;"Sois Baliza" - hinos 27 a 52&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-7622555688245784456?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/7622555688245784456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=7622555688245784456&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7622555688245784456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/7622555688245784456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/germano-guilherme-e-suas-flores-eternas.html' title='Germano Guilherme e suas flores eternas'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlSa8STrXCI/AAAAAAAAABc/EPFlvsZxJIo/s72-c/flordeacero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5697823620864344296</id><published>2007-05-22T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:13.095-03:00</updated><title type='text'>Antônio Gomes e "O Amor Divino"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlNifyTrXBI/AAAAAAAAABU/TufF8f5Q3Hw/s1600-h/portana1795.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlNifyTrXBI/AAAAAAAAABU/TufF8f5Q3Hw/s400/portana1795.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067502303941712914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pintura de Vicente López Portaña (1805)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Antônio Gomes da Silva nasceu no Ceará em 30 de abril de 1885. Lá casou-se com sua esposa Maria de Nazaré, e mudou-se para o Pará. Em 1921 veio com toda a família trabalhar nos seringais do Acre, e enviuvou ficando com cinco filhos para criar sozinho. Em segundas núpcias, com Maria Gomes, teve mais quatro filhos. Conheceu a Doutrina do Daime no ano de 1938, e ao falecer em 1946 legou à irmandade o seu caderno de hinário, intitulado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"O Amor Divino"&lt;/span&gt;, composto de 39 hinos. Um outro hino seu, "Senhor Amado", que não faz parte de seu caderno, é o que abre o &lt;a href="http://daime.org/site/pages/missa/mis112set-PT.htm"&gt;Caderno de Missa&lt;/a&gt;, copilação de hinos feita pelo Mestre para rituais de velório e homenagens a irmãos desencarnados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Jairo Carioca, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Acre, embarcações haviam trazido famílias inteiras de nordestinos que fugiam da seca em busca de uma melhor vida na região. "Numa dessas embarcações, relatou dona Zulmira Gomes, papai nos trouxe para cá. Sofremos muito na viagem de navio até aqui, mas chegamos com fé em Deus. Aqui, com uns tempos, papai estava muito doente, sentia uma perturbação no juízo muito forte e eu já estava cansada de tanto correr para aqui e para acolá atrás de uma cura para ele. Compadre Zé das Neves me perguntou se eu não conhecia a sessão de um negro alto que curava na Vila Ivonete. Disse que não. Ele insistiu até que me convenceu a ir até lá. Me apresentei ao Mestre, ele olhou o estado de papai e marcou para a próxima quarta-feira o início do trabalho de cura para ele. Mais ele já saiu de lá melhor (sorriu) e com três sessões de cura ele ficou bonzinho. Aí ele foi e disse que nunca mais abandonaria aquele trabalho", relatou dona Zulmira Gomes. (...) Ela relatava o fim do primeiro ciclo de formação da doutrina. O Mestre Irineu, que já dava os primeiros passos na institucionalização de seus trabalhos, contava com um considerado grupo de seguidores. Da nova família, além de Antônio Gomes da Silva, o patriarca, os seus filhos Leôncio Gomes, Raimundo Gomes, Adália Gomes, José Gomes e dona Zulmira Gomes também passaram a freqüentar a sessão. Dona Zulmira, casada com o senhor Sebastião Gonçalves, levou à missão seus filhos Raimundo Gonçalves, João Gomes, Benedita Gomes, Eloísa Gomes e Peregrina Gomes. Essa família fortificava a edificação da doutrina, como o próprio Antônio Gomes, que passou a receber um rico e instrutivo hinário, onde relata: &lt;/span&gt;"O Mestre trabalhava, se achava quase sozinho, pediu a Jesus Cristo que abrisse o seu caminho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no hinário de Antônio Gomes que surge pela primeira vez o nome de "Juramidam", identificado como o nome do Mestre no plano astral. Leia sobre como Mestre Irineu recebeu o hino "Só eu cantei na barra", dedicado a Antônio Gomes, em &lt;a href="http://arcadauniao.org/artigo.php?idEdicao=11&amp;idArtigo=124"&gt;crônica&lt;/a&gt; de Juarez Bomfim. Após o falecimento desse seu querido seguidor, o Mestre se encarregou de sua família a seu pedido, e foram os Gomes um dos pilares centrais de seu centro. Um depoimento de Peregrina Gomes Serra, neta de Antônio Gomes e última esposa do Mestre Irineu, feito em 2006, pode ser conhecido no site &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/peregrina.htm"&gt;Mestre Irineu&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravação que disponibilizamos foi realizada por outro neto de Antônio Gomes, Valsírio Granjeiro, filho de Adália Gomes. Inclui o hino 5, "Declaração", que sendo uma mazurca por muito tempo esteve excluído dos trabalhos por considerar-se hino de cura, portanto especial. Mestre Irineu, no final de sua vida, revisou os hinários de seus principais discípulos falecidos anteriormente: Germano Guilherme, Antônio Gomes, João Pereira e Maria Marques Vieira, e ordenou que este hino 5 fosse bailado normalmente. Sua instrução entretanto não foi colocada em prática, muito pelo hábito que as cantoras tinham de deixá-lo de fora.  Seu retorno aos salões de bailado  tem sido defendido por Dona Adália Gomes com veemência,  por isso aparece aqui incluído em seu devido lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obtenha a letra dos hinos clicando &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/ANT%D4NIO_GOMESpdf.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Extraia o download dos arquivos de áudio (formato wma) em:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?bg8ydnbncwh"&gt;"O Amor Divino" - hinos 01 a 20&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?7zwgcxvrmtv"&gt;"O Amor Divino" - hinos 21 a 39&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5697823620864344296?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5697823620864344296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5697823620864344296&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5697823620864344296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5697823620864344296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/antnio-gomes-e-o-amor-divino.html' title='Antônio Gomes e &quot;O Amor Divino&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlNifyTrXBI/AAAAAAAAABU/TufF8f5Q3Hw/s72-c/portana1795.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8733897657967054669</id><published>2007-05-21T16:34:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:13.228-03:00</updated><title type='text'>O Santo Cruzeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlH7YyTrW-I/AAAAAAAAAA8/w43N5miXF9U/s1600-h/mestrei.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlH7YyTrW-I/AAAAAAAAAA8/w43N5miXF9U/s400/mestrei.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067107459008256994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raimundo Irineu Serra, fundador da Doutrina do Daime, intitulou o seu caderno de hinário como "O Cruzeiro Universal". A expressão "Cruzeiro" alude à Cruz de Caravaca, de dois braços, assim como à Constelação do Cruzeiro do Sul ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cruz del Sur&lt;/span&gt;", em espanhol), e também ao "cruzeiro", viagem marítima que cruza um oceano. Segundo José Francisco das Neves Junior, que acompanhou o primeiro trabalho do Mestre Irineu em Rio Branco, em 26 de maio de 1930 (vide &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jose.htm"&gt;depoimento&lt;/a&gt;), nessa ocasião já existiam dele os seis primeiros hinos, que eram cantados seguidamente. Segundo Percília Matos da Silva, os hinos teriam começado a serem recebidos em 1934, quando ela foi iniciada nos trabalhos do Mestre, pois foi ela própria enquanto criança alfabetizada quem fez o primeiro registro escrito dos hinos, e se lembra que o Mestre lhe foi ensinando um a um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Luiz Mendes do Nascimento, quando se canta no hino "A febre do amor" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Completei o meu Cruzeiro com cento e trinta e duas flores. Aí, muitos entendem que ele já estava predizendo a quantidade de hinos que fariam parte do Cruzeiro. Não! Ele não previu isto. Isso foi na sucessão dos hinos que se chegou a 132. Quando ele recebeu este hino, ele cantou assim: Completei o meu Cruzeiro / Com cinqüenta e duas flores / Se tiver alguma de mais / Vós acrescente o meu amor. Quando ele recebeu o próximo, Virgem Mãe Divina, Ele cantou: Completei o meu Cruzeiro / Com cinqüenta e três flores / Se tiver alguma de mais / Vós acrescente o meu amor. E assim sucessivamente, até chegar a cento e trinta e duas flores.&lt;/span&gt; O hinário do Mestre Irineu, entretanto, possui cento e trinta hinos, sendo que os hinos número 5, 17 e 25 são cantados apenas em ocasiões especiais, e os hinos 7 e 14 são unicamente cantados no Caderno de Missa, destinado a velórios e rituais de homenagem a falecidos juntamente com outros hinos, alguns seus e outros de alguns de seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além destes hinos registrados em seu caderno de hinário, Mestre Irineu também é autor de cinco canções conhecidas como "Diversões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça mais sobre a história da Doutrina do Daime através da &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jairo.htm"&gt;monografia&lt;/a&gt; de Jairo Carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter o hinário do Mestre em versão pdf para impressão, clique &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/Santo%20Cruzeiro.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar os arquivos de áudio do hinário do "Santo Cruzeiro", em gravação de Valsírio Granjeiro e família (nesta versão excetuam-se os hinos 5, 7, 14, 17 e 25 que são especiais e/ou não são bailados), extraia o download em:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?41wg4djzoii"&gt;"O Cruzeiro" - Primeira Parte (da Abertura até hino 33)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?btz2s2dvehc"&gt;"O Cruzeiro" - Primeira Parte (do hino 34 ao hino 66)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?6hnvzmlx29m"&gt;"O Cruzeiro" - Segunda Parte (do hino 67 ao hino 99)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?0mbtdnlifim"&gt;"O Cruzeiro" - Segunda Parte (do hino 100 até o final).&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-8733897657967054669?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/8733897657967054669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=8733897657967054669&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8733897657967054669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/8733897657967054669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/o-santo-cruzeiro.html' title='O Santo Cruzeiro'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlH7YyTrW-I/AAAAAAAAAA8/w43N5miXF9U/s72-c/mestrei.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-1922726955623405516</id><published>2007-05-20T13:30:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:13.472-03:00</updated><title type='text'>O documentário "Irineu"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlB3BCTrW9I/AAAAAAAAAA0/tdnlFNAIIww/s1600-h/facemestrei.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlB3BCTrW9I/AAAAAAAAAA0/tdnlFNAIIww/s400/facemestrei.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066680440474786770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1992, a irmandade daimista preparou a realização dos festejos do Centenário de Nascimento de Raimundo Irineu Serra, o Mestre Irineu, capitaneada pelo então Centro de Iluminação Cristã "Luz Universal", CICLU, presidido por Luiz Mendes do Nascimento. Apenas anos mais tarde houve a identificação de um batistério em sua terra natal, no município maranhense de São Vicente Férrer, que indicava que a data de nascimento do Mestre Irineu teria sido a 15 de dezembro de 1890. Todos os documentos que o Mestre possuía em vida lhe davam como nascido dois anos depois, por isso em 1992 é que houve uma união em torno da comemoração de seu Centenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CICLU original havia sido aquele fundado pelo Mestre em 1971 colocando a Leôncio Gomes da Silva, filho de Antônio Gomes, na presidência do Centro, a fim de que passasse a exercer o comando dos trabalhos após seu falecimento. Quando do falecimento de Leôncio Gomes, em 1980, o seu melhor amigo, Francisco Fernandes Filho, o Tetéo, quis assumir o comando dizendo-se "indicado" pelo Mestre e pretendeu até mesmo esposar a viúva do Mestre. Banido do centro pela família da Madrinha Peregrina, Tetéo foi acompanhado por vários expoentes do centro, inclusive o secretário-fundador, Senhor João Rodrigues Facundes, o "Nica", que consigo trouxe toda a documentação do Centro. Deste modo, a sede fundada pelo Mestre ficou sem estatuto nem regulamentação, e o CICLU passou a existir em terras doadas pela filha adotiva do Mestre, Marta, na mesma localidade, hoje Bairro Irineu Serra, na capital do Acre. A viúva do Mestre entrou na justiça para rehaver a documentação de seu centro mas perdeu, e desse modo o centro original teve de proceder a um novo registro, que o nomeou como CICLU-Alto Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo CICLU, após o falecimento de Tetéo, a presidência passou para o Sr. Luiz Mendes do Nascimento, e este em 1992 fez construir um grande galpão para realizar uma semana de festejos em torno do Centenário do Mestre Irineu, para os quais todos os demais centros foram convidados, inclusive os do Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal "Raimundo Irineu Serra") comandado por Alfredo Gregório de Melo, o Padrinho Alfredo. Em decorrência dessa aproximação diplomática que reestabeleceu relações entre centros dissidentes do Alto Santo, o próprio Luiz Mendes teria mais adiante de se desvincular do CICLU e fundar uma nova irmandade. O Sr. João Rodrigues Facundes, assegurado pelo estatuto do qual era guardião, manteve o nome CICLU até recentemente, quando escolheu para nome de seu centro o de Centro Rainha da Floresta - CRF, e devolveu à viúva do Mestre os documentos originais da primeira regulamentação jurídica do trabalho sócio-religioso da Doutrina do Mestre Irineu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parte dos festejos do Centenário, a pesquisadora Marinete Valle de Aquino, pela Fundação Cultural do Acre, juntamente com a historiadora acreana Fátima Almeida, realizou em formato VHS o documentário "Irineu" (1992). Apresentamos aqui o extrato sonoro em formato mp3 dos depoimentos prestados nesse documentário por ilustres discípulos remanescentes do Mestre Irineu, alguns dos quais hoje já falecidos, como: Valsírio Serra, Cecília Gomes, Júlio Carioca, Francisco Granjeiro, Daniel Serra, Dona Veriana, Altina Serra, Luiz Mendes, Dona Percília e seu esposo o Sr Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraia &lt;a href="http://www.mediafire.com/?2iynmgztlet"&gt;aqui&lt;/a&gt; o download desses depoimentos contidos no documentário "Irineu". &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-1922726955623405516?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/1922726955623405516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=1922726955623405516&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/1922726955623405516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/1922726955623405516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/o-documentrio-irineu.html' title='O documentário &quot;Irineu&quot;'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RlB3BCTrW9I/AAAAAAAAAA0/tdnlFNAIIww/s72-c/facemestrei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-6190000270522223082</id><published>2007-05-19T18:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:13.618-03:00</updated><title type='text'>O hinário de Arroxim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rk8JJCTrW8I/AAAAAAAAAAs/xQcqa_dV9SU/s1600-h/colibri3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rk8JJCTrW8I/AAAAAAAAAAs/xQcqa_dV9SU/s400/colibri3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066278156657974210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Raimundo Gomes da Silva, filho de um dos principais discípulos do Mestre Irineu, já possuía dez hinos em seu caderno de hinário quando a irmandade se mudou para o "Alto da Santa Cruz", hoje o Alto Santo, no bairro Irineu Serra, em Rio Branco, capital do Acre. Sebastião Jaccoud, que o venerava como tendo sido nesse mundo a reencarnação de João Batista, assim o descreve em sua obra "O Terceiro Testamento - Um Fato para a História" (aqui transcrito a partir do site &lt;a href="http://www.mestreirineu.org/jaccoud.htm"&gt;MestreIrineu.org&lt;/a&gt;) :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Dentre os discípulos     Raimundo Gomes foi o que mais se destacou em humildade e lealdade ao Mestre     Irineu. É o único que recebeu um hinário, O Ramalho, com     a mesma quantidade de hinos do Cruzeiro. Raimundo Gomes era um homem miúdo,     de aproximadamente 1,60m, mas cuja estatura espiritual lhe assegurou forças     suficientes para amealhar os mais avançados estudos sobre a Doutrina     de Jesus Cristo e sobre o significado da missão do Mestre Irineu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Raimundo nasceu     em Castanhal, no Pará, e durante muitos anos foi seringueiro. Nunca freqüentou     escola e não conseguia sequer assinar o nome. O hinário O Ramalho     é uma das obras mais aprofundadas e esclarecedoras sobre o cristianismo.     O fato de ser analfabeto não impedia que Raimundo Gomes fosse fluente     na leitura na espiritualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um fato inusitado     é a primeira referência que fez em um dos seus hinos sobre a cabala.     Diz o Aurélio que cabala é: "1. Tratado filosófico-religioso     hebraico, que pretende resumir uma religião secreta que se supõe     haver coexistido com a religião popular dos hebreus. 2. O contexto desse     tratado, particularmente a decifração de um sentido secreto da     Bíblia e uma teoria e um simbolismo dos números e das letras."     Diz o hino: "Jesus Cristo é quem nos manda / Jesus Cristo é     quem nos dá / Esta divina doutrina / Do divino Soberano Pai / A Virgem     Soberana Mãe / Foi quem veio resplandecer / Nos relembrando esta verdade     / Do Divino Senhor Deus / Os apóstolos estão chegando / Para vir     nos ajudar / Para firmar esta cabala / No mundo material". Através     das revelações feitas pelo Daime, que ficaram registradas no hinário,     Raimundo Gomes foi o primeiro discípulo a declarar que Raimundo Irineu     Serra é Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No hino intitulado     NOVAS INSTRUÇÕES os espíritos de Jesus Cristo e João Batista,     reencarnados nas pessoas de Raimundo Irineu Serra e Raimundo Gomes da Silva,     tiveram, neste século, um diálogo bastante esclarecedor. O hino     começa com as seguintes palavras do Mestre: "Eu agora aqui lhe entrego     / Estas novas instruções / Você explande para todos / Se     quiser ser meu irmão". O discípulo responde: "Eu de     vós eu recebi / E com vós eu quero explandir / Para todos que     quiser acreditar e lhe ouvir / Esta verdade é divina / É de Jesus     Cristo Redentor / Foi quem veio nos ensinar / A Doutrina do Salvador / Ele veio     nos ensinar / E é quem nos dá todo valor / E porque é que     não se liga / Às instruções que ele ordenou / Eu     convido os meus irmãos / Para nós seguir nesta Doutrina / Vamos     enfrentar com coragem / Os ensinos da Mãe Divina". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nas duas estrofes     seguintes Raimundo Gomes faz a declaração sobre a espiritualidade     de Raimundo Irineu Serra: "Vós sois Príncipe e vós     sois Rei / E vós pode se declarar / Porque vós é Jesus     Cristo / Que baixou para ensinar / Isto eu digo é porque vi / Não     tenho medo de errar / Que quem vive neste mundo / Não tem segredo a guardar".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em quase todo o     hinário de Raimundo Gomes da Silva os espíritos de Jesus Cristo     e João Batista dialogam sobre a Doutrina. Num desses hinos, TREZENTOS     PEDAÇOS, os dois tiveram outro diálogo. Quando recebeu este hino,     Raimundo Gomes perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Mestre, o que     são os trezentos pedaços?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Isto são     trezentas porqueiras, respondeu Irineu Serra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas a tradução     mais precisa está contida na conversa que tiveram e nos ficou registrada     no hino. Na primeira estrofe Raimundo Gomes diz: "Eu tenho trezentos pedaços     / Aqui para mostrar / O que houver dentro do serviço / Ninguém     vá se admirar". O Mestre responde: "Tudo enquanto eu digo /     Ninguém quer acreditar / Agora perante a todos / Os espíritos     vão falar". E prossegue o Mestre: "Se eu quiser ir eu vou /     Se eu não for posso mandar / Tem pessoa suficiente / Para o que eu determinar".     Raimundo Gomes responde: "Eu me uno aqui com todos / Me uno mais com a     sua pessoa / Que aqui dentro do serviço / É quem me traz as coisas     boas". O Mestre reclama: "Já fazem meio século / Que     eu trabalho dentro da luz / Quase vou assassinado / Como assassinaram Jesus".     E o discípulo consola: "Os estudos que vós tem / Que o Divino     Pai lhe dá / Os mesmos assassinos / Não podem lhe assassinar".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E completa: "Que     Deus é soberano / Aqui na terra e no astral / Eu confio na Virgem Mãe     / Que a si ninguém faz mal". Raimundo Gomes continua reverente:     "Eu vivo trabalhando / Para dar o seu valor / Peço que vós     me coloque / No jardim de belas flores". E o Mestre conclui: "Siga     estes ensinos / Aqui no meu domínio / Você já está     bem colocado / Dentro do poder divino".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(...) Quando Jesus veio     pela primeira vez, para remir e salvar, os judeus o aguardavam em seu meio.     Mas quis Deus que Jesus, de linhagem judia, nascesse numa manjedoura sob os     cuidados de um casal pobre materialmente. Até hoje o Messias ainda é     esperado e a vinda de Jesus Cristo contestada pelos judeus. Não é     surpreendente que Jesus tenha voltado na forma de um homem comum, negro e semi-analfabeto.     Sobre isto o discípulo Raimundo Gomes da Silva disse em um dos seus hinos:     "Ninguém espere por Jesus Cristo / Que ele venha espiritual / Aqui     na terra ele está / Para aqueles que procurar".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Noutro hino, DEUS     TODO-PODEROSO, o mesmo discípulo afirma: "Deus, todo-poderoso /     Aqui na terra está conosco / Nos mostrando esta divina luz / E o vosso     poder / De Jesus Cristo Redentor / Vamos todos meus irmãos / Trabalhar     para conhecer este cristão / Que vive no mundo lutando / Para todos receber     as instruções". O seringueiro Raimundo Gomes da Silva, que     conhecia os mistérios da cabala, foi um exemplo vivo de humildade e convicção     da missão que Deus lhe destinou para cumprir junto com Raimundo Irineu     Serra. De vida desprendida, a grande lição que nos deixou foi     a da humildade diante do próximo e do poder de Deus. "Nós     devemos ser só o que nós somos", costumava dizer, citando     um dos hinos que recebeu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia 27 de julho     de 1986, aos 69 anos, Raimundo Gomes desencarnou nos deixando o sentimento,     de acordo com um de seus hinos, de que neste mundo não teve valor, mas     que adiante terá. "Sigo sempre o meu destino / Falando o meu idioma     / Só não falo português / Porque o povo anda na ronda".     O hinário de Raimundo Gomes foi encerrado com o hino VOU COM VÓS,     ESTOU COM DEUS: "Meu Mestre me chamou / Para mim seguir com ele / Eu alegre     respondi / Vou com vós, estou com Deus / Minha Mãe, minha rainha     / A vós eu vou pedir / Na minha separação / Eu com vós     quero seguir / Teu lugar está preparado / Foi tu quem preparou / Nos     pés do Santo Cruzeiro / Do teu Mestre ensinador". O corpo de Raimundo     Gomes da Silva foi enterrado ao pé do Cruzeiro existente na entrada do     templo do Alto Santo."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Havendo sido o primeiro hinário a citar a chamada Linha de Arroxim (em seus hinos 02 e 41), "O Ramalho" foi cantado por muitos anos na residência de Wilson Carneiro de Souza quando este pertencia ao Alto Santo, na ocasião do festejo de seu aniversário (18 de julho), quando Raimundo Gomes comparecia com sua equipe de músicos. Quando Wilson Carneiro e Sebastião Mota se desligaram do Alto Santo para criar o Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal) na Colônia Cinco Mil, esse hinário deixou de ser cantado por eles, à exceção do hino 41 que era utilizado nos trabalhos de cura chamando o beija-flor curador do Astral. Continuou entretanto exercendo sua influência histórica em hinários como os de Francisco Corrente e Alfredo Gregório, onde se podem encontrar reminiscências melódicas suas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui as letras dos hinos de "O Ramalho" podem ser obtidas em formato &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://www.mestreirineu.org/O%20Ramalho%20.pdf"&gt;pdf&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Para baixar as mp3 em belíssima gravação de Valsírio Granjeiro, sobrinho de Raimundo Gomes, extraia o download a partir dos seguintes links:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?dy09hbu0yxy"&gt;"O Ramalho" - primeira parte (hinos 1 a 33)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?8z02fjwutwe"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O Ramalho" - primeira parte (hinos 34 a 67)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?1v3wmzlznc1"&gt;"O Ramalho" - segunda parte (hinos 67 a 99)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?co2mxcmpp8x"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O Ramalho" - segunda parte (hinos 100 a 132)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-6190000270522223082?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/6190000270522223082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=6190000270522223082&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/6190000270522223082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/6190000270522223082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/o-hinrio-de-arroxim.html' title='O hinário de Arroxim'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rk8JJCTrW8I/AAAAAAAAAAs/xQcqa_dV9SU/s72-c/colibri3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-5205862535466868081</id><published>2007-05-16T20:23:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:13.762-03:00</updated><title type='text'>"O Menino Jesus", de João Pedro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rkt9YXy4zhI/AAAAAAAAAAc/MbtTlWtGV0A/s1600-h/Laurent+de+la+Hyre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rkt9YXy4zhI/AAAAAAAAAAc/MbtTlWtGV0A/s320/Laurent+de+la+Hyre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065280063566040594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Abrimos este blog com a  finalidade de proporcionar um lugar onde a irmandade daimista poderá acessar facilmente os cadernos de hinário com um link para baixar de uma só vez arquivos compactados contendo a letra de todos os hinos e suas correspondentes mp3. Diferentes gravações de um mesmo hinário (em estúdio, ao vivo, apenas instrumental, com um grupo ou outro, etc.) poderão ficar disponibilizados bastando assim que o leitor visitante do blog os busque e faça o download. Existem vários softwares que fazem a transformação de mp3 para formato wav, que é o utilizado para gravar cds, portanto cabe a cada um que se interesse produzir seus próprios cds caso prefira escutar/estudar os hinos nesse formato. Os que desejarem colaborar basta escrever-nos no seguinte &lt;a href="http://www.blogger.com/al.alves@terra.com.br"&gt;e-mail&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Começaremos apresentando o hinário         &lt;strong&gt;O Menino Jesus&lt;/strong&gt;, foi recebido por &lt;strong&gt;João Pedro&lt;/strong&gt;, irmão acreano que morou por muitos anos como agregado na residência de Leôncio Gomes da Silva, presidente vitalício do Centro de Iluminação Cristã Luz Universal após o falecimento do Mestre Irineu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Durante muitos anos este caderno de hinário esteve por desaparecido, já que após o falecimento de João Pedro não se sabia quem havia ficado por zelador do mesmo. Foi recuperado graças a uma encomenda do Padrinho Wilson Carneiro à pesquisadora Geovânia Corrêa, que localizou a Professora Maria Nunes em sua residência na Estrada de Porto Acre, em Rio Branco, sendo ela a zeladora indicada por João Pedro. O resgate desse hinário, considerado valioso para trabalhos de cura, representou um momento especial na história da Doutrina do Daime, já que significou que não tinham relevância apenas os hinários recebidos por pessoas de maior destaque fosse por cargos hierárquicos fosse por parentesco, pois todos os hinários autênticos eram e são importantes para a instrução dos  irmãos fardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui disponibilizamos a gravação realizada no estúdio do Irmão Carlos         Flora em Votoratim-SP, no dia 27 de         Junho de 2002, tendo como no violão-solo nosso querido         irmão George Washington Gomes de Souza (neto e filho-de-criação do Padrinho Wilson), violão-base Luiz Gurgel,         nos vocais o casal  Janaína e Washington.  Masterização e maracá: Carlos Flora. Extraiam o &lt;a href="http://www.mediafire.com/?5ckwnyzg5yw"&gt;download&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6159949295428481521-5205862535466868081?l=hinarios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hinarios.blogspot.com/feeds/5205862535466868081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6159949295428481521&amp;postID=5205862535466868081&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5205862535466868081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6159949295428481521/posts/default/5205862535466868081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hinarios.blogspot.com/2007/05/o-menino-jesus-de-joo-pedro.html' title='&quot;O Menino Jesus&quot;, de João Pedro'/><author><name>Eduardo Bayer Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09080253018704344024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://br.geocities.com/alcanave/ebn004.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/Rkt9YXy4zhI/AAAAAAAAAAc/MbtTlWtGV0A/s72-c/Laurent+de+la+Hyre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6159949295428481521.post-8999872776650426830</id><published>2007-05-16T17:41:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T17:44:13.912-03:00</updated><title type='text'>A vida do Mestre em poesia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RkttaXy4zgI/AAAAAAAAAAU/fkcv5UhXDVQ/s1600-h/mestre1970+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9dcSRZxxViY/RkttaXy4zgI/AAAAAAAAAAU/fkcv5UhXDVQ/s320/mestre1970+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065262505739734530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Este pequeno relato&lt;br /&gt;de uma grande história&lt;br /&gt;de uma bonita vivência&lt;br /&gt;de uma firme trajetória&lt;br /&gt;é um sublime apanhado&lt;br /&gt;do que temos na memória&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Da verdade que ele trata&lt;br /&gt;nos vem a inspiração&lt;br /&gt;para fazer com humildade&lt;br /&gt;esta simples narração&lt;br /&gt;me utilizando das rimas&lt;br /&gt;para chamar sua atenção&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Narrar o que é     verdade&lt;br /&gt;este é o desejo meu&lt;br /&gt;do pouquinho que sabemos&lt;br /&gt;de como se sucedeu&lt;br /&gt;a grande passagem terrena&lt;br /&gt;do célebre Mestre Irineu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Cada um tem seu destino&lt;br /&gt;todos sem exclusão&lt;br /&gt;conforme o desígnio de Deus&lt;br /&gt;pela determinação&lt;br /&gt;Mestre Irineu veio ao mundo&lt;br /&gt;cumprir a sua missão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;1890&lt;br /&gt;foi o ano em que nasceu&lt;br /&gt;no dia 15 de dezembro&lt;br /&gt;sua mãe o concebeu&lt;br /&gt;São Vicente de Férrer - Maranhão&lt;br /&gt;O nascimento aconteceu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Filho de Sancho Martinho     de Matos&lt;br /&gt;e de Joana Assunção Serra&lt;br /&gt;foi ele batizado&lt;br /&gt;nos confins daquela terra&lt;br /&gt;e chamado pelo nome&lt;br /&gt;Raimundo Irineu Serra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Crescia aquele menino&lt;br /&gt;alegre, robusto e saudável&lt;br /&gt;ele muito amado&lt;br /&gt;certamente muito amável&lt;br /&gt;girava naquela família&lt;br /&gt;um sentimento afável&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Aos seis anos de idade&lt;br /&gt;nele já despontava&lt;br /&gt;os primeiros indícios&lt;br /&gt;da missão que o aguardava&lt;br /&gt;era quando em sonho uma senhora&lt;br /&gt;a ele disciplinava&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;É que mesmo ele     sendo criança&lt;br /&gt;não podia se exceder&lt;br /&gt;nas peraltices que fazia&lt;br /&gt;coisas que não podia fazer&lt;br /&gt;como arengar com os coleguinhas&lt;br /&gt;e com má criação responder&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;E quando isso acontecia&lt;br /&gt;não tinha apelação&lt;br /&gt;em sonho uma senhora&lt;br /&gt;lhe pegava pela mão&lt;br /&gt;e para não fazer aquilo&lt;br /&gt;recebia uma lição&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Em cima de arroz com     casca&lt;br /&gt;ou então de areia quente&lt;br /&gt;ela fazia ele rolar&lt;br /&gt;o castigo era ardente&lt;br /&gt;e depois ela ralhava&lt;br /&gt;com ele fervorosamente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Isto é para você     Raimundo&lt;br /&gt;estas coisas não praticar&lt;br /&gt;mesmo sendo você pequenino&lt;br /&gt;mais eu vou te alertar&lt;br /&gt;se repetires novamente&lt;br /&gt;voltarei a te castigar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Quando ele se acordava&lt;br /&gt;se apalpando percebia&lt;br /&gt;o seu corpo dolorido&lt;br /&gt;e no transcorrer do dia&lt;br /&gt;lembrava sempre do sonho&lt;br /&gt;que teve enquanto dormia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;O tempo passa vem o moço&lt;br /&gt;de estatura elevada&lt;br /&gt;robusto, belo, formoso&lt;br /&gt;e junto da rapaziada&lt;br /&gt;sua pele enegrecida&lt;br /&gt;não lhe diminuía em nada&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Tudo isto reunido&lt;br /&gt;em um jovem bem dotado&lt;br /&gt;fez que logo entre as moças&lt;br /&gt;o jovem fosse notado&lt;br /&gt;e dentro da correspondência&lt;br /&gt;por uma foi cortejado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Naqueles tempos antigos&lt;br /&gt;a coisa era diferente&lt;br /&gt;quem namorava uma moça&lt;br /&gt;já tinha que ter em mente&lt;br /&gt;assumir responsabilidade&lt;br /&gt;casando naturalmente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Foi ele com Paulo&lt;br /&gt;seu tio e bom conselheiro&lt;br /&gt;- Olha tio eu quero casar&lt;br /&gt;e deixar de estar solteiro&lt;br /&gt;mas a sua opinião&lt;br /&gt;eu quero escutar primeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;-Olhe bem aqui sobrinho&lt;br /&gt;e preste bem atenção&lt;br /&gt;a coisa é muito séria&lt;br /&gt;não é brincadeira não&lt;br /&gt;para casar és muito moço&lt;br /&gt;esta é minha opinião&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;- Vai até São     Luís&lt;br /&gt;e procure se alistar&lt;br /&gt;no grupo que vai para a Amazônia&lt;br /&gt;na seringueira trabalhar&lt;br /&gt;quando voltar desta viajem&lt;br /&gt;estará pronto para trabalhar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;-Assim ganhe algum dinheiro&lt;br /&gt;para depois não estar aflito&lt;br /&gt;cortando a tal da seringueira&lt;br /&gt;pois o que o povo tem dito&lt;br /&gt;que lá se ganha tanto dinheiro&lt;br /&gt;que se puxa de cambito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Havia dois alistamentos&lt;br /&gt;teve ele que optar&lt;br /&gt;ir para a guerra ou Amazônia&lt;br /&gt;na seringueria trabalhar&lt;br /&gt;se for para a guerra vou perder&lt;br /&gt;a vida que Deus me dá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Se despediu da família&lt;br /&gt;e do povo hospitaleiro&lt;br /&gt;levando na sua bagagem&lt;br /&gt;o espírito aventureiro&lt;br /&gt;munido de muita coragem&lt;br /&gt;e desprovido de dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Pelo mar, depois por     rios&lt;br /&gt;cortando florestas e cidades&lt;br /&gt;foram meses de viajem&lt;br /&gt;vencendo dificuldades&lt;br /&gt;lembrando sempre da família&lt;br /&gt;de mamãe muitas saudades&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Vencido os obstáculos&lt;br /&gt;ele chegou até aqui&lt;br /&gt;passando por rio Branco&lt;br /&gt;seguiu por Xapuri&lt;br /&gt;contemplando as barrancas&lt;br /&gt;das aldeias do Aquiri&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Em Xapuri apresentou-se&lt;br /&gt;ao seu primeiro patrão&lt;br /&gt;este dele afeiçoou-se&lt;br /&gt;com grande admiração&lt;br /&gt;principalmente da estatura&lt;br /&gt;que tinha aquele rapagão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;- Puxa, que homem forte&lt;br /&gt;disse o homem alegremente&lt;br /&gt;me dizes de onde tu vens&lt;br /&gt;pois receio certamente&lt;br /&gt;que além de muito forte&lt;br /&gt;deves ser inteligente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;- Eu venho do Maranhão&lt;br /&gt;pois foi lá onde nasci.&lt;br /&gt;retrucando o patrão&lt;br /&gt;disse - eu logo vi&lt;br /&gt;com os maranhenses que tratei&lt;br /&gt;burro nenhum conheci&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;- E agora para confirmar&lt;br /&gt;o que estou a te dizer&lt;br /&gt;pois tenho quase certeza&lt;br /&gt;mas você é quem vai responder&lt;br /&gt;me diga aí seu moço&lt;br /&gt;sabe ler e escrever?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Coitado do Irineu&lt;br /&gt;ficou todo embaraçado&lt;br /&gt;sequer em banco de escola&lt;br /&gt;o mesmo havia sentado&lt;br /&gt;e agora o quê responder&lt;br /&gt;mediante o apanhado?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Falando consigo próprio&lt;br /&gt;foi logo pensando ligeiro&lt;br /&gt;E se o homem não conhece&lt;br /&gt;do meu Maranhão brasileiro&lt;br /&gt;gente que seja burro&lt;br /&gt;não é justo eu ser o primeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Aí nesse embaraçado&lt;br /&gt;dentro deste pensamento&lt;br /&gt;disse: - eu sei ler sim senhor&lt;br /&gt;com grande constrangimento&lt;br /&gt;pois não era o que ele fazia&lt;br /&gt;e ali havia mentido (mentir e ter fingimento)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Disse o homem: - siga     em paz&lt;br /&gt;agora vou te encaminhar&lt;br /&gt;para dentro da colocação&lt;br /&gt;onde você vai ficar&lt;br /&gt;adonde estão as estradas&lt;br /&gt;de seringa para cortar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Logo que pegou o caminho&lt;br /&gt;Rumo à colocação&lt;br /&gt;foi se batendo consigo mesmo&lt;br /&gt;fazendo a reflexão&lt;br /&gt;a respeito da mentira&lt;br /&gt;que dissera ao patrão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;E agora se o homem&lt;br /&gt;me chamar para escrever&lt;br /&gt;para ele algumas linhas&lt;br /&gt;e o que é que eu vou fazer?&lt;br /&gt;de repente veio o toque&lt;br /&gt;não sei, mas vou aprender&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Seringueiro trabalha     seringa&lt;br /&gt;seringalista é o patrão&lt;br /&gt;a sede do seringal&lt;br /&gt;era chamada barracão&lt;br /&gt;e o seringal dividido&lt;br /&gt;colocação em colocação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Também tinha o     noteiro&lt;br /&gt;que trabalhava para o patrão&lt;br /&gt;no prazo de alguns dias&lt;br /&gt;ia a cada colocação&lt;br /&gt;vendo o que tinha e o que faltava&lt;br /&gt;e anotando a produção&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Logo na primeira visita&lt;br /&gt;o noteiro foi chegando&lt;br /&gt;foi logo dando bom dia&lt;br /&gt;alegre se apresentando&lt;br /&gt;na colocação de Irineu&lt;br /&gt;e o principal foi anotando&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Antes deste despedir-se&lt;br /&gt;Irineu pôs-se a falar&lt;br /&gt;vê se o sr. encontra&lt;br /&gt;eu quero encomendar&lt;br /&gt;uma carta de abc&lt;br /&gt;para quando o sr. voltar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Eu sei aonde encontrar&lt;br /&gt;disse o homem com firmeza&lt;br /&gt;você pode ficar tranquilo&lt;br /&gt;que te farei a fineza&lt;br /&gt;e quando eu retornar&lt;br /&gt;eu te trago com certeza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Com o papel de embrulho     na mão&lt;br /&gt;Irineu pediu ao noteiro&lt;br /&gt;antes do senhor sair&lt;br /&gt;me escreve aqui primeiro&lt;br /&gt;bem em cima deste papel&lt;br /&gt;o meu nome completo e inteiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Raimundo Irineu Serra&lt;br /&gt;sem nenhuma letra faltar&lt;br /&gt;quando o homem saiu&lt;br /&gt;já se pôs a rabiscar&lt;br /&gt;o seu nome ali escrito&lt;br /&gt;procurando imitar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;A primeira tentativa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;ficou     meio lá e meio cá&lt;br /&gt;mas com a continuação&lt;br /&gt;começou a melhorar&lt;br /&gt;e toda folha de papel&lt;br /&gt;lutou até completar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Assim ficou esperando&lt;br /&gt;até que o noteiro voltou&lt;br /&gt;quando o homem foi chegando&lt;br /&gt;Irineu logo perguntou&lt;br /&gt;e a carta de ABC&lt;br /&gt;me diga se encontrou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;- Eu encontrei sim senhor&lt;br /&gt;está aqui na sua mão&lt;br /&gt;- Muito obrigado senhor&lt;br /&gt;sou grato de coração&lt;br /&gt;agora peço ao senhor&lt;br /&gt;que me dê uma lição&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;E foi somente uma lição&lt;br /&gt;dada pelo noteiro&lt;br /&gt;depois foi ele sozinho&lt;br /&gt;se dedicando inteiro&lt;br /&gt;estudando e labutando&lt;br /&gt;no trabalho seringueiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;E não é     que aprendeu&lt;br /&gt;e um dia o patrão&lt;br /&gt;aquele mesmo que exaltara&lt;br /&gt;o povo do Maranhão&lt;br /&gt;lhe chamou e lhe pediu&lt;br /&gt;- me faz uma anotação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Como ele aprendera&lt;br /&gt;se sentiu bem à vontade&lt;br /&gt;assim mantendo o padrão&lt;br /&gt;da sua integridade&lt;br /&gt;até mesmo da mentira&lt;br /&gt;teve que fazer verdade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;Um dia sem esperar&lt;br /
